Notícias
21 de agosto de 2006

Efeito onça

Cientistas da Unicamp concluíram que a presença de onças faz bem à biodiversidade das florestas brasileiras. A pesquisa, que durou dois anos e foi realizada em nove fragmentos paulistas de mata atlântica, descobriu que os pontos onde os felinos habitam contam com oito ou nove espécies de carnívoros menores, enquanto as áreas sem onça têm apenas três ou quatro. Segundo o jornal Folha de São Paulo, o papel regulador do predador de topo (classe de que a onça faz parte) já havia sido verificado em florestas temperadas, mas essa é a primeira vez que uma pesquisa do tipo é realizada em matas tropicais.

Por Redação ((o))eco
21 de agosto de 2006
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21 de agosto de 2006

Sonho

Saiu na edição da semana passada da revista britânica The Economist um anúncio de página inteira em que uma empresa irlandesa afirma ter desenvolvido uma fonte de energia totalmente limpa e inesgotável, gerada a partir de campos magnéticos. Conclamava cientistas a participarem de um teste para certificarem a eficácia da descoberta. Segundo o jornal The Guardian, mais de 400 pesquisadores da Grã-Bretanha, Estados Unidos e Austrália já se candidataram. Sean McCarthy, executivo-chefe da Steorn, diz que a tecnologia desenvolvida pela companhia pode resultar em baterias de celulares cinco vezes mais potentes. E que dispensam recarga. A gente torce para que isso seja verdade, enquanto cientistas australianos torcem o nariz em reportagem do jornal The Age.

Por Redação ((o))eco
21 de agosto de 2006
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21 de agosto de 2006

Prorrogação

Cientistas estimam que a atmosfera levará 15 anos a mais do que se pensava para recompor a camada de ozônio – que protege a Terra da radiação ultravioleta, causadora de câncer de pele. A data para extinção do buraco, que fica sobre a Antártica, é agora 2065. Ele já tem diminuído desde o fim da década de 90, principalmente pelo uso cada vez menor de CFC (clorofluorcarbono), substância usada em geladeiras e embalagens com aerossol. Os dados estão num relatório da ONU que será divulgado no ano que vem, mas foram adiantados em notícia da agência Associated Press, reproduzida na Folha Online.

Por Redação ((o))eco
21 de agosto de 2006
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21 de agosto de 2006

O salvador

Uma matéria do jornal inglês The Independent chamada “O macaco que pode salvar o mundo” consegue, estranhamente, associar o nosso mico-leão dourado ao (oh, Deus!) aquecimento global. Diz que o bicho, um símbolo da Mata Atlântica, tem papel essencial na conscientização dos brasileiros para proteção do meio ambiente. Ao que parece, a lógica do repórter é a seguinte: a devastação da nossa floresta costeira poderia se repetir na região da Amazônia, nativos mais ambientalmente conscientes protegeriam com mais afinco estas matas, essenciais para manter a estabilidade do clima na Terra; o que nos leva, naturalmente, a concluir: o mico-leão dourado é o salvador do planeta, nossa última esperança. Praticamente um messias de rabo.

Por Redação ((o))eco
21 de agosto de 2006
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21 de agosto de 2006

Fogo na Serra da Canastra I

Começou a triste época de queimadas na região do Parque Nacional da Serra da Canastra, em São Roque de Minas. Durante cinco dias uma das áreas mais remotas e de difícil acesso no Parque esteve em chamas. O trabalho incessante de 24 brigadistas do PrevFogo, que parecia não ter fim, encerrou neste último sábado. Considerado uma das mais importantes Unidades de Conservação do país, o parque possui 71 mil hectares implementados, protegendo todo o chapadão que inspirou seu nome. É berço da nascente do Rio São Francisco, formado preferencialmente por cerrado abriga inúmeras espécies de fauna em risco de extinção, como Lobo Guará (Chrysocyon brachyurus), Tatu Canastra (Priodontes giganteus), Pato Mergulhão (Mergus octosetaceus) e Tamanduá Bandeira (Myrmecophaga tridactyla).

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21 de agosto de 2006
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21 de agosto de 2006

Fogo na Serra da Canastra II

O fogo começou no dia 15 pela manhã, fora do parque, na região Noroeste, próximo à cidade de Sacramento. Não se sabe ainda se foi criminoso ou fruto da tradição de queimadas nos pastos das fazendas vizinhas. Outra hipótese é ter sido provocado pelas comemorações do dia do padroeiro da cidade. Pelo segundo ano consecutivo os incêndios florestais coincidiram com a data. Segundo Joaquim Maia, atual chefe do Parque, cerca de 12 mil hectares foram dominados pelo fogo, sendo 6 mil dentro da área protegida. O Ibama e a Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento do Estado (SEMAD) conseguiram três aviões e três helicópteros, sendo um deles da Policia Militar de Minas Gerais, para ajudar no combate às chamas. As fotos foram tiradas por Adriano Gambarini, que acompanhou o trabalho no front e quis dividir o que testemunhou com os leitores de O ECO.

