Sequestro

Há uma esperança que Lula assine esses decretos todos na quinta-feira, durante cerimônia no Parque Nacional do Itatiaia, o mais antigo do Brasil, que está completando 70 anos de existência. Mas ela é leve, muito leve. Os decretos de novas Unidades de Conservação estão represados na Casa Civil desde janeiro, onde estão servindo como reféns de Dilma Rossef. Quem conhece a ministra garante que eles só serão soltos ou por intervenção presidencial ou quando o Ibama liberar as licenças ambientais para as hidrelétricas do rio Madeira.

Por Redação ((o))eco
25 de junho de 2007

Barreira

Não se deve, no entanto, botar qualquer culpa nas costas de Dilma Roussef pelo fato de o governo federal ainda não ter criado as 12 Unidades de Conservação, três delas Parques Nacionais, na zona de influência da BR-319, como foi prometido no ano passado. O goleiro, nesse caso, atende pelo nome de Eduardo Braga, governador do Amazonas, onde essas unidades serão implantadas. O motivo principal é que numa das Florestas Nacionais a serem criadas ao longo da estrada descobriu-se petróleo. De olho em possíveis royalties, Braga quer que a Floresta seja estadual.

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25 de junho de 2007

Parceria pela conservação

A Fundação Alcoa e a Conservação Internacional (CI) assinam esta semana convênio para estabelecer um fundo de 2 milhões de reais que vai financiar programas de conservação numa área próxima a Juruti, na fronteira do Pará com o Amazonas, onde o lado empresa da Alcoa estabeleceu uma operação de mineração. Cada um dos dois parceiros do projeto vai contribuir com 1 milhão de reais para o fundo. A Fundação Alcoa tem parceria com a CI para investimento e manutenção desde 2004, quando começou a se estabelecer em Juruti.

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25 de junho de 2007

Avanço

Falando em mineradora, a Rio Tinto não aceitou passivamente as resistências ao seu pleito para que fôssem revistos os limites da Estação Ecológica do Grão-Pará, criada em dezembro do ano passado. Nas primeiras reuniões que tiveram com o secretário de Meio Ambiente, Valmir Ortega, depois que seu lobby ganhou publicidade, em fevereiro, os representantes da empresa diziam que os limites da Estação, na Calha Norte do rio Amazonas no Pará, precisavam mudar de qualquer maneira, por que lá havia o equivalente a pelo menos meio Carajás em minério.

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25 de junho de 2007

Calma

Ortega respondeu que era politicamente impossível a revisão, a não ser que ela viesse com ganhos para a conservação. Para isso, no entanto, a Rio Tinto teria que aguardar os levantamentos de campo da área, marcados para começar em agosto. Devem durar entre um e dois anos e vão custar em torno de 400 mil dólares.

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25 de junho de 2007

Mão

A Rio Tinto se voluntariou para finaciar os estudos de campo. Ortega respondeu que não precisava. As instituições responsáveis pelo trabalho, CI, Imazon e Museu Goeldi, já tinham conseguido dinheiro da Fundação Moore para levá-lo adiante. A empresa, de qualquer maneira, está ajudando os pesquisadores com dicas sobre como se deslocar e para onde ir na região. Seus técnicos, que fazem lá há alguns anos prospecção mineral, conhecem o terreno como ninguém.

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25 de junho de 2007

Exame

Em tempo, o governo do Pará renovou todas as licenças de pesquisa da Rio Tinto na Calha Norte paraense, exceto a que lhe dava o direito de andar em áreas de minério da Estação Ecológica do Grão Pará.

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25 de junho de 2007

Dinheiro

A CI e o governo do Pará estudam a criação de um fundo com 6 milhões de reais iniciais para financiar a implantação e manutenção de parques, florestas e reservas estaduais. A contribuição, pelo lado da governadora Ana Julia, viria de compensações ambientais.

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25 de junho de 2007

Memória

Em 1996, uma grande área no Maranhão da Cikel, madeireira certificada hoje estabelecida no Pará, foi invadida por gente que se dizia sem terra. A então governadora do estado, Roseana Sarney, de olho nos votos dos invasores, desapropriou a área e criou lá um assentamento. Não sobrou no local uma earvore para contar a história da floresta que existia por lá.

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25 de junho de 2007

Articulador

O Ministério do Meio Ambiente está incluindo em seus quadros mais um nome conhecido entre as organizações não-governamentais. Nesta segunda-feira, o Diário Oficial da União traz a nomeação de André Lima para diretor do Departamento de Articulação das Ações da Amazônia. Lima trabalhava até então como coordenador de campanhas no Instituto Socioambiental (ISA). O departamento que assume no ministério veio para substistuir a extinta Secretaria de Articulação da Amazônia e será ligado à Secretaria-Executiva comandada por João Paulo Capobianco, fundador do ISA.

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25 de junho de 2007

Meta

Em visita ao Brasil, o embaixador britânico para o clima, John Ashton, deu entrevista à Folha de S. Paulo para falar do combate ao aquecimento global no pós-Kioto (o tratado acaba em 2012). A União Européia quer emplacar um corte de 50% nas emissões de gases do efeito estufa até 2050 nas negociações que acontecem dezembro na reunião da Convenção do Clima da ONU. Após fracasso nas negociações da Rodada de Doha, no início do mês, Ashton diz que as negociações devem tomar um outro rumo. "Não podemos é acabar na dinâmica do "você primeiro". Precisamos de uma dinâmica do "eu também'", afirma em entrevista ao jornal Folha de São Paulo, criticando o impasse entre Brail, União Européia e Estados Unidos.

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25 de junho de 2007

Se…

Poucos dias antes do grande evento musical que clamará o mundo a se mobilizar pelo combate ao aquecimento global reunindo artistas em nove cidades do globo (inclusive o Rio de Janeiro), Al Gore afirma em reportagem do The Independent que a crise no clima se tornou consenso científico tarde demais. Remoendo tristezas passadas, disse que adoraria ter visto as ações em favor do meio ambiente realizadas nos últimos anos durante a década de 90 – teria sido mais fácil juntar o público e “persuadir o Congresso a agir”. E se tivesse vencido Bush na corrida presidencial, garante ele, usaria o posto para promover grandes mudanças, já que não é de hoje seu engajamento na causa ambiental.

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25 de junho de 2007