Sujão livre

A impunidade segue livre na Bacia do Rio dos Sinos, no Rio Grande do Sul. A capa do Jornal VS (São Leopoldo) de hoje mostra que cerca de 50 toneladas de lixo industrial foram encontradas às margens do manancial que abastece milhões de pessoas e economias regionais. Nos anos 1970 e 1980, a bacia sofreu muito com a poluição de curtumes de couro, enquanto o problema do lançamento de esgotos domésticos e industriais crescia até os níveis alarmantes de hoje.

Por Redação ((o))eco
28 de maio de 2008

Mel na chupeta

Ao todo são R$ 75 bilhões que serão liberados via Medida Provisória para socorrer "reestruturar a Dívida Rural". Mesmo registrando lucros e safras recordes, o setor acumula dívidas desde os anos 1980. Os débitos são estimados em R$ 87,5 bilhões. Segundo o governo, a MP não apoiará só os grandes, estimulará também a agricultura familiar. "A meta é garantir a recuperação da renda agrícola nacional e o retorno de recursos públicos que estavam comprometidos pelas dívidas dos produtores. A expectativa é de que a recomposição da renda agrícola, no atual cenário de crescente demanda mundial por produtos agrícolas, consolide o Brasil como um dos principais exportadores do mundo, com reflexos positivos para a economia do País", diz nota do Ministério da Agricultura.

Por Redação ((o))eco
28 de maio de 2008

Sinal de alerta

Curiosamente, Santa Catarina também é um dos estados que têm mais remanescentes de Mata Atlântica em relação aos demais. Por isso, a SOS Mata Atlântica acendeu o sinal de alerta. Junto com Paraná, Bahia e Minas Gerais, que têm ainda razoáveis áreas de floresta, o estado vem perdendo grandes nacos de mata a cada ano que passa.

Por Redação ((o))eco
27 de maio de 2008

Desmatamento Catarina

Na avaliação por município, Santa Catarina se destacou entre os que mais desmataram entre 2005 e 2007. Mafra, Itaiópolis e Santa Cecília foram os que mais perderam cobertura vegetal, dos 51 municípios mais críticos do país. Este desempenho deu aos catarinenses titulo de maiores desmatadores da Mata Atlântica em números absolutos, suprimindo 45.530 hectares nos cinco anos estudados.

Por Redação ((o))eco
27 de maio de 2008

Números da Mata Atlântica

O Inpe e a SOS Mata Atlântica divulgaram nesta terça-feira, dia comemorativo do bioma, o Atlas dos remanescentes florestais da Mata Atlântica com mapas atualizados. As entidades concluíram que há precisamente 7,26% do que existia de Mata Atlântica no país, algo em torno de 98 mil quilômetros quadrados hoje. Minas Gerais, Bahia, Alagoas, Pernambuco, Sergipe e Santa Catarina apareceram como os estados campeões de desmatamento entre 2000 e 2005. No entanto, em relação aos cinco anos anteriores, houve uma redução de 69% no ritmo das derrubadas.

Por Redação ((o))eco
27 de maio de 2008

Destronado

O Rio de Janeiro, que figurou entre campeão de desmatamento entre 1990 e 1995 apresentou redução de 85% no último período. É bem verdade que fora de áreas protegidas não resta muita mata. A maioria das áreas abertas entre 2000 e 2005 tinha entre um e dois hectares apenas.

Por Redação ((o))eco
27 de maio de 2008

Monitoramento dos biomas

Tal qual o monitoramento do desmatamento na Amazônia, há tempos organizações da sociedade civil pedem acompanhamento na Mata Atlântica e nos outros biomas. Mas, pelo que tem demonstrado o bioma habitado por 67% da população brasileira, as análises de cinco em cinco anos ainda são esparsas demais.

Por Redação ((o))eco
27 de maio de 2008

Confusão à vista

O setor energético anda em polvorosa com a mudança no projeto de construção da usina hidrelétrica Jirau, no rio Madeira. Como revelou o jornal Valor Econômico nesta segunda, a Odebrechet, empresa que ganhou o leilão de construção da primeira usina do complexo - Santo Antônio - não está nem um pouco feliz com a proposta da empresa francesa Suez de mudar em 9,2 km a localização de Jirau, que está a montante. A dúvida que não quer calar é sobre a necessidade da emissão de uma nova licença prévia pelo Ibama.

Por Redação ((o))eco
27 de maio de 2008

Pressão vem por aí

Em conversa com O Eco, o presidente da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Jerson Kelman, afirmou que até o momento a Suez não apresentou oficialmente o novo projeto. O que ele revelou, no entanto, é que dados apresentados pela multinacional durante o leilão de Jirau demonstram que a área alagada poderá ser maior, mas os impactos de remoção de terra e supressão de vegetação seriam menores. Outro detalhe mais: os empreendedores do consórcio liderado pela Suez esperam obter uma nova licença prévia até julho.

Por Redação ((o))eco
27 de maio de 2008

Que papo é esse?

Blairo Maggi, megaprodutor de soja e governador do Mato Grosso, vem usando do discurso fácil e afirmando que desmatar é preciso para colocar alimento na mesa dos brasileiros. Mentira. Seu estado, além de liderar o desmate da Amazônia e de áreas de transição para Cerrado, é líder em exportações de soja e carne para União Européia e Ásia, majoritariamente para Holanda, Espanha e China. Mato Grosso, estado com dois milhões de habitantes comandados por um sojeiro, alimenta mais estômagos no Exterior do que no Brasil.

Por Redação ((o))eco
27 de maio de 2008

As regras do jogo

O novo presidente do Ibama, Roberto Messias, que até então coordenava a área de licenciamento do órgão, diz que ainda não recebeu qualquer comunicado ou pedido por parte dos empreendedores de Jirau. Ele concorda que a licença vai precisar ser revisada. “As licenças dizem respeito a um projeto com localização especifica, estas são as regras do jogo”, afirma.

Por Redação ((o))eco
27 de maio de 2008

De olho

Na última edição da revista Nature, Marina Silva dividiu o espaço do editorial com os ursos polares, que finalmente foram reconhecidos pelo governo Bush como espécie ameaçada. A prestigiada publicação britânica citou a saída da ex-ministra para comentar sobre a celeuma que recai sobre nosso maior bioma. Chamando o Plano Amazônia Sustentável (PAS) de controverso, o texto não segue a linha de outros jornais estrangeiros que questionam a eficiência do Brasil no controle da floresta. Mas ao criticar essas idéias, digamos, imperialistas, a Nature não passa a mão na cabeça de Lula. “O Brasil não tem escolha a não ser administrá-la [a Amazônia]”, diz. E garante: “O mundo vai estar de olho”.

Por Redação ((o))eco
27 de maio de 2008