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6 de setembro de 2005

Corra jumento, corra! VI

De Heloisa Pinceli Jornalistas de meia-tigela (desculpe o elogio) como você que o Brasil deveria se livrar, ignorantes que chamam crueldade de cultura. É lastimável ver alguém de nível superior com uma idiotice tão grande.

Por Redação ((o))eco
6 de setembro de 2005
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6 de setembro de 2005

Corra jumento, corra! V

De Gilda BrandãoSenhora Silvia, Tive a infelicidade de ler seu artigo "Corra jumento, corra!", que me envergonhou por vários motivos.A senhora chama de cultura nordestina uma série de vícios que não só são imorais como também são ilegais. Bastaria considerar que existe uma Constituição no Brasil que no seu artigo 225 inciso VII atribui ao estado brasileiro a garantia de manter os animais livres de tratamento cruel, e a lei federal 9605/98 que no artigo 32 define e pune crimes de maus-tratos aos animais, para verificar que seu artigo incentiva o crime, e portanto é também criminoso. Mas não é este o único equívoco de suas considerações. Tradição não significa coisa boa. Jogar cristãos aos leões, castrar jovens rapazes para manter-lhes a voz aguda no canto das óperas, escravizar pessoas, encurtar os pés das mulhres orientais, tudo isto também existiu em nome da tradição, e felizmente acabou, porque pessoas de bom senso e de mente esclarecida deram um basta.Finalmente, quero dizer-lhe que o Nordeste faz parte do Brasil. e uma tradição atribuída ao Nordeste fatalmente teria de ser considerada uma tradição brasileira. Mas o Brasil se recusa a aceitar covardias, como estas que a senhora descreve, e outras, como a farra do boi, rinhas de galo etc. como parte de suas tradições.São vícios localizados, ilegais, vergonhosos, que uma mulher como a senhora deveria distinguir de cultura e tradição. Afinal de contas, sempre se considera que uma mulher é um ser sensível, mais capacitado a sentir a dor dos desprotegidos, sejam eles pessoas ou animais. A incapacidade de reconhecer a burrice e a covardia é um perigo nas mãos de quem se considera um jornalista, um porta voz da sociedade.Atenciosamente,

Por Redação ((o))eco
6 de setembro de 2005
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6 de setembro de 2005

Corra jumento, corra! IV

De Fabiana MelloCirurgiã-Dentista - Epidemiologia - MS/ANSPrezada Sra. Sinto dizer que seu artigo me trouxe imenso desgosto e acredito que deprecia seu trabalho e o trabalho de seu jornal. Em relação ao fato de que a corrida de jumento e o uso de sua carne como alimento é "cultura" vale dizer que a escravidão também era cultura, a mulher incapaz também era cultura, o canibalismo também, as lutas de gladiadores... Muita cultura, não é? A senhora deveria protestar também quanto a esta depredação do patrimônio cultural da humanidade.Acredito que a Sra. também seja a favor da "cultura" da Farra do Boi e dos rodeios. A democracia está aí para isto. Inclusive para que as pessoas que discordem do que aparece na mídia também tenham voz.att

Por Redação ((o))eco
6 de setembro de 2005
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6 de setembro de 2005

Corra jumento, corra! III

De Geuza Lietão Jornalista Silvia PilzCausa-me estranheza uma jornalista que passou pelos bancos de uma universidade (se é que passou), fazer em matéria jornalística a afirmação: "A corrida de jumentos, pode até infringir a lei que protege animais de qualquer tipo de abuso ou maus-tratos. Mas faz parte da cultura". Saiba, jornalista que as leis são feitas para serem cumpridas e o Tribunal de Justiça/CE já decidiu que corrida de jumento é crime tipificado no Art. 32 da Lei 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais), por constituir abuso e maltrato contra os jumentos. Portanto já há jurisprudência no sentido de que corrida de jumentos é crime. E V. Sia aplaude esse crime por considerar cultura! Santa ignorância! Certamente gostaria de ver a mulher considerada incapaz como o foi outrora, pois era cultura, assim como a escravidão. Gostaria V. Sia de ser comida pelos canibais? Ora isso também era cultura. Pelo visto, para V. Sia. sendo cultura, mesmo que não preste, deve continuar. Então que retroaja o tempo e V. Sia. não tenha o direito sequer de votar. Que os negros sejam çoitados, escravizados. E saiba que o abatedouro de Santa Quitéria eu fechei, acabou-se. Não está aguardando autorização coisa nenhuma. Acabou mesmo.

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6 de setembro de 2005
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6 de setembro de 2005

Ensino ao ar livre

O ecoturismo vem crescendo de forma tão acelerada que já virou até tema de curso superior. Durante a Adventure Sports Fair, que ocorreu em São...

