Notícias
10 de maio de 2007

Os olhos da cara

Pode chegar a duzentas libras por dia a multa para o ônibus que quiser circular por uma parte do centro de Londres. O prefeito da cidade, Ken Livingstone, planeja criar uma “zona de baixa emissão”, aumentando inclusive o pedágio já pago por carros – de oito libras, passaria a 25. A idéia original com a cobrança era diminuir o trânsito. Mas com o advento das mudanças climáticas, ela virou também uma forma de diminuir as emissões dos gases causadores do efeito estufa. A notícia está no site Tree Hugger.

Por Redação ((o))eco
10 de maio de 2007
Notícias
10 de maio de 2007

Recursos bem-vindos

Os parques estaduais de Ilha Grande e Três Picos, além da Reserva Ecológica de Guaxindiba, no Rio, receberão 5,5 milhões de reais para melhorias de infra-estrutura. A secretaria de meio ambiente do estado anunciou que os recursos são de compensação ambiental pela instalação de uma termelétrica no Rio, mas não informou quando eles serão encaminhados às administrações das unidades de conservação.

Por Redação ((o))eco
10 de maio de 2007
Notícias
9 de maio de 2007

Licenciamento de hidrelétricas

O Ministério de Minas e Energia (MME) revelou nesta quarta-feira dados preliminares de um estudo que encomendou ao Banco Mundial sobre o processo de licenciamento ambiental de hidrelétricas no Brasil. Os dados não são nada favoráveis aos órgãos licenciadores. De acordo com o levantamento, o pedido de licença prévia, que deveria ser analisado em um ano, segundo a resolução Conama 237/1997, demora em média 1188 dias. Audiências públicas, por sua vez, ocorrem em cerca de 239 dias depois de iniciado o processo de licenciamento, quando podiam ser feitas em 45 dias.

Por Redação ((o))eco
9 de maio de 2007
Notícias
9 de maio de 2007

Culpa de quem?

Os dados foram apresentados durante audiência pública sobre licenciamento ambiental na Câmara dos Deputados. Presente no evento, o presidente interino do Ibama, Bazileu Margarido, disse ter ficado surpreso com as médias calculadas pelo Banco Mundial. Prometeu, no entanto, verificar se o Ibama contribui para a estatística. O próprio secretário-executivo do MME, Nelson Hubner, afirmou que o balanço poderia ser revisado e questionado em alguns pontos, mas não perdeu a oportunidade de cobrar "padrões" e "prazos" no licenciamento.

Por Redação ((o))eco
9 de maio de 2007
Notícias
9 de maio de 2007

Surpresa…

De acordo com Nelson Hubner, o governo está prestes a encaminhar ao Congresso o projeto de lei que facilita a exploração de potencial hidrelétrico dentro de terras indígenas. O secretário-executivo deu a entender que as negociações interministeriais caminham muito bem na Casa Civil. Disse que está "quase fechado". Perguntados o que acham da história, os representantes do MMA disseram que não estão informados.

Por Redação ((o))eco
9 de maio de 2007
Notícias
9 de maio de 2007

São Paulo solar

Um projeto de lei encaminhado à câmara ontem pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM) declara que o uso de energia solar para aquecer a água pode virar lei para os empreendimentos paulistas. Apesar de alguns pontos de pouca clareza, o documento avisa que imóveis com muita circulação de água, como academias de ginástica e motéis, serão obrigados a instalar o sistema. Para as indústrias, a regra deverá ser seguida apenas se for utilizada água no processo de fabricação ou se vestiários forem disponibilizados para os funcionários. As residências com mais de três banheiros também deverão adotar os novos aquecedores, assim como todas as piscinas aquecidas. Como era de se esperar, os ambientalistas adoraram a idéia. O mesmo não se pode dizer do diretor de instalações do Secovi-SP (Sindicato de Habitação), Paulo Rewald, que disse ser o projeto inviável para a maioria dos edifícios verticais por causa da falta de espaço. Notícia completa na Folha.

Por Redação ((o))eco
9 de maio de 2007
Notícias
9 de maio de 2007

Denúncia

A especulação imobiliária tem causado problemas sociais e ambientais para a costa espanhola. De acordo com o Daily Telegraph, a corrupção e as concessões econômicas realizadas por alguns governos regionais do país em praias conhecidas mundialmente são um excelente exemplo de como destruir a beleza natural de um lugar. Um exemplo que o jornalista Charles Clover usa para ilustrar a sua história é chocante. Ele dirigia por uma obscura parte da cidade de Almeria, uma das mais secas e menos desenvolvidas de toda a costa Mediterrânea, quando passou por um morro no meio do nada. Qual não foi sua surpresa quando se deparou com escavadeiras que quase o colocavam abaixo, além de casas de turistas sem qualquer conexão com outros estabelecimentos que cresciam em cima de rochas e arbustos. Para ele, esta visão foi mais degradante do que ver as já conhecidas edificações construídas sem qualquer licença no município de Marbella, ao sul da Espanha.

