Futuro sombrio

O SAD de abril também sai na semana que vem, depois que o Inpe apresentar os números do Deter. À parte as divergências sobre quem é o líder do desmatamento, ambos apontam para um aumento preocupante das derrubadas na Amazônia. E não há sinal de que elas possam arrefecer. O preço dos alimentos está em alta, expandindo o plantio de grãos que empurra o gado para cima da floresta.

Por Gustavo Faleiros
22 de maio de 2008

Inútil

Nem a repressão tem ajudado. As ações federais nos 36 municípios mais críticos resultaram em muita fanfarra e pouco resultado. Desde fevereiro, quando Brasília deslocou soldados e fiscais para a região, o desmatamento subiu em relação ao mesmo período do ano passado. E isso em época de chuva, quando o corte de árvores cai. A retomada acontece agora, quando a Amazônia entra no período de seca. Com base no desempenho anterior, tudo indica que os federais serão atropelados.

Por Gustavo Faleiros
22 de maio de 2008

Uma esperança

A não ser que em socorro deles, em primeiro de julho, último mês somado à série que forma a taxa anual de desmatamento da Amazônia, entre realmente em vigor a decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) de restringir o crédito para fazendas que não estejam cadastradas e carreguem passivos ambientais. No Mato Grosso, isso atinge 80% da área do agronegócio. Daí Maggi fazer tanta pressão contra a medida.

Por Gustavo Faleiros
22 de maio de 2008

Obra

Se a decisão do CMN vingar na data marcada, Minc já terá justificado sua passagem pela cadeira do Meio Ambiente. Se ele ceder as pressões para adiá-la, é melhor pedir o boné.

Por Gustavo Faleiros
22 de maio de 2008

Avistar 2008

Começa nesta quinta em São Paulo o 3° Encontro Brasileiro de Observadores de Aves, o Avistar 2008. As inscrições online já estão encerradas, mas ainda dá tempo de tentar uma vaguinha antes de algumas das atividades, que ocorrem nos próximos quatro dias, no Parque Villa Lobos. No sábado e domingo a programação é aberta ao público, com cursos de observação para iniciantes, workshops de fotografia de aves e jardim das aves. O evento conta com o apoio de O Eco.

Por Redação ((o))eco
21 de maio de 2008

Saída rápida

O ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, esteve hoje na Câmara dos Deputados a convite de três comissões - da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – para explicar como será seu plano de ação frente ao PAS. A idéia era que fosse realizada uma audiência pública sobre o assunto, mas o que ocorreu foi apenas um discurso de Unger, que saiu antes de responder as perguntas dos deputados.

Por Redação ((o))eco
21 de maio de 2008

O PAS de Mangabeira

No breve tempo que permaneceu na Câmara, Mangabeira Unger voltou a repetir as propostas já anunciadas informalmente nos dias anteriores, como a realização de ações de desenvolvimento sustentável da região, o fortalecimento de órgãos federais e estaduais responsáveis pela regularização fundiária, como o Incra, a revisão de normas jurídicas, com a inclusão de instrumentos como a regularização com dispensa de licitação, a vinculação da floresta com a indústria na Amazônia, com incentivos fiscais para a instalação de indústrias, e a melhoria do sistema de transportes na região.

Por Redação ((o))eco
21 de maio de 2008

Não pegou bem

A desculpa de que a saída antecipada ocorreu porque o ministro tinha outro compromisso no mesmo horário irritou alguns parlamentares, que consideraram tal atitude um desrespeito e chegaram a dizer que a audiência pública não foi válida. Unger pediu desculpas e se dispôs a retornar à Câmara para discutir o assunto.

Por Redação ((o))eco
21 de maio de 2008

“Velhas idéias”

A melhor síntese sobre a exposição de Unger quem fez foi o deputado Sarney Filho (PV-MA). “É um novo olhar, mas com velhas idéias”. Na opinião de Sarney, o ministro de Assuntos Estratégicos traz a visão do governo de que a Amazônia não é um lugar a ser preservado, mas sim um lugar a ser explorado cuidadosamente. “Com a urgência das mudanças climáticas, o governo não discute os serviços ambientais que são prestados pela floresta”, reclamou.

Por Redação ((o))eco
21 de maio de 2008

Às favas com Cerrado

O mais chocante no discurso de Mangabeira Unger, no entanto, é a divisão que ele faz entre a Amazônia “com floresta” e a “sem floresta”. Neste último grupo ele inclui as áreas de transição entre Amazônia e Cerrado, e as savanas e lavrados do bioma amazônico. Nestas áreas, defendeu o ministro, o governo deve incentivar a indústria e a agropecuária.

Por Redação ((o))eco
21 de maio de 2008

Capô está fora

O futuro de João Paulo Capobianco, secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e presidente-interino do Instituto Chico Mendes, já está definido: ele não terá qualquer cargo na gestão Carlos Minc. Considerado até então braço direito da ex-ministra Marina Silva, Capô, como é conhecido, é identificado pelo Palácio do Planalto como o membro da antiga equipe do Ministério que mais causa dor de cabeça. Ainda assim, vale lembrar que ele sempre seguiu à risca a política ambiental do governo Lula.

Por Redação ((o))eco
21 de maio de 2008

O cara

O novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse em conversa no Rio de Janeiro que quer manter Tasso Azevedo, atual diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), na sua equipe. Ex-coordenador do Programa Nacional de Florestas, Azevedo foi o grande articulador da Lei de Gestão de Florestas Públicas, que criou o SFB. No ministério do Meio Ambiente, está entre os que mais entendem de uma área onde o conhecimento de Minc é rasteiro: a Amazônia.

Por Redação ((o))eco
21 de maio de 2008