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20 de julho de 2005

Entrevista com José Roberto Marinho

De Pedro da Cunha e MenezesPrezado editor,Excelente a entrevista com José Roberto Marinho. Em um meio ideologizado e militante como é o movimento ambientalista, a entrevista ajuda a quebrar um pouco o maniqueismo que muitas vezes rege a forma de pensar e agir de muitos colegas de lutas pela conservação da natureza.Ze Roberto tem currículo suficiente para falar tudo o que disse e para criticar quem criticou. Seu currículo não foi construido nos escritórios do Jardim Botânico, onde fica a sede da Rede Globo. Zé Roberto construiu seu currículo na área ambiental sujando as botas no mato (coisa que alguns diretores de Parques Nacionais do Brasil não fazem) e dedicando horas de seu tempo livre ao conhecimento dos problemas que afligem nossos ecossistemas e a busca de suas soluções. O conheci quando era diretor do Parque Nacional da Tijuca. Ze Roberto me procurou. Morador do Alto da Boa Vista, acompanhava de perto os desafios de manejo da Floresta. Ofereceu ajuda completamente desinteressada. Proporcionou valiosos contatos com o WWF e viabilizou a vinda de técnicos sul africanos ao Rio de Janeiro para discutir o manejo de Parques Nacionais Urbanos. Gastou horas de seu tempo para mobilizar recursos materiais e humanos para o manejo da Tijuca. Jamais pediu nada em troca. Suas opiniões sempre foram coerentes e sempre refletiram horas de estudo sobre os dilemas da conservacao ambiental.Quando Ze Roberto reclama da falta de objetividade e pragmatismo de alguns setores da conservação ambiental no Brasil, está coberto de razão. Por que será que damos prioridade a elaboração de planos de manejo ao próprio manejo? Por que será que somos tão incompetentes para tirar as idéias do papel e as vezes esquecemos planos de manejo em empoeiradas estantes? Por que somos tão bons em criticar e tão lentos em fazer? Ze Roberto também está coberto de razão quando reclama que alguns ambientalistas tendem a lidar os empresarios com um ideologismo dogmatico. Grande parcela da nossa militancia ambiental tende a tratar a causa ambiental como se fosse futebol. Torcem para um " time" e querem que o outro perca a todo custo! Se fossemos mais pragmaticos e entendessemos que é possivel construir uma aliança com setores progressitas de todos os segmentos da sociedade, certamente estariamos muito melhor em termos de preservação ambiental.Entre esses progressitas certamente está o homem que é o responsável pelo espaço conquistado pelo Globo Ecologia do competente Claudio Savaget dentro da Rede Globo, bem como pelo esmero ambiental em que se assenta o PROJAC.Esta de parabéns OECO por mostrar, através de entrevistas como essa, que só poderemos vencer a batalha contra a devastação de nossos ecossitesmas quando (e se) compreendermos que é preciso alistar todos os aliados na luta.Sejam eles ricos ou pobres, empresarios ou sindicalistas, Tricolores ou Rubro- negros.

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20 de julho de 2005
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20 de julho de 2005

