Análises
27 de março de 2006

Itatiaia: com a palavra os juristas II

Da Associação dos Amigos do Itatiaia (AAI)“Os últimos encontros internacionais indicam que o melhor caminho para um parque nacional é conquistar a simpatia dos vizinhos. Essa política democrática de preservação precisa ser melhor desenvolvida no Brasil“. Fernando Gabeira (JB Ecológico * Setembro de 2005 pg.20) completa o pensamento afirmando: “Vamos desenhar um parque junto com os moradores, vamos ajudá-los a formular um plano de desenvolvimento sustentável, vamos atraí-los para um severo trabalho de fiscalização”.1. O Núcleo Colonial Itatiaya criado em 1908 teve seus lotes que o compõem preservados e não incluídos nos limites do Parque Nacional do Itatiaya (PNI) criado pelo Decreto nº 1.713 de 14 de junho de 1937;2. O Decr. nº 87.586, de 20/setembro/1982 ampliou os limites do PNI e nessa ampliação incluiu lotes do Núcleo Colonial Itatiaya;3. 23 anos e 6 meses após comunica o IBAMA-Brasília início de estudos visando à denominada regularização fundiária que tem por objetivo eliminar propriedades privadas nos limites atuais do PNI;Clique aqui para ler esta carta na íntegra.

Por Redação ((o))eco
27 de março de 2006
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27 de março de 2006

Bicho não vota

De Luiz Carlos Busato Olá! Gostaria de comentar dois artigos da última edição de "O Eco".Tratam-se dos artigos da Maria Teresa Pádua e do Paulo Bessa, que inclusive inspiraram a chamada dos artigos da semana, com a célebre frase "bicho não vota".No caso da Maria Teresa Pádua, ela critica o mecanismo das Audiências Públicas para a criação de áreas protegidas. Discordo dela, pois divulgação e discussão pública prévias são instrumentos importantíssimos tanto para a instalação de um empreendimento poluidor quanto para uma Unidade de Conservação (UC)!Entendo que o problema tem outra face: ainda não sabemos como, ou melhor, não conseguimos demonstrar aos moradores e comunidades de uma região que eles serão beneficiados pela criação de uma UC. E este é um dilema a ser superado! Faz parte inclusive da discussão da COP8 a questão da repartição dos benefícios. A autora cita os benefícios "para a humanidade" da preservação dos recursos genéticos de um determinado ambiente. É muito difícil sensibilizar alguém que vê benefícios diretos com a não-criação da área protegida com esses argumentos! É preciso criar modelos de comunicação, preparar pessoas (como os pobres técnicos do IBAMA) e a comunidade antecipadamente para um embate numa Audiência Pública! E, sim, mobilizar as ONGs ditas protetoras do meio ambiente! Caso contráro, a discussão nesse ambiente será sempre desigual - tal qual seria o respeito à criação da área protegida se esta fosse feita de forma impositiva. Agora, seria um retrocesso muito grande excluirmos os processos de consulta pública sobre a criação das unidades de conservação, afinal é a sociedade do entorno, as comunidades, que vão conviver e se relacionar com a área protegida, dependendo deles o sucesso ou não da "criação no papel" da UC.E é neste ponto que é positiva a criação da Diretoria Socioambiental no IBAMA. Está certo que tudo que nosso monstruoso elefante burocrático chamado "Estado" não precisa é da criação de mais órgãos, diretorias e outros cargos que efetivamente pouco produzem. No entanto, cada vez mais é imprescindível a inclusão do ser humano no contexto de conservação da biodiversidade - afinal, é o homem o grande vilão da erosão de vida atual. Nesse sentido, espero que a tal nova Diretoria do IBAMA consiga trabalhar positivamente nessa árdua missão de agregar homem e natureza de forma sinérgica e complementar. Afinal de contas, bicho não vota, mas tem muito eleitor por aí que prefere as árvores e os bichinhos aos tratores e colheitadeiras do latifundiário!Clique aqui para ler esta carta na íntegra e a resposta de Paulo Bessa.

