Mar bravio

Um fenômeno considerado natural está mudando a geografia do Maranhão. As fortes ondas e o avanço do mar no continente já arrancou pela raíz a floresta de manguezais que protege a costa Norte e deixou de baixo d'água as ilhas menores. As correntes do Atlântico Norte também causaram prejuízos a alguns moradores, que tiveram de deixar suas casas e hoje são chamados de "retirantes do clima", segundo notícia do site G1. Até o município de Humberto de Campos, que fica a 100 quilômetros do mar, está sendo modificado. A maré que sobe rio acima destruiu o cemitério da cidade. O fenômeno também ameaça a migração de aves que cruzam o continente, já que o avanço do mar diminui suas áreas de alimentação.

Por Redação ((o))eco
19 de fevereiro de 2008

Transporte ineficiente

Que a fumaça preta lançada pelos automóveis faz mal à saúde e ao meio ambiente, todos sabem. Mas ninguém quer deixar de ter seu carrinho na garagem. Também, pudera. O Brasil, apesar de ter dado o pontapé inicial na criação de corredores de ônibus, continua com um sistema de transporte público para lá de enferrujado. Enquanto isso, lá fora, projetistas brasileiros deitam e rolam com incentivos para implementar com eficiência a idéia dos corredores. De acordo com o site Carbono Brasil, o transporte público tupiniquim não consegue atender mais que 30% da população.

Por Redação ((o))eco
19 de fevereiro de 2008

Lista vermelha

Nove novas espécies de tubarões devem entrar para a lista oficial de animais em risco de extinção da União Mundial para Conservação da Natureza (IUCN). A inclusão na "lista vermelha" deve ocorrer ainda este ano, após recentes análises indicarem que a pesca predatória reduziu algumas populações em até 99%. Segundo o jornal online britânico Telegraph, os especialistas estão particularmente preocupados com o rápido declínio de uma determinada espécie de tubarão-martelo, a S. lewini, que será incluída na lista como "em perigo" – o segundo mais alto dos cinco níveis de preocupação. Estima-se que 100 milhões de tubarões são mortos todo os anos, muitos somente para a retirada de suas barbatanas, muito apreciadas – e valorizadas – na culinária chinesa. Atualmente, existem 126 espécies de tubarões listados como em risco de extinção.

Por Redação ((o))eco
19 de fevereiro de 2008

Redenção natural

Em Araraquara, no interior de São Paulo, um projeto inusitado tem ajudado Ibama e Polícia Ambiental no manejo, triagem e adaptação de espécies apreendidas. Chamado de "Fazendinha Penitenciária", o programa informal de acolhimento e criação de animais reúne, em um só lugar, 1,2 mil detentos do complexo de segurança máxima da Penitenciária Regional de Araraquara com 500 animais de 50 espécies. Na "Fazendinha" estão mais de 30 espécies de pássaros – como tico-tico-rei, galo de campina, sabiá, azulão e papagaios -, 11 jacarés, 15 gansos, além de galinhas, pavões, perus, carneiros, porcos, avestruzes e jabutis. Os detentos, muitos considerados perigosos e ligados a facções criminosas, ajudam na limpeza, alimentação dos bichos e manutenção do local. A notícia é do site Terra.

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19 de fevereiro de 2008

Que sirva de exemplo

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a recuperação de 3,5 hectares de mata ciliar às margens de um córrego de 70 centímetros, que foi canalizado em Joinville (SC). Uma questão aparentemente tão pequena chegou à mesa do ministro Antônio Herman Benjamin porque o Tribunal Regional da 4ª Região havia considerado que a proibição do desmatamento imposta pelo Código Florestal não se aplicava ali “face às circunstâncias de reduzida ou nenhuma repercussão ambiental”.

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18 de fevereiro de 2008

Pano pra manga

O ministro Herman Benjamin chegou a dizer que é incabível o afastamento da proteção legal com base no argumento de que se trata de simples “veio d`água”. Ele lembrou que a supressão da vegetação em áreas de preservação permanente só é aceitável em caráter excepcional e se for comprovada “utilidade pública” ou “interesse social” no empreendimento – o que, aliás, é pra lá de discutível.

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18 de fevereiro de 2008

Lembrete

De acordo com o Código Florestal (que ainda está em vigor), são consideradas áreas de preservação permanente, entre outras, as faixas marginais de cursos d’água. Para córregos de até 10 metros de largura, é proibido fazer qualquer alteração na vegetação num raio de 30 metros a partir de cada margem.

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18 de fevereiro de 2008

Muitas notas verdes

Apesar do mercado de compra e venda de créditos de carbono já estar bem consolidado na Europa em virtude do Protocolo de Quioto, as negociações só devem ultrapassar a barreira dos trilhões de dólares quando os Estados Unidos injetarem o seu capital. Pelo menos é o que garante Moyer. E, de acordo com ele, a Califórnia pode nortear a política climática nos outros estados em virtude de seu grande tamanho.

Por Redação ((o))eco
18 de fevereiro de 2008

Capital estrangeiro

O mercado de créditos de carbono foi tema de um concorrido almoço-palestra nesta segunda-feira com o advogado norte-americano Craig Moyer, realizado no Rio de Janeiro. Organizado pela Câmara de Comérica Americana, o encontro serviu para mostrar que a Califórnia tem alguns projetos de lei em trâmite no Parlamento para reduzir as emissões de gases estufa nas próximas décadas. Caso eles sejam aprovados, crescem as chances do Brasil lucrar a partir da venda de créditos obtidos com os projetos do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL).

Por Redação ((o))eco
18 de fevereiro de 2008

Em 2008, nem pensar

Os valores devem aumentar muito caso algumas das sugestões de senadores americanos sejam aceitas. Uma delas, por exemplo, prevê a redução de 2% das emissões de carbono a cada ano até 2020, baseado nos lançamentos de 2006. O número cresce para 2,5% entre 2020 e 2029, com a garantia de que os preços das novas tecnologias serão congelados caso comecem a subir. Mas nada disso deve ser esperado para 2008. De acordo com Moyer, as eleições presidenciais vão tomar conta dos debates até novembro e devem esfriar o ímpeto dos ambientalistas.

Por Redação ((o))eco
18 de fevereiro de 2008

Sem fronteiras

Além dos projetos de lei, já existem determinações aprovadas pelo Parlamento liderado por Arnold Schwarzenegger, o ex-Exterminador do Futuro. Dentre elas, uma diz que algo em torno de 174 milhões de toneladas de carbono deixarão de ser lançadas para a atmosfera até 2020. Para isso, são realizados projetos de reflorestamento, eficiência energética e construção de usinas com capacidade de gerar potências renováveis. Não apenas nos Estados Unidos, lembra Moyer. Como os efeitos das mudanças climáticas atingem a todo o planeta, os créditos podem ser comprados em programas espalhados pelo mundo inteiro. Inclusive no Brasil.

Por Redação ((o))eco
18 de fevereiro de 2008

Preço real

Caso os parlamentares californianos apóiem as propostas para reduzir os índices de carbono emitidos no estado, aumentam as possibilidades de outras regiões adotarem medidas semelhantes. E já há preço estimado para cada tonelada de carbono comprada como crédito: segundo Moyer, se for possível negociar com outros países, a aquisição deve se basear em torno de 15 dólares. Mas, se o mercado for restrito aos limites da terra do Tio Sam, o custo sobe para 40 dólares.

Por Redação ((o))eco
18 de fevereiro de 2008