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6 de setembro de 2005
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5 de setembro de 2005

Madeira de lei

O estado da Georgia, nos Estados Unidos, aprovou lei que permite a retirada de troncos de pinus que afundaram nos seus rios no século XIX, quando a região era um vibrante pólo madeireiro. Estima-se que das milhões de toras transportadas por via fluvial há mais de 100 anos, entre 3% e 5% jazem nos leitos de rios. Elas são cobiçadas pelas serrarias pela sua cor e pela sua granulação mais densa. Custam em média 10 vezes mais do que toras em condições normais, diz reportagem da Associated Press publicada no The New York Times. Ambientalistas vão tentar derrubar a lei na justiça. Dizem que pelo tempo que estão debaixo d’água, os troncos já se tornaram propriedade dos ecossistemas subaquáticos. Sua retirada, garantem, pode alterar a reprodução de peixes.

Por Redação ((o))eco
5 de setembro de 2005
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5 de setembro de 2005

Uma semana de horror

A manchete do Times-Picayune de hoje é “O 7º dia do inferno”. A reportagem diz que o som que mais se ouve na cidade ainda semi-submersa é o de helicópteros e tiros esporádicos, sinal de que ainda há muita gente esperando resgate e que muitos estão desesperados com a falta de socorro. O cheiro na região provocado pelas águas fétidas é insuportável, mas segundo o The New York Times, apesar de elas estarem cheias de combustível vazado de postos, esgoto e corpos putrefados, a população de Nova Orleans tem o que celebrar. Tanques que guardavam produtos químicos altamente tóxicos nos subúrbios de Nova Orleans resistiram à passagem do Katrina. Se tivessem rompido, a situação estaria muito pior. Na Slate, relato de homem que mudou-se há um ano para Nova Orleans e, nesse período, enfrentou 4 furacões, duas tempestades tropicais e, agora, o Katrina. Os seis primeiros desastres naturais não foram nada comparado ao último. Desta vez, ele perdeu tudo o que tinha.

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5 de setembro de 2005
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5 de setembro de 2005

Melhor pegar um táxi

Relatório do governo inglês diz que, por falta de limpeza adequada, as ambulâncias do país transformaram-se em vetores de contaminação. Coisa de altíssimo risco. Noticia do Guardian.

Por Redação ((o))eco
5 de setembro de 2005
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5 de setembro de 2005

Homem não presta

Quarenta índias de 14 etnias se reuniram no Norte do Mato Grosso para debater as suas vidas e as de suas aldeias e chegaram a uma conclusão. Os índios precisam dividir o poder de comando com elas para as coisas melhorarem. Segundo elas, os homens têm culpa na ação ilegal de madeireiros e garimpeiros nas reservas indígenas do estado. A notícia está no Diário de Cuiabá.

Por Redação ((o))eco
5 de setembro de 2005
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5 de setembro de 2005

O fraudador

Longa reportagem na revista do The New York Times discute a razão pela qual a comunidade científica americana tornou-se um dos bolsões mais radicais de oposição à George Bush. Resumindo, Bush não tem tido nenhum prurido em eliminar dados científicos contrários à sua visão de mundo de relatórios governamentais sobre aborto, efeito-estufa e pesquisas com células-tronco e muito menos em apresentar teses eminentemente políticas como ciência pura.

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5 de setembro de 2005
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2 de setembro de 2005

Da caixa postal

Sergio Abranches, daqui de O Eco, enviou mensagem pelo e-mail na quinta-feira, depois de viajar pela estrada Rio-Belo Horizonte: “Quem saiu do Rio nesta quinta-feira, pela BR-040, pode ver a serra, na região de Posse, toda em chamas. O capim das encostas na beira da estrada também ardia, quilômetros a fio. Fogo proposital, só para ver queimar. Numa área, chegava próximo às casas e barracos de favela. Pelas estradas de Minas, já não é mais possível distinguir a neblina da fumaça das queimadas".

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2 de setembro de 2005
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2 de setembro de 2005

Aliás

Para quem não sabe, as queimadas, quando não são feitas para limpar pastos, funcionam como uma espécie de funeral do desmatamento. É a cremação do mato que foi derrubado, principalmente na Amazônia, alguns meses antes. Depois do corte, aguarda-se um bom tempo até que os galhos, troncos e folhas fiquem secos. Aí ata-se o fogo para fazer a limpeza do terreno, para prepará-lo para a semeadura de grãos ou capim. Pelo menos em tese, esses focos de incêndio voluntário não deveriam ser considerados parte do desmatamento. O problema é que como qualquer fogo, ele facilmente foge do controle e acaba lambendo parte da floresta que ainda está de pé.

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2 de setembro de 2005