Por Redação ((o))eco
9 de maio de 2007
Análises
9 de maio de 2007

O mistério de Sultan

De Glenn SwitkesDiretor, Programa na América LatinaInternational Rivers NetworkSão PauloPrezados Gustavo e AldemGostaria de identificar que acho é um erro no seu artigo. O estudo de Sultan Alam analisa apenas o reservatório ("pool") entre as usinas Jirau e Santo Antonio. O estudo do Dr. Alam não analisa o acúmulo de sedimentos ao montante da usina Jirau, apontando por vários especialistas independentes e por IBAMA como problema mais sério sobre este tema, que inclusive poderia resultar em impactos na Bolívia.Por isso, as declarações da Dilma e o MME que "sedimentos não são um problema", citando o estudo do Dr. Alam são apenas para enganar o público.De qualquer forma, agradecemos a independência e a vontade da O Eco para examinar assuntos controvérsias e complexas como esta questão. Os rios da Amazônia têm vida, e possibilitam uma vida saudável e digna para milhares de famílias. Brasil e a região amazônica não merece um retrocesso no sistema de proteção ambiental que retornaria o processo de tomada de decisão sobre mega-projetos em processo político, sem debate público. Atenciosamente,

Por Redação ((o))eco
9 de maio de 2007
Notícias
9 de maio de 2007

Atingidos pelo recorde

Grupos ambientalistas estão preocupados, e com razão, com as viagens feitas de avião. O mês de maio baterá um recorde que, se em outros tempos seria considerado um avanço tecnológico e econômico, hoje é alarmante: serão realizados, pela primeira vez na história, mais de 2,5 milhões de vôos comerciais ao redor do globo. Até então, a marca pertencia ao mês de agosto de ano passado, quando 2,49 milhões de aeronaves saíram do chão. Como o transporte está crescendo muito rapidamente e é considerado um dos principais emissores de gases-estufa do mundo, os “defensores verdes”, como noticia o The Independent, afirmam que as empresas deverão andar depressa para alcançar as melhorias necessárias para o uso de combustíveis mais eficientes e uma melhor gerência do tráfico aéreo. O diretor executivo do Greenpeace, John Sauven, não parece nada satisfeito: “A cultura excessiva do avião está atingindo todo o planeta, e o preço será pago pelas vítimas das mudanças climáticas”, disse.

Por Redação ((o))eco
9 de maio de 2007
Notícias
9 de maio de 2007

Genética ruim

Especialistas chineses alertaram que a procriação consangüínea dos jacarés do rio Yangtze pode atrapalhar os esforços para salvar a população, ameaçada pelo desequilíbrio ecológico. O rio, que há tempos sofre com as péssimas condições, abriga agora, de acordo com pesquisa realizada em 2005, apenas 150 animais da espécie. O site da Reuters alertou que a preocupação entre os cientistas se deve ao fato de que a descendência genética entre parentes próximos é, muitas vezes, fraca e apresenta muitas dificuldades para sobreviver na vida selvagem. A angústia começou quando os jacarés do Centro Chinês de Pesquisa e Propagação do animal, na cidade de Xuancheng, chegaram a 10 mil indivíduos.

Por Redação ((o))eco
9 de maio de 2007
Notícias
9 de maio de 2007

Começa cedo

Escolas particulares de São Paulo têm dado um bom exemplo a seus alunos. Ao ensinar aquecimento global e sustentabilidade, os professores preferem não ficar apenas dentro da sala de aula. Uma boa medida veio do Colégio Magno, que recrutou seus alunos do 1º ano do ensino médio para construir um carro de golfe e um aquecedor movidos a energia solar. O veículo será apresentado em campos do esporte para ser uma alternativa ao carro elétrico. Uma outra boa pedida são os fornos produzidos com papelão reciclável e cartolina prateada para captar a energia do sol, apresentados pelo Sistema Anglo de Ensino. O projeto, desenvolvido por um professor de Portugal, custa pouco mais de vinte reais e é uma alternativa à queima de madeira. A ONU forneceu 15 mil exemplares para um campo de refugiados no Quênia, África. O forno solar pode atingir até 150º C, e o tempo de cozimento varia conforme a incidência do sol. A notícia é do Estado de São Paulo.

Por Redação ((o))eco
9 de maio de 2007
Notícias
9 de maio de 2007

Boa, porém distante

A produção de etanol pode render ao Brasil e ao mundo “emissões negativas” de carbono. Por mais estranho que isso pareça, a explicação tem lógica e foi apresentada ontem no Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, realizado na Coppe. O problema é que vai demorar para sair do papel. De acordo com os pesquisadores, quando a cana-de-açúcar é processada, metade da massa transforma-se em álcool, enquanto a outra parte é lançada sob forma de CO2 para a atmosfera. Emílio La Rovere, do Programa de Planejamento Estratégico da Coppe, afirma que este gás é reabsorvido para o crescimento da safra seguinte. E o pulo do gato vem daí. Existe uma tecnologia para captura do carbono, citada no último relatório do IPCC como uma possibilidade ainda cara. No caso do Brasil, a imobilização do gás emitido pela produção de etanol poderia ser feita em lençóis aqüíferos salinos, o que permitiria a captura daquele que já estava na atmosfera pelas novas plantações. Notícia da Folha de São Paulo.

Por Redação ((o))eco
9 de maio de 2007