Dos animais aos humanos
Conhecido por suas experiências em macacos nos Estados Unidos, o pesquisador brasileiro Miguel Nicolelis voltou ao Brasil para seguir com seus estudos. Capa da revista Science do último mês, ele se instala em Natal (RN) a fim de analisar, nos próximos meses, as respostas de macacos e saguis aos sintomas do Mal de Parkinson e lesões na medula. A ideia é utilizar o tratamento em seres humanos. Pedro Ynterian, presidente do Projeto de Proteção aos Grandes Primatas (GAP), é totalmente contrário este tipo de medicina. Em artigo, diz que “se algum resultado sair dessas pesquisas que destruirão dezenas de vidas de nossa biodiversidade, talvez seja para melhorar os procedimentos dos que podem pagar pelo tratamento milionário, já que o benefício ao povo não chegará”. →
Ele foi escolhido
As críticas à gestão de Rômulo Mello à frente do Instituto Chico Mendes se acumulam (veja aqui). Logo, não custa lembrar que ele foi escolhido a dedo por Carlos Minc entre outros quatro nomes: Ricardo Soavinski (então diretor-substituto de Unidades de Conservação de Proteção Integral/ICMBio); Bráulio Dias (diretor do Departamento de Conservação da Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente); Denise Marçal Rambaldi (secretária-geral da Associação Mico-Leão-Dourado); e Miriam Prochnow (ex-coordenadora da Rede de ONGs da Mata Atlântica). →
Biodiversidade no teclado
Começa hoje, e vai até amanhã, um encontro do Ministério do Meio Ambiente sobre o Globio, ferramenta que projeta cenários do passado, presente e futuro para a biodiversidade. Criado pela Agência Holandesa de Avaliação Ambiental (PBL) em parceria com a United Nations Environment Programme (Unep), o sistema é usado internacionalmente. Durante o workshop, que acontece no Jardim Botânico do Rio de Janeiro sob a coordenação da secretária de Biodiversidade e Floresta do MMA, Maria Cecília Way de Brito, será avaliada a efetividade da aplicação do Globio para a realidade brasileira a partir dos dados disponíveis no país.Saiba mais:A Amazônia na lente do computador →
Governo entrando no clima
O chamado Macrodiagnóstico da Zona Costeira e Marinha do Brasil foi lançado hoje pelo governo e mostra que o aumento do nível do mar e a ocupação desordenada já ameaçam populações e a biodiversidade em várias regiões da costa brasileira. Em elevado risco de inundações, erosões e outros problemas estão a Foz do Rio Parnaíba, no Piauí, a Grande Salvador e as cidades de Valença, Ilhéus e Porto Seguro, na Bahia, Macaé e Marambaia, no estado do Rio, a Baixada Santista, em São Paulo, e outras regiões. Conforme o estudo, todas as capitais litorâneas apresentam grau elevado de risco social devido à ausência de esgotamento sanitário e de coleta de resíduos sólidos. →
Nós e eles: Darwin e a conservação
O mundo natural que ele tanto amava vem sendo destruído em escala inédita, em grande parte devido ao sucesso da nossa recusa a engolir a revolucionária visão que ele nos mostrou. →
Aprenda a identificar uma árvore
O curso Identificação de Árvores Nativas do Cerrado será realizado entre os dias 21 e 28 de março na Universidade de Brasília. Organizada pela Rede de Sementes do Cerrado, a oficina é destinada às pessoas interessadas em conhecer a biodiversidade da região. Durante o encontro, que inclui atividades práticas e teóricas, os participantes farão coleta de material botânico, descrição de folhas e discussões sobre ecologia, conservação e recuperação da floresta. →
Desrespeito das papeleiras
O civil Movimento Nacional de Direitos Humanos acaba de lançar o Estudo e relatório de impacto em Direitos Humanos em Grandes Projetos: o caso do eucalipto. Segundo a entidade, grandes porções de Mata Atlântica foram e são derrubadas para empreendimentos industriais, em especial para extração de celulose e produção de papel. A justificativa usual é atender à grande demanda de mercado, mas os resultados quase sempre se traduzem em destruição da biodiversidade e ameaça a populações. “As estruturas do Estado, em prol do ‘desenvolvimento’, são omissas ou cúmplices dessa lógica de uso dos recursos naturais”, declara Gilsa Barcelos, coordenadora da publicação. Mais informações aqui. →
Belo Monte no front
O Ibama recebeu na última sexta (27) os estudos ambientais da polêmica Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. O órgão federal tem até seis meses para analisar a papelada e decidir sobre a concessão de licença prévia para a obra. O leilão para quem vai construir a usina que deve gerar 11 mil megawatts a partir de abril de 2014, a um custo estimado de R$ 7 bilhões, está marcado para até setembro deste ano. A estatal Eletrobrás elaborou os estudos, mas poderá participar do pleito. A barragem promete, no mínimo, afetar terras indígenas e trazer prejuízos à biodiversidade amazônica.Saiba mais:Só na AmazôniaÍndios X usinasBelo Monte sob suspeita →
