A maior reserva marinha do planeta

Por incrível que pareça, o presidente George W. Bush declarou em público que pretende criar a maior reserva marinha do planeta. O lugar escolhido para receber o status de monumento natural é um arquipélago norte-americano com cerca de 15 ilhas conhecido como Mariana. A área total do espaço a ser conservado é do tamanho dos estados do Texas e Alasca (o maior dos Estados Unidos) juntos e abriga territórios conhecidos, como o Recife de Kingman e o Atol Palmyra. Mas, dizem os ambientalistas, a proteção do santuário só estará completa se for proibida a pesca e outras atividades econômicas. Clique aqui para ver fotos no site da National Geographic.

Por Salada Verde
2 de setembro de 2008

Novas bases para as mudanças climáticas

Os projetos de lei que tramitam no congresso e que sustentarão a política brasileira de mudanças climáticas são muito “generalistas”. Esta é a opinião da Fundação Getúlio Vargas e mais oito organizações não-governamentais e entidades ambientalistas que há alguns meses elaboram um documento mais detalhado sobre o assunto. O texto preliminar do trabalho foi lançado oficialmente na tarde da segunda-feira, em São Paulo.

Por Salada Verde
2 de setembro de 2008

Participação popular

Entre as sugestões feitas está a determinação de prazos para fixação das obrigações de cada setor, separados – segundo critérios das entidades formuladoras do texto – em energia, transporte, doméstico, industrial, setor público, agropecuária, florestas e uso do solo, resíduos, construção civil e saúde. A idéia das entidades é abrir espaço para a participação do público através do Observatório do Clima, onde há espaço para fórum de debates e sugestão de modificações no trabalho.

Por Salada Verde
2 de setembro de 2008

Documento ainda precisa de revisões

Segundo representantes de organizações presentes na consulta pública, o documento ainda está longe do ideal e ainda há muita coisa a ser revista. Entre os pontos questionados está a ausência de ações de mitigação e adaptação para os ecossistemas costeiros. O primeiro prazo para recebimento das sugestões é 22 de setembro. Em outubro serão realizadas novas consultas públicas no Rio de Janeiro e em Brasília e o documento será novamente aberto para recebimento de sugestões de mudanças. Segundo Rachel Biderman, do Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV, o texto final deverá ser levado ao Congresso Nacional no dia 26 de novembro.

Por Salada Verde
2 de setembro de 2008

A conservação fica para depois

Brasília continua sendo mais importante que as unidades de conservação. O governo remanejou 52 pessoas do Ibama para o MMA. A passagem de gente para o ICMBio segue na gaveta.

Por Salada Verde
2 de setembro de 2008

Fato consumado

Cerca de 180 índios de cinco etnias estão reunidos em Juína (MT) para discutir os valores e a aplicação dos recursos financeiros de compensação ambiental referentes a oito pequenas centrais hidrelétricas (PCH) com obras autorizadas no alto rio Juruena. O complexo de usinas, cujo processo de licenciamento ambiental foi duramente questionado pelo Ministério Público Federal, prevê ainda a construção de duas usinas hidrelétricas e uma PCH com lago de quase 300 hectares, mas a compensação destas está fora de discussão por enquanto.

Por Salada Verde
2 de setembro de 2008

A crença da Funai

A Funai ainda crê que elas não vão sair do papel por causa da dimensão de seus impactos. Os índios rediscutem a proposta da Maggi Energia e da empresa Juruena Participações e Investimentos Ltda de compensar as oito usinas com R$ 4,3 milhões de reais e vão apresentar uma resposta, inclusive com plano de trabalho para aplicação dos recursos, aos empreendedores em nova reunião em Cuiabá entre os dias 23 e 25 de setembro.

Por Salada Verde
2 de setembro de 2008

Biomassa e energia

O diretor do Instituto Nacional de Eficiência Energética, Pietro Erber disse, em seminário no Rio de Janeiro, que o Brasil dispõe de 9,1 milhões de toneladas de biomassa para a geração de energia.

Por Salada Verde
2 de setembro de 2008

O chaco está em chamas

Como O Eco vem noticiando desde a semana passada, Brasil e Argentina, andam em disputa para lá de acirrada para saber quem tem maior vocação para a piromania. Agora o satélite AQUA, da NASA, com seu sensor MODIS, registrou com precisão os inúmeros focos de incêndio que atingem os dois países. Na imagem ao lado pode-se ver que o chaco argentino, bioma altamente ameaçada está em chamas. O Paraguay também entrou na roda, pois também é em sua área de chaco onde estão as principais fazendas produtoras de soja e gado. Do lado brasileiro é possível observar como o fogo está avançando nos remanescentes de Mata Atlântica no Sudoeste do país. Acompanhe também os focos de incêndia nas unidades de conservação no Monitor O Eco.

Por Salada Verde
1 de setembro de 2008

Livro mapeia 40 trilhas paulistas

Para quem gosta de se aventurar por terras bandeirantes, o governo de São Paulo lançou um tremendo projeto: livro que mapeia trilhas em unidades de conservação no estado.

Por Salada Verde
1 de setembro de 2008

Ameaças no Baixo Rio Branco

A casa do presidente da Associação dos Agroextrativistas do Baixo Rio Branco-Jauaperi Francisco Caetano, foi incendiada no dia 25 de agosto. O líder comunitário também tem recebido ameaças de morte por telefone. A denúncia foi feita pelo analista ambiental Carlos José Dantas, do Ibama em Roraima. A entidade luta pela criação de uma reserva extrativista na região, entre os estados do Amazonas e Roraima, desde 2001, conforme noticiado aqui em O Eco. Segundo o servidor, agentes voluntários também têm sido ameaçados por tentarem fazer cumprir um acordo que limita a pesca na região. Em 2005, um agente ambiental voluntário foi assassinado, supostamente por traficantes de quelônios, no Baixo Rio Branco, em Roraima.

Por Salada Verde
1 de setembro de 2008

Plano do Juruena saindo do papel

Semana passada mais um passo crucial para a elaboração do plano de manejo do Parque Nacional do Juruena foi dado. Todos os pesquisadores que foram a campo em novembro de 2007 e março deste ano para fazer levantamentos físicos, biológicos e sócio-econômicos se reuniram para apresentar o resultado de seus estudos e, assim, encerraram a parte técnica do plano de manejo. Se tudo correr bem, até o fim do ano Alta Floresta (MT) deve sediar uma oficina com entidades e representantes das comunidades que vivem dentro e no entorno da unidade de conservação, para conclusão da etapa de planejamento participativo. A expectativa é a de que até julho de 2009 o plano de manejo esteja pronto e tinindo.

Por Salada Verde
1 de setembro de 2008