Rodeios

De Elizabeth Mac GregorGerente Regional WSPA-BrasilWorld Society for the Protection of Animalswww.wspa-international.org.ukPrezada Silvia PilzEm primeiríssimo lugar gostaria de fazer um convite para que você venha fazer uma visita ao nosso escritório. Como jornalista, título pelo qual se apresenta, tenho certeza de que se interessaria por, ou deveria, conhecer melhor a organização sobre a qual está escrevendo.WSPA não é britânica, apenas sua sede é em Londres. É uma organização internacional com escritório em mais 13 países, mas sobre isso podemos conversar em sua visita.O seu artigo está um pouco confuso; pois você mistura nomes, fatos e ações completamente diferentes, e faz generalizações sem nexo:- Não conheço a tal "Sociedade Protetora dos Animais" que você menciona, que faz tanta coisa assim, em regiões diferentes, onde ela está registrada?- Afirma: "Todos nós (me incluo nessa) saboreamos a carne de diversos animais tendo a certeza de que eles foram criados para virar comida de gente e ponto." Quem são "todos nós"? Não conheço pois eu não me incluo nisso.- Afirma: "Quase todos afirmam que nunca foram a uma arena de rodeio..." Quem são quase todos? Não eu, pois já fui a muitas. Você, como jornalista, entrevistou quem? Como jornalista, verificou todos os laudos veterinários disponíveis, comprovando o sofrimento animal?Após mencionar a WSPA, você emenda as manifestações realizadas em 15 cidades, mostrando a violência do Rodeio, com as mensagens tétricas, que repudiamos publicamente, envolvendo a filha da Gloria Perez e continua "Ou seja, perderam a compostura, o respeito e a razão. Aliás, nesse protesto, nunca tiveram nenhuma das três virtudes."Silvia, posso lhe garantir que temos compostura, respeito e razão. Agora, como leitora, eu lhe garanto que no seu artigo, como jornalista, está faltando isenção, informação, clareza e objetividade, o que me leva a crer que ele foi produzido como peça publicitária, já que você também é redatora publicitária.Assim, volto a convidá-la para vir ao nosso escritório, porém como jornalista, seja para realizar uma entrevista ou apenas para se informar melhor.AtenciosamenteResposta da autora: Agradeço o convite para conhecer a WSPA, mas gostaria de esclarecer que o texto a que se refere não é uma reportagem jornalística. Como colunista, apenas exponho minhas opiniões sobre assuntos que considero de interesse público. No caso, longe de elogiar os rodeios, o que fiz foi uma crítica à utilização do marketing como arma para mobilizações pontuais. A intensa reação causada pela primeira coluna sobre rodeios ("O bandido é o mocinho", 17/04) me fez escrever uma segunda ("Sem rodeios", 01/05) , em que explico melhor este fenômeno.

Por Redação ((o))eco
20 de julho de 2005
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20 de julho de 2005

Antas

De Eliézer MeloExcelente artigo. Alguns anos atrás tive a oportunidade de presenciar a mordida de uma mãe, defendendo sua cria, num cachorro. O fato se deu numa área protegida ambientalmente aqui em Brasília. Como se vê, não temos somente políticos ruins.

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20 de julho de 2005
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19 de julho de 2005

McDieta

O Los Angeles Times informou que a calórica rede de fast food McDonald’s está decidida a adotar um estilo cada vez mais saudável. Para ser politicamente correta? Também. Mas a mudança está rendendo dinheiro. Desde que a empresa iniciou campanhas para uma alimentação balanceada, há dois anos, as vendas aumentaram 6,9% no país. Os tempos mudaram mesmo: hoje o McDonald’s se gaba de ser o maior distribuidor de maçãs nos Estados Unidos.

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19 de julho de 2005
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19 de julho de 2005

Veneno alado

Os pássaros são fonte de poluição no Ártico. Reportagem no The New York Times comenta uma pesquisa da Universidade de Ottawa, segundo a qual aves da espécie Fulmar, depois de ingerir peixes contaminados por resíduos industriais no Canadá, migram para o Ártico e lá deixam suas fezes, igualmente contaminadas. As fezes servem de alimento para outros bichos, que por sua vez podem estar intoxicando a população local.

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19 de julho de 2005
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19 de julho de 2005

Picuinha

Continua o jogo de empurra em torno do lixo do Rio de Janeiro. O jornal O Globo noticiou que, ontem, as prefeituras da capital e de Duque de Caxias, onde fica o aterro de Gramacho, protagonizaram uma guerra de liminares que proibiu e liberou diversas vezes a entrada no aterro dos caminhões vindos do Rio.

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19 de julho de 2005
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19 de julho de 2005

Furada

A produção de etanol e biodiesel consome mais energia do que produz. A conclusão é de cientistas das universidades americanas de Berkeley e Cornell. Segundo a revista Forbes, o combustível feito de milho, por exemplo, gera 29% menos energia do que o combustível fóssil que demanda para ser produzido. Os cientistas afirmaram que os Estados Unidos estariam usando melhor o dinheiro público se investissem em energia a base de luz solar, vento ou hidrogênio.

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19 de julho de 2005
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19 de julho de 2005

Boa leitura

Em comemoração aos seus 15 anos, a ong Conservação Internacional (CI) lançou ontem em Brasília, a revista Megadiversidade. O primeiro número traz 26 artigos científicos debatendo temas como reforma agrária, mecanismos e estados de conservação, questões indígenas e a história do ambientalismo no Brasil. Os trabalhos foram compilados para o XIX Congresso da Sociedade para a Biologia da Conservação (SCB, na sigla em inglês) e termina hoje na capital. A revista Megadiversidade será trimestral.