Pela boca dos professores
Nesta terça (3), 120 professores dos municípios de Jaraguá do Sul, Guaramirim, Corupá, Schroeder e Massaranduba, todos em Santa Catarina, participarão de oficina na Recreativa Duas Rodas Industrial (empresa do setor alimentício) onde apresentarão trabalhos sobre as questões ambientais para garantir o desenvolvimento sustentável da região do Vale do Rio Itapocu. A iniciativa faz parte do projeto Serra do Mar: Água e Vida, patrocinado pela Petrobras e desenvolvido pelo Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade. O evento será das 8h às 11h30min e é aberto à comunidade. Informações pelo fone (47) 3274-8613 ou www.ra-bugio.org.br. →
Conhecimento se repassa
Com o projeto, há mais de um ano professores participam de atividades práticas de educação ambiental cujo tema principal são os “serviços ambientais” das áreas preservadas, como a proteção dos recursos hídricos, tão essenciais para o desenvolvimento da região, e também da riquíssima biodiversidade de plantas e animais. Assim, os educadores podem atuar como multiplicadores de conhecimentos. A expectativa, também, é de que o ensino de Ciências se torne mais estimulante para seus alunos. →
Populações tradicionais e a biodiversidade
O papel de criadores e mantenedores de biodiversidade é atribuído às populações tradicionais, argumento que tem justificado sua permanência em áreas protegidas. →
A biodiversidade na mira das guerras
Áreas de riqueza biológica foram o palco principal de 80% das guerras ocorridas entre 1950 e 2000. Danos são dramáticos. Parque no Congo perdeu quase todos os seus hipopótamos. →
Sobre o consumo de carne
Em entrevista ao Instituto Humanitas da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, de São Leopoldo (RS), a bióloga e cientista ambiental holandesa Elke Stehfest lembra que o desmatamento para plantio de alimentos ou de pastagens para o gado é o fator de maior impacto na diminuição da Floresta Amazônica. A pesquisadora também afirma que o consumo mundial de carne deve ser reduzido e aponta outros motivos para isso, além do aumento do aquecimento global. Saúde, conservação da biodiversidade e bem-estar animal estão em sua lista. Confira a íntegra aqui. →
Guerras contra o meio ambiente
Estudo divulgado pela revista Conservation Biology (Biologia da Conservação) conclui que mais de oito em cada dez conflitos armados, entre 1950 e 2000, aconteceram em regiões mais ameaçadas e ricas em formas de vida do planeta. O estudo Guerra nos Hotspots de Biodiversidade foi conduzido por cientistas internacionais e compara os principais conflitos com os 34 focos de biodiversidade identificados pela ong Conservação Internacional. Esses locais (chamados de hotspots) abrigam mais da metade das espécies de plantas do globo e mais de 40% dos vertebrados. Mesmo assim, são ameaçados no mais alto grau. Vinte e três das 34 áreas foram alvos diretos de conflitos no período da pesquisa. Os exemplos incluem a Guerra do Vietnã, quando o Agente Laranja destruiu a cobertura florestal e os mangues costeiros do país; a extração de madeira que ajudou a financiar guerras na Libéria, Camboja e República Democrática do Congo. A pressão sobre recursos naturais cresce com os refugiados de guerra. Eles acabam caçando, cortando ou coletando lenha para cozinhar ou construir acampamentos. Mais armamento circulando se traduz em mais caça ilegal de animais selvagens. No Parque Nacional de Virunga, na República Democrática do Congo, 95% dos hipopótamos foram aniquilados. “Milhões das pessoas mais pobres no mundo vivem nos hotspots e dependem de ecossistemas saudáveis para sobreviver. Portanto, existe uma obrigação moral, assim como uma responsabilidade social e política, de proteger esses lugares e todos os recursos e serviços que eles provêem”, afirmou o presidente da Conservação Internacional e um dos autores do estudo, Russell A. Mittermeier, em nota da entidade. →
Tecnologias sustentáveis em exposição
Até o dia 8 de março, estão abertas as incrições para a Mostra de Tecnologias Sustentáveis do Instituto Ethos. Podem participar projetos de tecnologia desenvolvidos para a preservação do meio ambiente ou para melhoria de vida da sociedade, reunindo iniciativas que atuem pela sustentabilidade social, econômica e ambiental do planeta. A mostra ocorrerá entre 15 e 18 de junho, em São Paulo, junto à Conferência Internacional – Empresas e Responsabilidade Social 2009. Os projetos devem estar voltados a temas como energia, gases de efeito estufa, consumo de materiais, resíduos, água, biodiversidade, equidade, diversidade, integridade e combate à corrupção, trabalho decente e inclusão social. Mais informações aqui. →
