Vilão silencioso

A navegação produz aproximadamente o dobro de CO2 emitido pelo setor aéreo. Os motores dos navios soltam grandes quantidades de nitrogênio na água – o que contribui para o crescimento explosivo das algas que, por sua vez, fazem com que a quantidade de oxigênio caia quando se decompõem. As emissões dos navios causam 60 mil mortes anuais por doenças cardiopulmonares e câncer de pulmão. Com tantos malefícios, os críticos deveriam fazer um auê sobre as atividades do setor, mas ele recebe menos reclamações que as empresas aéreas, por exemplo. O motivo desta negligência é que as atividades marítimas são "menos visíveis" do que as de outros setores, sugere o The New York Times. No entanto, este vilão não é totalmente ignorado. Recentemente, a Organização Marítima Internacional, um órgão da ONU, propôs uma série de medidas para reduzir tais impactos e vários países já buscam suas alternativas, como a Suécia, que está usando a energia elétrica como combustível ao invés do óleo diesel.

Por Redação ((o))eco
28 de abril de 2008

Conta dividida

Ministros do Meio Ambiente dos países mais ricos do mundo estão nesta segunda-feira em Paris, para discutir a conta do aquecimento global. Antes de partir para a mesa redonda, a economista Jan Corfee-Morlot, co-autora do relatório que diz ser necessário um por cento do PIB mundial para frear as temperaturas, concedeu uma entrevista ao jornal Estado de S. Paulo. Na conversa, a especialista frisa que o dinheiro que roda pelo mundo é suficiente para bancar uma transformação necessária na matriz de crescimento mundial. Ela sugere uma legislação que force as indústrias a projetarem produtos mais eficientes e ressalta que os países emergentes têm, sim, que meter a mão no bolso. Afinal, argumenta, até 2030 Brasil, China, Índia e Rússia causarão mais estragos ambientais que todos as 30 nações mais ricas do planeta juntas.

Por Redação ((o))eco
28 de abril de 2008

Força tarefa

A força aérea americana resolveu arregaçar as mangas para reduzir os gases estufa que seus aviões deixam pelos ares. Conforme informou o diário The Guardian, a próxima missão dos militares é reunir governos, empresas, universidades e ambientalistas para discutir e pesquisar combustíveis mais verdes para encher o tanque das aeronaves. Quarta-feira que vem vai acontecer o primeiro encontro para debater a proposta, um tanto ambiciosa. No esboço do projeto, a força aérea revela ter a intenção de convencer Deus e o mundo a desembolsarem “bilhões de dólares” para se chegar a algum resultado.

Por Redação ((o))eco
28 de abril de 2008

Borboletas ameaçadas

Oito espécies de borboletas britânicas podem entrar em extinção em breve, se o verão deste ano não for com muito sol. Isto é o que dizem os especialistas da entidade Butterfly Conservation, que indicam as chuvas intensas que assolaram o país no ano passado como o motivo da possível extinção. Segundo eles, as populações das espécies que correm o risco de desaparecer nunca estiveram com um nível tão baixo de indivíduos. Certas espécies, entre elas algumas borboletas raras da Grã Bretanha, já enfrentaram declínios anteriores, mas este pode ser o sinal vermelho de que alguma coisa mais grave poderá acontecer, sugere o jornal The Independent. Entre as mais cogitadas a desaparecerem estão a Pararge aegeria e a Plebeius argus.

Por Redação ((o))eco
28 de abril de 2008

Problema real

Frente à "crise" mundial do arroz e outros alimentos "básicos", os gurus do mercado prontamente acionaram alguns de seus porta-vozes para alardear o remédio tradicional - mais produção. E por aqui, como se sabe, isso quase sempre é sinônimo de mais desmatamento e degradação ambiental. Mas o problema do arroz é cria do próprio mercado, envolve balanço entre exportações e consumo interno de vários países produtores, não é de produção. Somado a isso, está o flagelo nacional do desperdício de alimentos, que atinge plantio, colheita e consumo. No Brasil, calcula-se que mais de 30% do que se produz seja jogado fora.

