De lixão a refúgio ecológico

O local onde durante 30 anos funcionou uma fábrica secreta que produzia plutônio para o arsenal nuclear americano e enterrava os resíduos radioativos por ali mesmo vai virar um parque em outubro. A mudança custou quase 7 bilhões de dólares e a área, que corresponde à metade da ilha de Manhattan, terá coiotes, águias, coelhos selvagens, trilhas,ciclovia e paredões para escaladas, descreve o The New York Times.

Por Redação ((o))eco
15 de junho de 2005

Resort dentro de APA

O Globo (gratuito) avisa que o quarto resort do Club Med no Brasil será construído na Área de Proteção Ambiental do Pau-Brasil, entre Cabo Frio e Búzios, no estado do Rio. Ocupará uma área de 4,5 milhões de metros quadrados ao longo de cinco quilômetros de dunas na Praia do Peró, uma das mais famosas da região. As prefeituras e os empresários responsáveis pelo rede hoteleira garantem que a construção respeita o plano de manejo da APA. As ongs locais não se manifestaram contra o projeto.

Por Redação ((o))eco
15 de junho de 2005

Comparação maldosa

Cientistas britânicos andam comparando mulheres e baratas e, o que é pior, comparando suas vidas sexuais. Descobriram que as baratas perdem fertilidade ao longo da vida como as humanas e querem utilizá-las para descobrir o por quê. A notícia está no Guardian(gratuito).

Por Redação ((o))eco
15 de junho de 2005

Dane-se o planeta

Reportagem no The Wall Street Journal conta que a Exxon caminha célere na contra-mão do rumo tomado por outras grandes petrolíferas européias e americanas, que estão investindo milhões de dólares em pesquisas sobre fontes de energia limpas e reduzindo suas emissões de poluentes para combater o aquecimento global. A empresa permanece comprometida com a energia fóssil, gerada a partir do petróleo e seu presidente, toda vez que é questionado sobre isso, responde que do ponto de vista do negócio, não há ainda razão econômica para se buscar fontes alternativas de energia. A ciência talvez não. Mas os números lhe dão razão. Nos últimos anos, a Exxon foi a pretolífera que mais lucros gerou para seus acionistas.

Por Redação ((o))eco
14 de junho de 2005

Danem-se os outros também

O Guardian tem reportagem mostrando que a nossa curiosidade pelo espaço está transformando alguns astros do sistema solar numa espécie de ferro velho de artefatos humanos. Marte, por exemplo, tem uma dezena de sondas enviadas para lá para fazer pesquisas abandonadas em seu solo. Pior é a situação da lua, onde as missões Apollo, nas décadas de 60 e 70, deixaram não apenas objetos, mas lixo produzido pelos astronautas ao longo do período em que permaneceram na superfície lunar.

Por Redação ((o))eco
14 de junho de 2005

Topam tudo por dinheiro

Na Grist, uma reportagem questiona o silêncio das mega Ongs ambientais americanas – como a Conservation International e o WWF – sobre o tratado de comércio que o país está negociando com as nações centro americanas. Ele prevê, por exemplo, que os países da América Central possam exportar para os Estados Unidos produtos que estejam fora dos padrões da regulação ambiental americana. Permite também que os americanos vendam produtos agrícolas subsidiados nos mercados centro americanos, medida cuja consequência mais imediata é deixar agricultores sem empregos e empurrá-los para áreas de floresta, onde para sobreviver viram madeireiros ilegais. As super Ongs, explica a Grist, estão agindo assim porque sua estrutura tornou-se cara e elas cada vez mais dependem de doações de corporações para manter seu trabalho. Quando os interesses destas últimas em determinados assuntos é muito grande, mesmo que eles sejam nocivos ao meio ambiente, elas preferem virar a cara.

Por Redação ((o))eco
14 de junho de 2005

Próximo pouso

Cientistas estão anunciando a descoberta de planeta for a do sistema solar que tem superfície rochosa e é muito parecido com a Terra. Ele é imenso, 12 vezes maior do que o nosso, e está desabitado. Em certo sentido, é ótima notícia. Quando destruirmos esse planeta onde estamos, pelo menos já temos para onde ir. A reportagem é do The Washington Post.

Por Redação ((o))eco
14 de junho de 2005

Maré vermelha

Os habitantes da costa da região Nordeste dos Estados Unidos estão em estado de choque. Terão que passar o verão sem poder consumir uma das principais iguarias associadas à esta estação do ano: mariscos. A causa é a maré vermelha, uma alga tóxica para humanos que se espalhou pelos principais pesqueiros do molusco numa área que vai do estado do Maine até o sul de Massachussets. A maré vermelha, na verdade, aparece todos os anos. Mas nunca permaneceu tanto tempo nesta região da costa e nunca desceu tão ao Sul. A proibição da pesca do marisco está causando enormes prejuízos e vários restaurantes, dedicados exclusivamente a servi-los, cerraram as portas. A reportagem é do The New York Times.

Por Manoel Francisco Brito
13 de junho de 2005

O pulmão deles

Os executivos da multinacional agrícola Bunge estão no Valor falando dos planos de expansão mundial da empresa. O Brasil aparece com destaque. Prometem que o país será o pulmão de seu novo ciclo de crescimento. Nossas florestas que se cuidem.

Por Manoel Francisco Brito
13 de junho de 2005

Tatuzão

Cientistas japoneses pretendem ir ao centro da Terra. Claro, não vão caminhando, como os personagens do livro de Julio Verne. Chegarão lá com uma mega-broca instalada em navio. Pretendem perfurar a capa de rocha que cobre a área central do planeta para coletar material para pesquisa. Para tanto, terão que chegar aos dez mil metros de profundidade, conta reportagem do Guardian. Os trabalhos começam em um mês.

Por Manoel Francisco Brito
13 de junho de 2005

Desacordo sobre o acordo

Uma reportagem no USAToday aponta para um curioso fenômeno em torno da teoria do aquecimento global. Até bem pouco tempo atrás, a discussão entre empresas, cientistas e governos era sobre se a Terra estava mesmo entrando em período de aumento de temperaturas provocados pelo homem. Agora, ninguém mais discorda dessa tese. O problema passou a ser buscar um acordo para coordenar os esforços para combater o efeito estufa. Não vai ser fácil.

Por Manoel Francisco Brito
13 de junho de 2005