Uma cidade em cólera

Laudo da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos detectou bactérias e alto índice de chumbo nos bairros alagados de Nova Orleans. Foi apenas uma primeira análise feita na área residencial da cidade e a expectativa é que a coisa piore nos bairros industriais, revela o jornal Times-Picayune. Quatro pessoas já morreram por doenças transmitidas pela água, inclusive cólera, e o The New York Times denuncia que corpos apodrecem há dias nas principais ruas da cidade. Uma outra matéria do Times-Picayune alerta que na região de São Bernard, a água já baixou, mas ficou uma imensa mancha de óleo que vazou de uma refinaria próxima. Cachorros abandonados estão impregnados de óleo até o pescoço.

Por Redação ((o))eco
8 de setembro de 2005

Quem vai pagar?

A limpeza das praias de Niterói poluídas pelo vazamento de óleo do navio Saga Mascot foi concluída ontem, mas resta saber quem vai pagar a conta da lambança. O Ibama e a Comissão Estadual de Controle Ambiental (Ceca) multaram em 20 milhões de reais a Oceanus Agência Marítima, que se nega a pagar porque a embarcação não estaria mais sob sua responsabilidade na hora do acidente. A empresa diz que a responsável é a dona do navio, a companhia inglesa SMT Shiopmanagement Ltd. Segundo O Globo, está ainda não esclareceu se vai arcar com o prejuízo.

Por Redação ((o))eco
8 de setembro de 2005

Má notícia

Estudo publicado na revista Nature (só para assinantes) desta semana mostra que, ao contrário do que se imaginava, o solo dos países de clima temperado não está retendo, mas sim liberando gás carbônico na atmosfera e numa velocidade inimaginável. Só no Reino Unido são 13 milhões de toneladas por ano. Tudo culpa do aquecimento global, que ao aumentar a temperatura do solo aumentou o processo de decomposição orgânica e incentivou uma maior descarga de gás carbono na atmosfera, explica matéria do Guardian (gratuito). Detalhe: ¾ do gás carbonico retido no solo da terra, estão nas áreas temperadas. Com a descoberta, os ingleses terão que alterar suas metas de redução de emissão de CO2, pois a carga emitida pelo solo irá acelerar o aquecimento global.

Por Redação ((o))eco
8 de setembro de 2005

Motim no zoológico

Com a ajuda de uma tora de madeira, três chimpanzés fugiram da jaula no zoológico de Belfast. Em vez de bombeiros ou veterinários, a polícia foi chamada e após dar tiros para o alto, os três botaram as mãos para cima e voltaram pacificamente para trás das grades. A história está no Guardian.

Por Redação ((o))eco
8 de setembro de 2005

Mais encrenca

As primeiras investigações da Procuradoria Geral do Equador apontaram irregularidades no processo de emissão da licença ambiental concedida à Petrobras para a exploração do Bloco 31, no Parque Nacional de Yasuní. Os investigadores estão sentindo falta do estudo de impacto ambiental para a construção de um centro de facilidades dentro do parque. Quem acompanha a história de perto diz que vem mais coisa por aí.

Por Carolina Elia
7 de setembro de 2005

Liberadas

Quinta-feira é o dia. Uma semana depois do STF ter derrubado a liminar que impedia a concessão de licenças para obras em Áreas de Preservação Permanente (APPs), o Ibama vai começar a liberá-las novamente. Vai ser uma festa, promovida pela ministra Dilma Roussef.

Por Carolina Elia
6 de setembro de 2005

Cai fora

Infelizes por morar numa mata cercada de pasto, cerca de 60 índios da etnia Avá-Guarani invadiram no dia 3 de setembro a melhor floresta que encontraram por perto: o Parque Nacional do Iguaçu, no oeste do Paraná. Eles abriram uma picada e a 500 metros do limite do parque montaram um acampamento para mulheres e crianças com lonas de plástico e pedaços de pau . Para isso, removeram a vegetação arbustiva e rasteira de uma área de 200 m2 , o que vai atrapalhar o crescimento da floresta jovem. Segundo o superintendente do Ibama no Paraná, Marino Elígio Gonçalves, a área invadida é de extrema importância biológica. Já Apolônio Rodrigues, vice-diretor do parque e chefe de área de conservação e manejo, afirmou que é uma área de mata secundária, em fase de regeneração. Para quem conhece o parque, os índios estão próximos à linha Martins e prometem só sair de lá quando a Funai e a Itaipu Binacional– cuja formação do lago da usina obrigou a remoção da aldeia para uma área de preservação permanente - encontrarem uma mata bem preservada para eles morarem. Ultimamente virou moda índio invadir área de unidade de conservação. O pior é que com o passar dos dias eles começam a caçar. A Funai promete alimentá-los.

Por Redação ((o))eco
6 de setembro de 2005

Ensino ao ar livre

O ecoturismo vem crescendo de forma tão acelerada que já virou até tema de curso superior. Durante a Adventure Sports Fair, que ocorreu em São...

Por Redação ((o))eco
6 de setembro de 2005

Presente de fazendeiro

No dia da Amazônia, 5 de setembro, se queimou muita floresta. Ao todo foram detectados 1560 focos de calor na região, sendo que mais da metade em Rondônia (838). Outro estado que chama atenção no mapa do Inpe é o Maranhão, todo salpicado de pontos vermelhinhos que correspondem a fogo, muito fogo.

Por Carolina Elia
5 de setembro de 2005

O deserto

Por falar em Maranhão, existe uma carta pronta para ser entregue ao seu governador, José Reinaldo Tavares, avisando que a soja vai transformar o baixo Parnaíba num deserto. O documento é assinado por 16 ongs que têm presenciado a degradação da região e querem que ela seja incluída no Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação, conhecido como PAN-Brasil. O Maranhão acabou de sediar um encontro internacional sobre o assunto.

Por Carolina Elia
5 de setembro de 2005

Direito ambiental

Para quem gosta de direito ambiental, O Eco avisa que dia 8 de setembro acontecerá em São Paulo, na sede da Fiesp, um debate coordenado por Paulo Affonso Leme Machado sobre desenvolvimento sustentável , florestas e biodiversidade. Em outubro, será a vez do prof Michel Prieur, presidente do Centro Internacional de Direito Ambiental dar uma

Por Carolina Elia
5 de setembro de 2005

Madeira de lei

O estado da Georgia, nos Estados Unidos, aprovou lei que permite a retirada de troncos de pinus que afundaram nos seus rios no século XIX, quando a região era um vibrante pólo madeireiro. Estima-se que das milhões de toras transportadas por via fluvial há mais de 100 anos, entre 3% e 5% jazem nos leitos de rios. Elas são cobiçadas pelas serrarias pela sua cor e pela sua granulação mais densa. Custam em média 10 vezes mais do que toras em condições normais, diz reportagem da Associated Press publicada no The New York Times. Ambientalistas vão tentar derrubar a lei na justiça. Dizem que pelo tempo que estão debaixo d’água, os troncos já se tornaram propriedade dos ecossistemas subaquáticos. Sua retirada, garantem, pode alterar a reprodução de peixes.

Por Redação ((o))eco
5 de setembro de 2005