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21 de agosto de 2006
Análises
20 de agosto de 2006

Verde Para Sempre até quando? V

De André MuggiatiNos últimos meses as páginas virtuais de O Eco foram tomadas por intensa polêmica. Não é um novo debate. Trata-se da discussão do preservacionismo versus conservacionismo. Ou da proteção integral em comparação com o uso sustentável dos recursos naturais em unidades de conservação. Visivelmente, têm os colunistas de O Eco tomado partido da primeira opção.Não vamos discutir aqui nestas linhas se um modelo tem vantagens sobre o outro, embora em nossa visão ambos representem distintas estratégias de conservação, válidas para áreas com especificidades diferentes, conforme prevê o Snuc (Sistema Nacional de Unidades de Conservação). Mas na semana passada, em busca de defender suas convicções pró preservacionismo, o colunista e editor de O Eco, Marcos Sá Corrêa, forçou a mão. No artigo “Verde Para Sempre: Até Quando?” atribuiu os desmatamentos identificados pelo Imazon na Resex Verde Para Sempre ao fato de estar esta unidade de conservação enquadrada no segundo grupo. Estaria, segundo o colunista, entregue aos “próprios moradores, submetidos pela ausência das autoridades a um teste perigoso e ameaçando a lenda de que o uso tradicional preserva a natureza.” O site ainda editorializou o caso em seu boletim, Novidades em O Eco. O estudo demonstraria que as Reservas Extrativistas “protegem a mata menos do que deveriam”.Marcos Sá Correa atribuiu os desmatamentos aos moradores da Resex e ao “modelo predileto de conservação da ministra Marina Silva” sem se aprofundar nos dados do Imazon, citados por ele. Os desmatamentos ocorridos nos dois últimos anos estão na região sul da Verde Para Sempre, onde não há habitantes e o acesso é difícil para seus moradores. As estradas clandestinas de acesso a essa área, citadas na reportagem, partem da rodovia Transamazônica e de Vitória do Xingu. “A análise dos mapas demonstra que os moradores não podem ser responsabilizados”, diz Paulo Amaral, do Imazon. Na verdade, os habitantes da Resex sequer têm condições de saber o que se passa na área em questão.Clique aqui para ler esta carta na íntegra.

Por Redação ((o))eco
20 de agosto de 2006
Análises
20 de agosto de 2006

Verde Para Sempre até quando? IV

De Marcos Sá Corrêa e Manoel Francisco BritoCaro José Augusto,Suas críticas publicadas na Caixa Postal de O Eco merecem resposta. Primeiro, por sermos amigos. Mas, também, porque sempre tentamos afinar nossas opiniões pela clareza de suas idéias e o rigor de suas análises. E, sobretudo, porque lhe devemos, e não é de hoje, uma noção mais ou menos razoável do que seria a tal rede múltipla de conservação, tecida ao redor dos constituintes de 1988 por ambientalistas sinceros, como você. O que se queria na época era complementar as clássicas unidades de uso indireto, como os parques nacionais, com reservas extrativistas e territórios indígenas. E não substituí-las. Mas não foram só os homens públicos e os partidos políticos que se corromperam no Brasil de lá para cá. Os projetos originais do regime civil, também. E isso, a nosso ver, fica notório sempre que a prioridade interesseira, conferida pelos políticos às reservas extravistas e aos territórios indígenas , serve para invadir ou mutilar parques nacionais, e não para ampliar a fronteira da conservação para dentro dos pastos e campos de soja, que devastam o país em geral e a Amazônia em particular. É o que ameaça ocorrer agora no Parque Nacional do Jaú. E aconteceu recentemente em vários exemplos relatados neste site pelo biólogo Fábio Olmos. Portanto, cabe uma pergunta: quando isso acontece, de quem lhe parece que partiram as hostilidades de um modelo de conservação contra o outro? Dos ambientalistas que subverteram a política ambiental, usando para dividir e encolher o que foi criado para somar e expandir? Ou dos jornalistas que noticiam esses atentados?Clique aqui para ler esta carta na íntegra.

Por Redação ((o))eco
20 de agosto de 2006
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18 de agosto de 2006

Placar do fogo

Conforme previram especialistas do Inpe, à medida que o fim de agosto se aproxima, aumentam os focos de calor no país. Ontem foram registradas 1.555 queimadas, concentradas principalmente no Pará (689), Mato Grosso (637), Amazonas (97) e Rondônia (61). Entre as áreas protegidas que estão em chamas, as terras indígenas aparecem com o maior número de incêndios.

Por Redação ((o))eco
18 de agosto de 2006
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18 de agosto de 2006

Mudanças úmidas

Acontece em Corumbá (MS) entre os dias 22 e 24 de agosto uma oficina que vai reunir pesquisadores de diversos países para discutir os efeitos das mudanças globais sobre ecossistemas úmidos. O Pantanal é um dos focos dos estudos, que pretendem estabelecer os indicativos de sensibilidade ambiental nessas condições. O evento será sediado pela unidade da Embrapa no município.

Por Redação ((o))eco
18 de agosto de 2006