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19 de julho de 2005
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19 de julho de 2005

Voar ou não voar

O Aeroporto de Bonito, no Mato Grosso do Sul, opera sem licença ambiental desde 1° de abril. A Promotoria Móvel Ambiental de Campo Grande recomendou a interdição da pista e abriu uma ação cautelar contra a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (AGESUL), responsável pelo aeroporto, e também contra as empresas. O promotor Luciano Loubet quer obrigá-las a não operar na região até que seja feito um estudo complementar dos impactos ambientais do tráfego aéreo na fauna e na cidade. Parece exagero. Bonito recebe apenas dois vôos semanais. O pedido de renovação da licença foi feito ontem pelo aeroporto.

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19 de julho de 2005
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19 de julho de 2005

Nota de esclarecimento do Interpa

De Rosyan BrittoPresidente do Instituto de Terras do Pará (Iterpa)Prezado Editor,Em relação às matérias do jornalista Manoel Francisco Brito, publicadas nos dias 10 e 17 de julho no site O Eco, o Instituto de Terras do Pará (Iterpa) esclarece que as informações repassadas ao jornalista merecem alguns reparos. Em nenhum momento, a presidência do Iterpa recebeu qualquer tipo de pressão do governador do Estado em relação ao caso Jari. Tampouco esteve reunida com o governador para tratar do projeto do grupo Orsa e muito menos fez ao jornalista qualquer referência “ao patrocínio” da prefeitura de Almeirim na disputa de terras da Orsa. Em relação à afirmação de que o “impasse” nas áreas das madeireiras certificadas estaria impedindo o estado de “fechar negócio” com o Banco Mundial, esclareço que não há qualquer nexo entre uma coisa e outra. Esses esclarecimentos se fazem necessários, na medida em que não fui consultada pelo site antes da reportagem ser veiculada no dia 10. No ano passado, o Iterpa realizou em Almeirim (como em outros municípios paraenses) campanha de regularização de pequenas posses. A ação foi desenvolvida por meio de convênios com as prefeituras locais. Em Almeirim, esse processo foi questionado pelo Grupo Orsa, que denunciou que funcionários do Iterpa estariam apoiando invasores naquela região e grilando terras.Em abril deste ano, a sede do Iterpa foi invadida por uma centena de pessoas que se diziam ocupantes dessas áreas. Diante dessa situação, o Iterpa decidiu enviar uma nova equipe técnica para Almeirim, com o objetivo de realizar um levantamento sócio-ocupacional na região, para verificar se os ocupantes eram (ou não) famílias tradicionais dessas áreas e assim retomar o processo de legitimação, onde não houvesse incidência de domínio com outros ocupantes. Esse levantamento vai verificar a real condição dessas posses em Almeirim. Para garantir a máxima isenção dos trabalhos, a presidência do Iterpa determinou o afastamento dos funcionários acusados pelo Grupo Orsa. O órgão abriu um processo de sindicância contra os dois funcionários, que culminou com a abertura de processo administrativo e disciplinar.A equipe técnica do órgão está há 60 dias em Almeirim e, em duas semanas, deverá apresentar relatório parcial sobre a situação ocupacional das terras daquela região.O Iterpa reafirma também, nesta oportunidade, o compromisso e a preocupação do Governo do Estado do Pará em coibir qualquer processo de invasão que se verifique nas áreas de exploração madeireira certificada, mantendo coerência com a postura que vem sendo adotada pela Secretaria Especial de Produção, que apóia o setor no processo de aperfeiçoamento do projeto de lei de gestão florestal em tramitação no Congresso Nacional.Atenciosamente,Resposta do autor: A sra. Rosyan Britto parece sofrer de amnésia seletiva, ao negar informações que concedeu em entrevista ao repórter Manoel Francisco Brito.

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19 de julho de 2005
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18 de julho de 2005

Evolução forçada

Pesquisadores da Universidade de Pequim, na China, acreditam que a caça descontrolada de elefantes asiáticos pode estar causando uma modificação genética da espécie. A procura por animais com presas de marfim está fazendo com que os genes dos sem-presa (em média de 2% a 5% do total) se perpetuem com mais sucesso. A reportagem está no The Guardian.

Por Redação ((o))eco
18 de julho de 2005