Notícias
25 de abril de 2006

Baleias em perigo

A Shell está enfrentando uma coalizão mundial de organizações ambientais por conta do óleoduto submarino que ela está construindo no entorno das ilhas Sakhalin, na costa oriental da Rússia. Cientistas ouvidos pelo The Independent dizem que a obra coloca em risco a população remanescente de baleias cinzas ocidentais, que usam a região para a reprodução. Um vazamento maiorzinho que seja e pronto: as cinzas serão varridas do mapa.

Por Redação ((o))eco
25 de abril de 2006
Notícias
25 de abril de 2006

Crise diplomática

O La Nacion conta que ambientalistas argentinos protestaram hoje em frente à embaixada da Finlândia em Buenos Aires contra duas fábricas de celulose que empresários daquele país estão construindo no Uruguai. As fábricas são tecnologicamente defasadas e ameaçam o meio ambiente. A Argentina não as quer no Uruguai de jeinto nenhum. O Brasil acompanha de perto as negociações entre os 3 países.

Por Redação ((o))eco
25 de abril de 2006
Notícias
25 de abril de 2006

Queima de óleo

George Bush, pressionado pelo Partido Republicano por conta da subida dos preços da gasolina e óleo diesel, resolveu tomar uma providência. E foi a pior possível, pelo que diz a reportagem do The Houston Chronicle. Suspendeu temporáriamente a regulamentação sobre produção de combustíveis que permitirá as refinarias a acelerar sua entrega aos postos de gasolina, aliviando o excesso de demanda. Não disse por quanto tempo a falta de regra vai durar. Mas anunciou também que por prazo indeterminado vai parar de colocar petróleo nas reservas estratégicas americanas. Quer que tudo seja queimado no mercado. O efeito-estufa agradece.

Por Redação ((o))eco
25 de abril de 2006
Notícias
25 de abril de 2006

Desistiu

Segundo o Environment News Service, a Petrobras desistiu de construir uma estrada dentro do Parque Nacional de Yasuni para explorar o Bloco 31, localizado numa das áreas mais ricas da floresta amazônica equatoriana. A Petrobras teria informado a sua decisão por carta ao grupo conservacionista Save America´s forests. Agora, os funcionários seriam transportados de helicóptero até a plataforma.

Por Redação ((o))eco
25 de abril de 2006
Notícias
25 de abril de 2006

Em retirada

Já na Bolívia, a empresa brasileira EBX se prepara para deixar o país depois de ser acusada de não cumprir as leis ambientais durante a construção de uma siderúrgica. Em entrevista à jornalista Miriam Leitão no Globo, o dono da empresa, Eike Batista, afirmou que a madeira que queimaria em seus fornos é a mesma que a população boliviana está queimando para criar pastos e que mais tarde, quando terminasse de queimar o que é permitido por lei, passaria a usar eucalipto. Em suas palavras, “fazer um empreendimento ecologicamente correto é mais caro, mas dá para fazer”.

Por Redação ((o))eco
25 de abril de 2006
Análises
25 de abril de 2006

Lições de Chernobyl

De Claudio Tulio Pádua Simplesmente excelente o texto. É realmente impressionante a tendência cega que o Brasil tem em adotar o estabelecimento de grandes hidrelétricas como a quase única fonte de produção de energia elétrica (por que será?).Por que não estabelecer uma grande rede de pequenas centrais hidrelétricas - PCH com menos desperdício em distribuição e gerando menores impactos sócio-ambientais? Por que não aproveitar o vasto pátio industrial que consome lenha e carvão (siderúrgicas, calcinadoras, madeireiras, laminadoras) para gerar energia como subproduto de produção? Por que não concessionar a produção energética a estas empresas a exemplo das rodovias federais e estaduais e da própria floresta amazônica? A quem interessa que continue este monopólio de produção energética neste sistema oneroso e faraônico? Por que não a própria energia nuclear, como expõe o colunista?Em cidades do Mato Grosso como (Sinop, Juara, Tabaporã, Alta Floresta, etc) tem dezenas de laminadoras cada (que processam madeira para fazer "madeiriti") que produzem energia da queima de residuos. Em geral as laminadoras produzem 3 x mais do que precisam em excedente energético, mas o engraçado é que não podem vender o excedente energético para a distribuição nas cidades. Ou seja, as cidades parecem ser auto-suficientes em produção de energia, mas do mesmo jeito dependem de energia de grandes e distantes hidrelétricas.Caso similar acontece em várias localidades em Minas (Divinópolis, Sete Lagoas, Ipatinga, Timóteo, Carmo da Mata, Itaguara, São S. do Oeste, Arcos, Formiga, etc.) que apresentam um grande pátio siderúrgico e calcinador. Por que não criar politicas de concessão de produção energética nestas indústrias? No meu entender, este sub-produto deveria ser uma EXIGÊNCIA no processo de licenciamento como medida mitigadora.Enfim, parabéns ao autor pelo texto e à equipe do O Eco por veicular este importante espaço democrático com seriedade rara.

Por Redação ((o))eco
25 de abril de 2006
Notícias
25 de abril de 2006

Green Vanity

A Vanity Fair, revista que desde os anos 80 se especializou em cobrir com ótimas reportagens a vida de ricos e famosos da Europa e dos Estados Unidos, saiu em maio com uma edição totalmente dedicada ao meio ambiente. Na capa, fotografados por Annie Leibovitz, estão Julia Roberts, Geeorge Clooney, Robert Kennedy Jr. e o ex-candidato democrata à presidência, Al Gore. É sinal de que pelo menos lá fora, a imprensa definitivamente elegeu a natureza como fonte de informação fundamental para seus consumidores.

