Durante 4 anos como presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira enfraqueceu a transparência e a participação social , facilitando a aprovação de projetos com alto impacto socioambiental
Durante seu mandato, mudanças no regimento da Câmara limitaram o debate e a capacidade da oposição de atrasar votações
Projetos antiambientais, como o que afrouxa o licenciamento ambiental e o do marco temporal, foram aprovados de forma acelerada, sem a devida discussão
A redução da tramitação em comissões temáticas dificultou a influência da sociedade no processo legislativo, limitando a participação popular
Lira instituiu votações diretas no plenário e reduziu o poder de obstrução da pauta, o que agilizou a aprovação de projetos polêmicos
Um dos resultados dessas mudanças foi a aprovação do projeto de lei que afrouxa o licenciamento ambiental
As sessões remotas esvaziaram o debate e o uso exagerado do mecanismo de urgência acelerou a votação de temas importantes
A influência da Frente Parlamentar da Agropecuária também contribuiu para a aprovação de projetos considerados antiambientais
O sucessor de Lira, Hugo Motta, agora enfrenta pressão da sociedade civil para que o regimento da Câmara seja revisto
Organizações da sociedade civil pedem mudanças no regimento, incluindo o estabelecimento de critérios para o uso do regime de urgência e a revisão das regras de votação remota