De olho no futuro

A fabricante de automóveis Volvo acaba de lançar seu mais novo carro: o V70, à venda na Suécia. A notícia não traria grandes novidades se ele não fosse abastecido por uma mistura de combustível regular e etanol. Não satisfeita com essa medida, a concessionária foi além. De acordo com o site TreeHugger, a indústria sueca anunciou que vai comprar certificados de energia eólica para contribuir na neutralização das emissões de gases estufa dos primeiros 45 mil quilômetros percorridos por cada unidade vendida.

Por Redação ((o))eco
18 de outubro de 2007

Chumbo fino

Se depender do governador Arnold Schwarzenegger, o condor da Califórnia (Gymnogyps californianus) não vai mais engolir chumbo. A Audubon Society - filiada americana da BirdLife - explica: no final dos anos 80 o bicho chegou a estar extinto na natureza. Uma das principais ameaças à população atual, de 70 indivíduos reintroduzidos, é a ingestão de chumbo deixado por caçadores. Pois o "Governator" acaba de sancionar lei que proíbe o uso de munição com chumbo nas áreas da Califórnia freqüentadas pelos condores.

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18 de outubro de 2007

De saída

Após trinta horas presos em uma base do exército em Castelo dos Sonhos, Sudoeste do Pará, os sete ativistas do Greenpeace começaram a deixar a cidade por volta das 18 horas (horário de Brasília). Eles saíram do local em duas caminhonetes da organização escoltados por policiais. Informações preliminares dão conta que todos estão bem.

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17 de outubro de 2007

Ainda na base

Os sete ativistas do Greenpeace continuam, no meio da tarde desta quarta-feira, refugiados na base do exército em Castelo dos Sonhos, no Pará. De acordo com Flávio Montiel, Diretor de Proteção Ambiental do Ibama, o espaço é cedido pela força militar para ajudar na logística dos trabalhos de fiscalização realizados pelo instituto na região, e não exatamente um prédio do Ibama como se informou em notas anteriores. Como se vê na foto, caminhões barram a saída dos ativistas.

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17 de outubro de 2007

Sem autorização

Flávio Montiel afirma que a única autorização dada pelo Ibama ao Greenpeace foi a de transporte de madeira queimada, e não de uma tora de castanheira. Isso justifica a ordem do órgão para que a ONG devolvesse a árvore na manhã desta quarta.

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17 de outubro de 2007

Não é bem assim

Montiel se mostra indignado com as declarações de Marcelo Marquesini, coordenador da expedição do Greenpeace, de que a região é débil em segurança. Segundo ele, o ativista só está vivo e em condições de dar declarações para a imprensa porque os ativistas pediram abrigo ao exército. Além disso, reclama do fato de que todos os servidores que estão dentro da base correm risco de morte e tiveram de paralisar o trabalho de fiscalização diante dos gritos enfurecidos da multidão de "Pega, mata, esfola".

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17 de outubro de 2007

Incontrolável

A situação ainda está longe de um final positivo. Os madeireiros começaram a preparar um churrasco em frente à base. A polícia, com medo dos efeitos que as bebidas alcóolicas podem provocar nos manifestantes, pediu que os ativistas saíssem imediatamente do local. Mas, até que haja segurança absoluta, ninguém vai embora.

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17 de outubro de 2007

Reforço

O Ibama solicitou à secretária de segurança do Pará, Vera Marques Tavares, que envie um contingente policial especializado em resolver casos de motim, mas ainda não obteve resposta. Os guardas de Castelo dos Sonhos disseram que não têm experiência neste tipo de ação e temem entrar em conflito com as manifestantes.

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17 de outubro de 2007

Tempo para pensar

Graças a uma articulação de última hora entre os deputados do Partido Verde e diversas ONGs ambientalistas, o projeto de lei 6424/05 do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), que altera diversos pontos do Código Florestal, não foi votado nesta quarta-feira na Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados. A análise do texto final só ocorrerá daqui a duas semanas, tempo dado para que os parlamentares estudem as alterações negociadas entre o Ministério do Meio Ambiente e o relator do projeto, deputado Jorge Khoury (DEM-BA).

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17 de outubro de 2007

Argumento de sempre

Khoury diz que a idéia de permitir atividade econômica em 30% das reserva legal vai ser o único meio de manter os outros 50% preservados. Segundo ele, “qualquer coisa que se faça, já melhora o Código Florestal, pois do jeito que está não dá.”

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17 de outubro de 2007

O novo código

Desde segunda, Jorge Khoury vem negociando com as ONGs e o Ministério. Na nova redação, há pontos positivos como a criminalização de quem desmata reserva legal e a possibilidade de proibir mais desflorestamentos onde a lei não está sendo respeitada. Por outro lado, os retrocessos são enormes. O relator vai manter a idéia básica do projeto de lei que é permitir a recuperação de 30% da reserva legal na Amazônia com o plantio de espécies exóticas, principalmente o dendê para a produção de biodiesel. Além disso, Khoury manteve a cargo dos estados a decisão de como será feita compensação de reserva legal. Alterando a atual regra, os órgãos estaduais poderão aceitar como compensação reflorestamentos em outras bacias hidrográficas, que não aquelas desmatadas. Até mesmo doação de terras para projetos sociais poderão valer para abater dívidas ambientais.

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17 de outubro de 2007

Oportunidade e risco

O Ministério acha que a discussão do Código Florestal na Câmara é uma oportunidade para tornar mais rígida a fiscalização sobre os proprietários que não estão conservando a reserva legal. Já as ONGs vêem a negociação com parlamentares da bancada ruralista como um risco. O projeto, afinal, vai voltar para o Senado, onde já foi aprovado, e ninguém garante que as emendas da Câmara serão mantidas.

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17 de outubro de 2007