Notícias
29 de julho de 2005

Perdido na lava

O americano Gilbert Dewey Gaedcke III foi resgatado nessa semana, depois de passar cinco dias perdido num campo de lava no Havaí. Ele saiu do hotel...

Por Redação ((o))eco
29 de julho de 2005
Fotografia
28 de julho de 2005

A formiga

Do alto de sua larga experiência em atrapalhar o trabalho alheio, sobretudo quando se mete no caminho de insetos, Marcos Sá Corrêa dispersou uma...

28 de julho de 2005
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28 de julho de 2005

Quem fiscalizará?

Está bem encaminhada a discussão sobre o destino dos sedimentos da dragagem a ser feita na baía da Ilha Grande, litoral do Rio, para o deslocamento de plataformas da Petrobras. Mas a obra ainda não tem fiscal. Em reunião realizada dia 27 de julho, as prefeituras de Angra dos Reis e Paraty, os sindicatos, o Ministério Público e ongs chegaram a um entendimento quanto à profundidade do lugar onde os 520 mil metros cúbicos de material devem ser alocados: 65 metros. Ou seja, bem mais longe da costa do que o proposto inicialmente. Resta a dúvida sobre qual entidade cuidará do licenciamento da obra. Antes, quando os sedimentos iam ser despejados a 30 metros de profundidade, a incumbência seria da Feema, órgão estadual. Com a escolha do novo local, a responsabilidade deve passar para o Ibama. Mas as duas entidades ainda se engalfinham nos bastidores.

Por Redação ((o))eco
28 de julho de 2005
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28 de julho de 2005

O dono da floresta

Quem desmata 2.800 hectares de floresta na Amazônia, desmata mais 8.900 no ano seguinte sem nenhum problema. Mesmo que a área devastada seja dentro de uma estação ecológica. O fato aconteceu na Terra do Meio, no Pará, e o máximo que o Ibama conseguiu fazer foi multar o fazendeiro responsável em 20,5 milhões de reais. Uma quantia que ele provavelmente não tem como pagar e uma área de floresta perdida para sempre. O Ibama podia ter atuado antes. O feito foi notícia no Jornal Nacional e no jornal Estado de São Paulo (só para assinantes).

Por Redação ((o))eco
28 de julho de 2005
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28 de julho de 2005

A radioatividade terrestre

A ciência fincou pé em um novo campo de pesquisa. Pela primeira vez, um grupo de cientistas de quatro países conseguiu medir a total radioatividade da terra. O que significa estudar o planeta por dentro. Ou seja, aprender muito mais sobre terremotos, campos magnéticos e vulcões. Coisas que antes eram quase que intuídas pelas ondas provocadas por temores de terra. A pesquisa foi feita com um estranho telescópio e está descrita na edição da revista Nature (só para assinantes) desta semana. O The New York Times(gratuito) se adiantou e resumiu a descoberta para os leigos.

Por Redação ((o))eco
28 de julho de 2005
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28 de julho de 2005

Seguro Desemprego

Há mais de 10 anos começou na África do Sul um projeto que bem que poderia ser implantado por aqui. Desempregados foram contratados para ajudar a preservar a natureza e recuperar áreas degradadas. Segundo o The New York Times, primeiro eles foram contratados para retirar árvores invasoras e consumidoras de grande quantidade de água das margens dos rios. Depois foram fazer trabalhos de reflorestamento em florestas e mangues.

Por Redação ((o))eco
28 de julho de 2005
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28 de julho de 2005

Segredo Climático

Enquanto Tony Blair tentava convencer seu amigo Bush a concordar com um plano alternativo ao Protocolo de Kyoto, os Estados Unidos negociavam exatamente isso com a Austrália. O novo pacto sobre mudança climática será anunciado hoje em Laos e incluirá China e Índia. Tudo que se sabe é que não há metas de redução e companhias americanas e australianas venderão tecnologia limpa para o mercado asiático. Segundo o jornal The Guardian (gratuito), o primeiro-ministro britânico não sabia do acordo.

Por Redação ((o))eco
28 de julho de 2005
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28 de julho de 2005

No flagra

Começa hoje e vai até domingo uma grande operação de fiscalização do Instituto Estadual de Florestas (IEF) do Rio de Janeiro, em três parques estaduais: Desengano (no município de Santa Maria Madalena), Três Picos de Salinas (em Nova Friburgo) e Tiririca (em Niterói). Batizada de Operação Mata Atlântica, a repressão aos crimes ambientais nessas reservas vai mobilizar 50 agentes do IEF, policiais do Batalhão Florestal e representantes do Corpo de Bombeiros. O objetivo é coibir queimadas, desmatamento e construções irregulares. É a maior operação realizada pelo IEF este ano.

