Vivos!

Desde a década de 80 considerados extintos da costa amazônica pela caça desenfreada, os peixes-bois marinho (Trichechus manatus) e amazônico (Trichechus inunguis) começam a fazer borbulhas novamente nas águas da região. Pesquisadores do Grupo de Estudos de Mamíferos Aquáticos da Amazônia (Gemam), ligado ao Museu Paraense Emílio Goeldi, encontraram recentemente um crânio do manatus, e em fevereiro e maio de 2007, grupos dos animais foram observados nadando ao leste da Ilha de Marajó.

Por Redação ((o))eco
10 de abril de 2008

Zoneamento amigável

Nesta quarta-feira as ONGs quase melaram os planos do governo gaúcho de aprovar um zoneamento muito amigável para as lavouras de eucaliptos. Quase. O secretário da Silvic..., aliás, do Meio Ambiente, Carlos de Moraes, moveu mundos e fundos e conseguiu cassar uma liminar impetrada pelos verdes e que impedia temporariamente a deliberação do Conselho Estadual do Meio Ambiente. Calçado por políticos interioranos e sem nenhum ambientalista no plenário, o governo aprovou o zoneamento tão esperado pelo setor privado. O Ministério Público Federal segue no silêncio.

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10 de abril de 2008

Tchau, Pampa

Para o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Paulo Brack, a medida aprovada pelo governo gaúcho dá margem à tomada de imensas regiões da Metade Sul daquele estado por lavouras de monoculturas exóticas. Segundo ele, evitar plantios contínuos, definir um tamanho máximo para as lavouras e um espaçamento entre elas era fundamental para a preservação da paisagem do Pampa. “O governo privilegia só a segurança dos empreendedores, não do meio ambiente. A Fepam tornou-se um balcão de licenciamento”, diz o ambientalista e membro do Ingá – Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais.

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10 de abril de 2008

Sem restrições, tchê!

Para os verdes gaúchos, o zoneamento das lavouras de eucaliptos e pinus aprovado ontem pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente remove todas as restrições ao plantio de árvores exóticas no Pampa. Segundo eles, haviam sido acordados limites entre 10% e 50% para cultivos, dependendo da vulnerabilidade ambiental de cada região do zoneamento. No entanto, o documento lavrado pelo conselho torna os limites mera orientação, deixando margem para avaliações pontuais, temperadas pela política, dinheiro e outras pressões do empresariado. O Eco já mostrou que estes elementos estão muito bem combinados nos Pampas.

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10 de abril de 2008

Parques rentáveis

As autoridades ambientais dos Estados Unidos estão bobas com o desenvolvimento econômico que tem ocorrido bem no meio das unidades de conservação. Segundo um levantamento da Associação de Conservação dos Parques Nacionais, cerca de dois milhões de hectares dos quase 400 parques americanos estão em mãos privadas. E os proprietários, que não são bobos nem nada, estão aproveitando seus redutos privilegiados para desenvolver atividades rentáveis, ignorando solenemente o fato de estarem nos limites de uma UC. Este é o preço que o governo federal está pagando por não ter realizado a regularização fundiária com rapidez. De acordo com a associação, o Congresso teria que separar pelo menos 100 milhões de dólares para 2009 se quisesse solucionar a situação. Mas experiências passadas mostram que os engravatados não dão muita bola para isso. A notícia é do Los Angeles Times e foi reproduzida pela Grist.

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10 de abril de 2008

Mar de plásticos

Não chega a espantar o fato de que animais marinhos das praias do Reino Unidos estejam incluindo em seu cardápio sacolas e garrafas plásticas. De 1994 para cá, cresceu 126% a quantidade deste material encontrada pela costa britânica, batendo um recorde histórico. O número foi conhecido a partir de um mutirão de quatro mil voluntários que percorreram 354 praias do país. Conforme mostra a reportagem do Telegraph, o mar de produtos de plástico tem atingido peixes, baleias e pássaros não só pela boca. Vez ou outra os animais se enroscam nas sacolinhas e acabam morrendo aprisionados.