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27 de março de 2006
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27 de março de 2006

Bases nada sólidas II

De Alex Madureira Oi, eu queria esclarecer algumas notas sobre a ponta do Cabo Branco. A ponta não é de rocha nem de calcário e sim de argila. Quem provoca a erosão é o vento, já que existe uma canaleta d'água que contorna toda extensão da ponta, coletando toda a água que antes encharcava a falésia e fazia com que ela ficasse mais densa, mais sólida. A falésia secou. A canaleta deposita toda água em dois pontos: na praça Iemanjá e na divisa do Cabo Branco com a praia do Seixas. Outrora (vinte anos atrás) toda extensão da ponta do Cabo Branco vertia água mineral, uma vez que a argila é um filtro natural. Hoje ela secou, está virando pó e o vento é seu principal agente erosivo portanto, mais que veículos, as ondas do mar, pistas de moto-cross (que tambem são agentes) a canaleta d'água, repito, deixou a falésia estéril, sem água, conseqüentemente sem vegetação. A contradição é que a ponta é uma falésia viva, ou seja, ela tem contato com a água, já a falésia do bairro São José é uma falésia morta, sem contato com a água. Sou morador do Cabo Branco há trinta e seis anos. Agradeço sua atenção.

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27 de março de 2006
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27 de março de 2006

Bacon de clone

Cientistas dizem ter conseguido transformar carne de porco em algo saudável. Com a ajuda da genética, fizeram com que animais clonados fossem capazes de produzir Omega-3. O que permitirá que o bacon extraído deles faça bem ao coração, diz reportagem do The New York Times.

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27 de março de 2006
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27 de março de 2006

Estraga prazeres

Mais uma outra pesquisa feita por cientistas britânicos afirma que essa história de que Omega 3 faz bem ao coração é ilusão. Eles teriam analisado dados de mais de 15 mil estudos e concluído que não há nada que prove que óleo de peixe evita doenças cardíacas, diz o The Guardian.

Por Redação ((o))eco
27 de março de 2006
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27 de março de 2006

Estraga prazeres II

Reportagem do Independent sobre os danos ambientais provocados por uma simples festa de casamento é de levar qualquer noiva politicamente correta aos prantos. As alianças podem ser originárias de minas destruidoras de ecossistemas e o vestido, feito de tecido derivado de petróleo, fabricado em fábricas que poluem o ar. As flores nem se falam. Podem ser lindas graças a muito pesticida jorrado sobre elas em campos na África que funcionam a base de trabalho escravo.

Por Redação ((o))eco
27 de março de 2006
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27 de março de 2006

Imposto

A China vai aumentar seus impostos sobre derivados de madeira e de itens que consomem muita energia para tentar frear a destruição do meio ambiente. É o que afirma o The New York Times. Até os pauzinhos usados como talheres entraram na mira do governo por custarem 25 milhões de árvores por ano, diz reportagem do The Independent.

Por Redação ((o))eco
27 de março de 2006
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27 de março de 2006

Dinheiro

Miguel Krigsner, dono do O Boticário, comprometeu-se a doar 200 mil dólares por ano para o Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), que tem um fundo para financiar a implantação e manutenção de Unidades de Conservação na região Norte do Brasil.

Por Redação ((o))eco
27 de março de 2006
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27 de março de 2006

Bons ventos

Dentro de quatro anos, a Grã-Bretanha vai ter energia eólica suficiente para fornecer eletricidades para as residências de Londres e Glasgow. Já que o investimento no setor cresceu muito mais do que o esperado e até 2010 5% da energia do país será gerada a partir de vento. Trata-se do local que mais venta na Europa, lembra o The Guardian.

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27 de março de 2006
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27 de março de 2006

Vale Tudo

Numa tentativa de salvar os tubarões-tigres - animais que podem chegar a ter 3 metros de comprimento, mas são bastante pacíficos nos encontros com humanos, cientistas decidiram gerá-los em úteros artificiais. É que como se não bastasse a pesca predatória, esses tubarões costumam matar seus irmãos ainda na barriga da mãe. O mais forte vence. Como conta o Washington Post, o projeto está sendo desenvolvido na Austrália, onde os bichos são cada vez mais raros.

Por Redação ((o))eco
27 de março de 2006
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27 de março de 2006

Derretendo, sempre

Foram divulgados novos estudos alarmantes sobre o derretimento do gelo armazenado nos pólos da Terra provocado pelo aquecimento global. Desta vez, a Groelândia e a Antártica diminuiriam pela metade se as coisas continuarem como estão. E o resultado mais imediato seria a elevação dos mares em um metro até o fim deste século. Em outras palavras, sumiriam as Maldivas e boa parte de Bangladesh e a cidade de Nova Orleans teria que ser desocupada. O cenário nada confortante está descrito em matéria do Guardian.

Por Redação ((o))eco
27 de março de 2006