Por Redação ((o))eco
28 de abril de 2008

Por baixo da crise

Ao largo das campanhas de saúde pública e dos efeitos nefastos de uma produção baseada em venenos agrícolas e mão-de-obra familiar, o Brasil mantém o posto de maior exportador e figura entre os maiores produtores globais de fumo. Conforme dados do governo, o País manda para o exterior 85% do que produz e, ano passado, somou US$ 2,2 bilhões em vendas externas e faturamento setorial de R$ 15 bilhões. A safra deste ano deve bater em 700 mil toneladas de tabaco, quase tudo produzido no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. O restante vem da Bahia e Alagoas.

Por Redação ((o))eco
28 de abril de 2008

Desmatamento no Ibirapuera

A criação de uma alça de acesso que ligará a avenida Pedro Álvares Cabral à IV Centenário, ambas no contorno do Parque Ibirapuera, em São Paulo, tem dado o que falar. Isso porque o Conselho Gestor do parque (CGPI) e usuários são contra a nova via, que irá devastar uma área de bosque de 5,5 mil m². A medida é resultado de um acordo firmado nos últimos dias de dezembro de 2007 entre Prefeitura, Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET), Ministério Público e Secretaria de Negócios Jurídicos. Uma das principais reclamações é que o Conselho Gestor não foi ouvido.

Por Gustavo Faleiros
25 de abril de 2008

Contra a lei

Segundo o secretário do CGPI, Otávio Villares, um dos argumentos que têm sido usados para criação da alça é de que a área a ser segregada não faz parte do desenho original do parque e já foi local de ligação entre as duas avenidas. No entanto, de acordo com ele, mesmo que este fato fosse considerado, outro ponto da lei não estaria sendo cumprido: o parque é tombado pelo Conpresp e Condephaat e, pela lei, a área de entorno de construções tombadas também não podem ser tocadas. "A área está totalmente integrada ao parque e a criação da alça não vai melhorar o trânsito no Ibirapuera", diz.

Por Gustavo Faleiros
25 de abril de 2008

Manejo incorreto

Não bastasse a briga pela manutenção da área, o CGPI também reclama da forma como o manejo das árvores que estão sendo retiradas do local está sendo feito. Pelo acordo da Prefeitura, as 30 árvores que saem de lá para dar lugar à alça – entre elas exemplares de pau-brasil, ipê, sibipiruna e mamoneira – serão replantadas em outra área do parque. No entanto, segundo Villares, dificilmente elas sobreviverão. "Eles estão machucando as raízes. Eu até convidei o Eduardo Jorge [Secretário Municipal do Verde e do Meio Ambiente] para, daqui a alguns meses, ver se estas árvores estarão de pé. Eu duvido", diz.

Por Gustavo Faleiros
25 de abril de 2008

Mudanças em trânsito

Não tem jeito. Para convencer os motoristas a deixarem seus carros na garagem, só doendo no bolso. Uma reportagem da BusinessWeek mostra que esse processo está em andamento nos EUA, onde a economia anda capenga e o preço do combustível permanece nas alturas. Sem poder esbanjar, os americanos estão não só evitando encher o tanque, como deixando de comprar carros novos. Somente em Palm Beach, na Flórida, o trânsito de veículos caiu 7,5% esse ano. E nas feiras de automóveis os negócios fecharam com uma queda de 8% nos últimos quatro meses. Se continuar nesse passo, em alguns anos o tráfego nos EUA poderia ser uma tranquilidade só, e o baixo consumo de combustíveis faria um afago no meio ambiente.

Por Redação ((o))eco
25 de abril de 2008

Tucandira

Dizem lá no norte que a ferroada da Tucandeira é a única coisa que faz caboclo chorar. Provoca dores lancinantes e calafrios. Também conhecida...

Por Redação ((o))eco
25 de abril de 2008

E o metano?

Enquanto o falatório geral tenta dar conta do CO2, o gás metano vai subindo para a atmosfera à francesa. Segundo um relatório da agência americana National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), durante 2007 o CH4 foi para os céus com 27 milhões de toneladas a mais que nos anos anteriores. Conforme o site Mongabay mostra

Por Redação ((o))eco
25 de abril de 2008