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10 de abril de 2008

Tiro pela culatra

A Amazônia devastada é um paraíso para quem gosta de espalhar gado e soja por extensas áreas. Mas a troca das árvores por bois e grãos está mudando os ares da região. É o que mostra um estudo feito pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/Inpe). De acordo com os dados, a plantação de soja em pontos onde a floresta ocorria pode reduzir a chuva em até 47,7% pela Amazônia Oriental. Já os grupos de bovinos levariam à diminuição de 42% no índice de precipitação da região. Segundo o jornal Estado de S. Paulo, Mato Grosso e Rondônia também seriam atingidos pela “seca prolongada”. Os pesquisadores ressaltam que a redução da chuva seria apenas uma das mudanças no clima resultantes do desmatamento.

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10 de abril de 2008

Censo oceânico

Com um incentivo de 650 milhões de euros, mais de 80 países vão se unir para desbravar os oceanos. A empreitada não é à toa, mas uma iniciativa para se pesquisar profundamente as espécies que vivem debaixo d'água. De acordo com o site espanhol Ecoticias, a idéia é sair do fundo do mar com uma lista internacional sobre todas as formas de vida que habitam o ambiente marítimo. A previsão é que o trabalho esteja concluído já em 2010, e os esforços não serão apenas em cima de seres desconhecidos: fauna e flora já estudadas também devem ganhar descrições mais detalhadas sobre sua biologia e comportamento. O projeto Census of Marine Life tem apoio da ONU e de ONGs de todo o mundo.

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10 de abril de 2008

Ilhéus em perigo

Multinacionais estão começando o desmatamento de uma área de 1700 hectares em Ilhéus para construir um mega porto para escoamento do minério de ferro que foi descoberto na Bahia. O problema è que esta região é uma Área de Proteção Ambiental (APA) protegida pela UNESCO. Mas os 5 bilhões de reais estão fechando os olhos, narizes e bocas de muita gente, prefeitura incluída. O empreendimento chama-se PORTO SUL, mas todo o projeto foi feito em quatro meses em sigilo absoluto, nem mesmo a prefeitura sabia. Parte destas áreas é de um empreeendimento inglês que vai levar à APA um campo de golfe imenso. Um dos sócios é o príncipe Alberto de Mônaco.

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10 de abril de 2008

Questão de fé

Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, insistiu na mesma audiência pública na Câmara, que foram as ações governistas que levaram à redução no ritmo do desmatamento na Amazônia de 27 mil quilômetros quadrados (2004) para 11 mil quilômetros quadrados (2007). “Conseguimos isso a duras penas”, lançou. Repetindo o blábláblá de sempre, afirmou que não é contra atividades econômicas na região e que seu governo está trabalhando para evitar a retomada das derrubadas. “Neste momento, nosso foco é não permitir que se perca três anos de governança ambiental no País”.

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10 de abril de 2008

Teoria e prática

Ao lado da Indonésia, o Brasil amargou esta semana o título de maior destruidor mundial de florestas tropicais. Lavando as mãos, o ministro da Agricultura Reinhold Stephanes reafirmou ontem em audiência na Câmara que a agricultura comercial não precisa derrubar nenhuma árvore na Amazônia para dobrar sua capacidade de produção nos próximos 20 anos. Segundo ele, em audiência na Câmara dos Deputados, a produção de grãos cresceu 140% nos últimos 16 anos, só com base na eficiência e avanço nas pesquisas. No mesmo período, a área plantada cresceu apenas 23% e se mantido nos últimos quatro anos. Também disse que o avanço da pecuária e da produção de grãos podem ser feitos utilizando áreas degradadas. A ver.

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10 de abril de 2008

Lenha na fogueira

A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) anunciou nesta quinta-feira a visita dos senadores Jaime Campos, Gilberto Goellner, Valdir Raupp, Leomar Quintanilha, Flexa Ribeiro e Eduardo Azevedo aos estados de Mato Grosso, Rondônia e Pará, suas bases eleitorais, no final deste mês. Eles pretendem analisar “os riscos ambientais a que estão submetidos” os municípios apontados como maiores desmatadores da Amazônia. E promoverão reuniões com a população.

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10 de abril de 2008