Por Redação ((o))eco
25 de abril de 2006
Notícias
24 de abril de 2006

Tragédia no gelo

Três sherpas – grupo étnico que habita a região do Monte Everest – morreram na última sexta-feira (21), numa avalanche, quando subiam a montanha....

Por Redação ((o))eco
24 de abril de 2006
Notícias
24 de abril de 2006

Ai!

Você acaba de correr uma maratona e sente como se seus ossos e músculos tivessem sido batidos em um liquidificador. Se procurar ajuda de um médico,...

Por Redação ((o))eco
24 de abril de 2006
Notícias
24 de abril de 2006

Apressadinha

João Pessoa fica atrás de muitas capitais nordestinas no roteiro da maioria dos turistas. Mas, o Estado de São Paulo garante que a terrinha oferece...

Por Redação ((o))eco
24 de abril de 2006
Análises
24 de abril de 2006

Ruralistas no caminho III

De Germano Woehl Jr. www.ra-bugio.org.br Novamente, a matéria comete um equívoco ao deixar de mencionar que a Mata Atlântica já é protegida pelo Decreto 750. E também não menciona que o PL 3285, o PL da devastação, libera o desmatamento do que resta da Mata Atlântica (artigos 14 e 23), num momento em que a pressão para ampliar as áreas de reflorestamento de pinus e eucalipto é intensa. Empresas do setor de reflorestamento estão fazendo parcerias e comprando reflorestamentos recém implantados de pequenos proprietários. A ONG SOS Mata Atlântica, presidida pelo principal sócio de uma das maiores empresas do setor de papel e celulose (que depende de matéria-prima barata, ou seja, da abundância de reflorestamentos de pinus e eucalipto), tem omitido esse pequeno detalhe nas campanhas que prega. O PL da desvastação permite também a volta das madeireiras para atacar os últimos fragmentos e a volta dos vendedores, às margens das rodovias, de bromélias e orquídeas saqueadas de áreas protegidas, que podem desestruturar os produtores comerciais, provocando desempregos formais (com carteira assinada). Outro erro da matéria é induzir o leitor a acreditar que basta uma lei para proteger alguma coisa. Que bom seria se isso fosse verdade! Não precisaríamos nem de tranca nas portas de nossas residências. Nada é capaz de deter a ganância do ser humano. Por isso o PL-3285, que libera tudo, é uma grande ingenuidade. Ignora o que aprendemos com a história e com a ciência. É uma lógica perigosa, que não terá volta. Não haverá meios legais de impedirmos a devastação total do que resta da Mata Atlântica. A curto prazo, a lucratividade de reflorestamentos com pinus e eucalipto é imbatível. O fato do PL estar tramitando há 14 anos demonstra que já está ultrapassado, e precisa de uma profunda revisão, portanto. Os conhecimentos científicos, mesmo se tratando das florestas tropicais, avançam com velocidade supersônica. O aumento da pressão por novas áreas para o plantio de pinus e eucalipto também só foi sentida mais fortemente nos últimos 4 ou 5 anos, e a indisponibilidade de áreas enfrentou uma concorrência terrível com a cultura da soja. Portanto, os investidores do setor de papel e celulose precisam da área dos 7% restantes de Mata Atlântica para terem matéria-prima barata e abundante, requisitos essenciais para garantia de lucros fabulosos, ou seja, precisam dessas áreas para expansão do reflorestamento de pinus e eucalipto. De modo que PL-3285, da devastação, é bem vindo para o setor. Atenciosamente,

Por Redação ((o))eco
24 de abril de 2006
Análises
24 de abril de 2006

Ruralistas no caminho II

De Germano Woehl Jr. Prezada Carolina, Seguem alguns questionamentos sobre o PL da devastação da Mata Atlântica para lhe ajudar nas próxima matérias sobre o tema. Aliás seu texto no O ECO nem parece uma matéria jornalística, mas uma nota produzida pela ascom da ONG, porque não questiona nada e é prá lá de tendenciosa (deveria estar na seção de cartas). Tenta passar a idéia de que a lei é perfeita, que vai salvar a Mata Atlântica, quando é bem o contrário. Com este texto você está contribuindo para ajudar a ONG caça níquel $O$ Mata Atlântica a enganar a sociedade. O maior absurdo foi a chamada: "uma floresta SEM LEI", como se a Mata Atlântica não tivesse uma lei, o decreto 750, que de fato PROTEGE a Mata Atlântica (enquanto este PL mundano LIBERA TUDO). O decreto 750 incomoda os devastadores e está atrapalhando o setor de papel e celulose, que precisa expandir os reflorestamentos de pinus e eucalipto se quiserem matéria prima abundante e barata. Santa Catarina, por exemplo, já está com 5% do território coberto de pinus e 17% de Mata Atlântica (esse percentual é duvidoso, pode ser menos). Como a aprovação PL da devastação, a tendência, em poucos meses, é a inversão desses percentuais, ou seja, ficaremos com a cobertura de pinus superior a do ecossistema Mata Atlântica. Enfim, esta lei é nociva à sociedade, porque o artigo liberando os desmatamentos é bem cristalino e vai atingir em cheio as áreas remanescentes. O que menos a Mata Atlântica precisa neste momento é de lei, sobretudo uma lei do vale tudo, altamente complexa, praticamente impossível de ser fiscalizada. O que a Mata Atlântica precisa é de órgãos de fiscalização bem aparelhados, funcionários motivados e uma justiça mais ágil e rigorosa. E as ONGs poderiam de fato contribuir para salvar a Mata Atlãntica se atuassem neste sentido.

Por Redação ((o))eco
24 de abril de 2006