Barbaridade, tche!

Essa é para quem acreditava que escravidão só era coisa ainda vista na Amazônia. Quatro escravos foram libertados nos últimos dias por agentes do governo federal em uma plantação de eucaliptos próxima à BR-158, na divisa das cidades de Cacequi e Rosário do Sul, na fronteira oeste do Rio Grande do Sul. O fazendeiro Ricardo Peralta Pelegrine já havia sido flagrado, em novembro de 2007, por manter outros 39 trabalhadores em situação degradante. Em ambos os casos, a madeira era transformada em blocos de sustentação para trilhos, comprados pela multinacional América Latina-Logística. A empresa tem no currículo uma série de acidentes com derramamento de produtos químicos no sul do País.

Por Salada Verde
12 de agosto de 2008

Retirando do lixo

A laminação de toras na Amazônia tem eficiência média de apenas 42%. Traduzindo: mais da metade das árvores abatidas da floresta vira serragem e outros resíduos. Quase sempre tudo acaba queimado, contribuindo ainda mais para o peso brasileiro no aquecimento planetário. O problema é antigo, mas só agora o governo contratou estudos para saber quanto sobra da produção madeireira regional e para avaliar o que pode ser feito com toda a biomassa de galhos, cascas e serragem. Uma das possibilidades é a geração de eletricidade, principalmente em locais que queimam o sujão óleo diesel. Os estudos cobrirão Pará, Rondônia e Mato Grosso, e ainda Minas Gerais e São Paulo.

Por Salada Verde
12 de agosto de 2008

Barrados no baile

Outra denúncia das ONGs trata de comunidades que supostamente já viviam na região do canteiro de obras de Santo Antônio. Elas estariam sofrendo pressão do empresariado para deixarem suas casas, antes de 31 de agosto, em troca de R$ 1.000 por hectare. "Moradores estão sendo forçados a deixar suas terras para dar lugar aos possíveis futuros canteiros de obras, o que, sem a Licença de Instalação, caracteriza grave violação aos direitos básicos da pessoa humana: saúde, educação, moradia e alimentação. Sem perspectiva de vida, deparam-se com um futuro incerto, provocado pela remoção de seus territórios cinqüentenários”, disse Iremar Ferreira, diretor executivo do Instituto Madeira Vivo.

Por Salada Verde
12 de agosto de 2008

Licença de Sto Antônio tem falhas

Ao liberar obras no Madeira, Ibama recua em exigências que estavam na licença prévia, como a de uma Área de Preservação Permanente de 500 metros e mecanismo para transposição de peixes.

Por Salada Verde
12 de agosto de 2008

Obras de Santo Antônio liberadas

Seguindo no escambo de licenças por dinheiro para unidades de conservação, o ministro Carlos Minc anunciou ontem a licença para início das insuspeitas obras da Usina de Santo Antônio, no Rio Madeira (RO). Para tanto, faltava apenas uma outorga da Agência Nacional de Águas. Agora, Odebrecht e Furnas já podem começar a esburacar a região. No entanto, terão que bancar manutenção e monitoramento do Parque Nacional de Mapinguari (AM) e da Reserva Biológica do Jaru (RO), além das reservas indígenas Karipuna e Karitiana (RO). As condicionantes chegam a cerca de 40, incluindo apenas R$ 30 milhões para saneamento em Porto Velho, monitoramento da sedimentação do rio e da qualidade da água e recuperação de outras áreas de preservação nos arredores da usina. Sobre o dinheiro da compensação ambiental, ainda nada de concreto.

Por Salada Verde
12 de agosto de 2008

Gelo no Ártico pode acabar em 2013

No ano passado, os cientistas anunciaram temerosos que o degelo no Ártico atingia níveis até então inéditos. Agora, com o verão novamente ativo no Pólo Norte, a preocupação voltou reforçada. De acordo com notícia do britânico The Guardian, a perda de gelo nos glaciares da região foi enorme durante a semana. Há pesquisadores com o alerta vermelho piscando a todo vapor: para eles, é provável que o Ártico não tenha mais nenhuma cobertura branca para contar sua história já em 2013. O recorde de um milhão de quilômetros derretidos, obtido em 2007, deverá ser batido nos próximos meses.

Por Salada Verde
11 de agosto de 2008

Mudança na lista das baleias

A IUCN divulgou nesta segunda-feira que as baleias jubarte e franca austral deixaram de ser consideradas vulneráveis na escala para extinção. Ambientalistas brasileiros discordam.

Por Salada Verde
11 de agosto de 2008

Bom sinal

Este ano, as primeiras avistagens da equipe do Projeto Baleia Franca foram promissoras. No dia 25 de julho foram vistas 35 baleias do norte do Rio Grande do Sul até Florianópolis, numa área de quase 400 quilômetros de costa. “Este número está dentro da nossa expectativa e é considerado um bom início. Até setembro as avistagens só tendem a aumentar”, considera Karina Groch, coordenadora do Projeto Baleia Franca. Confira no mapa de avistagens os registros da presença dos cetáceos no litoral brasileiro em 2008.

Por Salada Verde
11 de agosto de 2008

Situação mundial das baleias

De acordo com a IUCN, um quarto da população mundial de cetáceos esteja ameaçada hoje. Dessas, aproximadamente 10% são consideradas em perigo ou na categoria criticamente em perigo de extinção. Das 44 espécies de cetáceos conhecidos no planeta, mais da metade não são pesquisadas adequadamente.

Por Salada Verde
11 de agosto de 2008

Área de confusão ambiental

Nada como o próprio governo para jogar problemas fundiários no colo da conservação do meio ambiente. Em 1991, o Incra assentou mais de mil famílias em uma Área de Proteção Ambiental (APA) no município de Mucajaí , Roraima. Bastou um ano para que uma terra indígena Ianomâmi fosse decretada, justamente sobre a APA e o assentamento. A confusão foi parar no Congresso e, amanhã (12), será debatida por Ibama, Incra e, quem sabe, até por Mangabeira Ünger, ministro que extraordinariamente pensa que o Brasil é a terra das restrições ambientais.

Por Salada Verde
11 de agosto de 2008