Por Redação ((o))eco
28 de julho de 2005
Análises
27 de julho de 2005

Onisciência e Onipotência II

De J. Bernando Isso está parecendo conversa para boi dormir. Infelizmente, hoje em dia, tudo que se relaciona a dinheiro neste país cheira a trambique e com as desculpas mais esfarrapadas. Torço para que não seja mais uma mala de dinheiro que depois se desmanche em fotos de satélite facilmente encontradas em site especializados.À primeira vista e principalmente para quem não freqüenta a Floresta, esse método de monitoramento até soa eficaz. Os jornais e a mídia volta e meia mostram essa situação de descontrole com os limites do Parque. Entretanto, os desprevenidos não se dão conta de que, por mais potentes que sejam as lentes do satélite, jamais daria para se ver (como você mesmo citou), um acampamento camuflado em baixo de uma árvore ou dentro de uma toca. As autoridades sabem onde as coisas acontecem e se não sabem, basta perguntar a qualquer andarilho que logo ficarão informadas.A floresta está se tornando virtual e o pessoal não está mais sujando as botas. Andar no mato para que, se tem uma confortável cadeira e uma tela de computador mostrando imagens vindas lá da estratosfera sem que se precise dar uma passo fora do Barracão? Já se foi o tempo em que podíamos encontrar pelas trilhas, o diretor do Parque com rolos de arame nos ombros, placas de sinalização, fechando atalhos e conscientização de caminhantes... Sem falar da satisfação de caminharmos juntos, debatendo ações de manejo, preservação e história. Eu mesmo fui testemunha, numa caminhada ao Pico da Tijuca, quando passou por nós um andarilho veterano e você perguntou a ele se tinha visto alguma coisa irregular. A resposta foi negativa me fazendo sentir uma sensação de bem estar e segurança. Mais à frente, ao passarmos por um riacho, você adivinhou qualquer movimento estranho e com a coragem de um soldado (deixando o grupo apreensivo), saiu desbravando o mato e foi lá conferir o que estava fazendo um casal mais romântico. Nada escapava aos seu olhos de águia, milhares de vezes mais poderosos que uma lente de satélite, que vê o que está por cima mas não o que está por baixo dessas transações.De fato, esse dinheiro (que deve caber em duas cuecas) poderia ser melhor empregado. Gerando empregos e melhores condições de segurança e conforto aos amantes desta floresta. Além de ajudar na caça dos verdadeiros e mais perigosos inimigos dela e da sociedade como um todo.

Por Redação ((o))eco
27 de julho de 2005
Análises
27 de julho de 2005

Onisciência e Onipotência

De Pedro P. de Lima-e-Silva Engenheiro Ambiental, PhDServiço de Segurança Radiológica e AmbientalCaro EcoTambém, como meu xará Pedro Menezes, sou fã de novas tecnologias, principalmente quando elas facilitam a vida, ou reduzem nossos impactos no ambiente. As visões dos satélites com certeza estão entre as tecnologias mais incríveis para monitoramento ambiental que irão, com o passar do tempo, ajudar a conter a destruição em curso.Porém, como tudo na vida, até uma simples faca em mãos erradas pode se transformar de objeto salvador em objeto destruidor. E essa não é uma comparação para virar analogia com o problema do Parque Nacional da Tijuca, abordado pelo colunista de O Eco. A comparação é apenas conceitual, no sentido de que mesmo uma tecnologia criada com as melhores intenções do mundo pode ser mal usada, ou até mesmo usada para o mal. Ou, o que seria pior ainda, usada para não dar em nada. A reportagem do "Big Brother" da floresta também me causou espécie, como diria minha falecida avó, porque obviamente área de caçador está embaixo das árvores. Fico imaginando um caçador que queira "aparecer", coitado, vai morrer de fome, né não?À parte as ironias e os paradoxos, gastar US$250 mil, que hoje seriam R$355 mil, com fotos de satélite, me parece falta de percepção ou avaliação de impactos ambientais, minha área de atuação profissional. Os maiores problemas do parque estariam em visualizar clareiras abertas? Se o parque informa, como já o fez em passado recente, que não tem conhecimento, por exemplo, dos nichos ecológicos das espécies que contém, que não sabe as capacidades de suporte ecológicas e humanas de seu setores, que trata o setor da Pedra da Gávea, como bem lembrou o Pedro Menezes, como área abandonada, que até hoje não conseguiu resolver o problema das áreas das antenas do Sumaré, mesmo tendo gasto dinheiro do PNUMA em projeto de valoração ambiental com esse objetivo há mais de três anos, que abandonou projeto pioneiro de certificação ambiental da ISO-14001 por falta de R$250 mil para implantar saneamento no esgoto das áreas da Pedra Bonita e outras, então, realmente, o parque espera que o satélite espião resolva alguma coisa?Uma área assim tão complexa e ao mesmo tempo tão importante como o Parque Nacional da Tijuca merece uma gestão por competência, precisa de ação pró-ativa e pessoas que unam esforços em vez de dispersá-los, que atraiam pesquisadores em vez de dificultar-lhes o acesso, que compartilhem a área com outras organizações como empresas [sérias] de ecoturismo que queiram investir no parque, que façam o comitê gestor de fato se reunir e gerenciar, que promovam a gestão participativa e a gestão compartilhada. Hoje há mais de uma unidade de conservação que funciona assim de forma modelar, como a Floresta Nacional de Ipanema e a Área de Proteção Ambiental de Petrópolis, já citadas em outras reportagens por várias vezes, cujos modelos de gestão deveriam ser seguidos e copiados por todo o Brasil.abs,

Por Redação ((o))eco
27 de julho de 2005
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26 de julho de 2005

Inconstitucionalissimamente

Mexer com as Áreas de Preservação Permanente (APPs) é inconstitucional. Esta foi a conclusão do presidente do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim, em liminar concedida nesta terça-feira, dia 26. Jobim aceitou a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) proposta pelo Ministério Público Federal, que contesta a iniciativa do Conama de permitir a exploração das APPs. A reunião do Conselho está acontecendo nos dias 27 e 28, mas a liminar o impede aprovar resolução sobre este tema. Por enquanto, as APPs continuam intocáveis até segunda ordem.

Por Redação ((o))eco
26 de julho de 2005
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26 de julho de 2005

Tribunais pra verde ver

Um projeto aprovado na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara prevê a criação de tribunais especializados em crimes ambientais. O Tribunal Superior Ambiental terá 17 ministros indicados pelos tribunais regionais a serem criados nos estados. O projeto de emenda constitucional ainda precisa ser aprovado na Câmara e no Senado.

Por Redação ((o))eco
26 de julho de 2005