Indisponibilidade hídrica
Uma das novidades do relatório deste ano foi abordar também os impactos dos hábitos humanos na disponibilidade hídrica global. Cerca de 50 países já enfrentam dificuldades na obtenção de água potável em níveis moderados ou graves, e o número de pessoas que sofrem com escassez sazonal deste bem deve aumentar como consequencia das mudanças climáticas. Além disso, o crescimento da população mundial e o aumento do consumo fizeram dobrar a exploração humana sobre os recursos naturais nos últimos 45 anos. Por tudo que demonstra o relatório, a ONG conclui que nem o objetivo mais modesto da Convenção de Diversidade Biológica – o de reduzir até 2010 o ritmo da perda de biodiversidade – será cumprido. →
Relatório-catástrofe
A WWF acaba de lançar seu relatório anual Planeta Vivo, com informações atualizadas sobre a saúde da natureza global. Através de índices temáticos criados para monitorar o estado da biodiversidade, a ONG mostra, por exemplo, que nos últimos 35 anos a biodiversidade no mundo reduziu a um terço. A degradação provocada pelos homens atualmente extrapola em 30% a capacidade da Terra em se regenerar. Ainda segundo a WWF, se o consumo humano sobre os recuros do planeta continuarem no mesmo ritmo, por volta do ano de 2030 nós precisaremos do equivalente a duas Terras para manter nosso estilo de vida. →
Estado de emergência na Chapada
A situação continua crítica no Parque Nacional da Chapada Diamantina, na Bahia. Há mais de uma semana, incêndios considerados criminosos atingem diversas regiões no interior da unidade de conservação. Os brigadistas já conseguiram controlar o foco de calor que atingiu cerca de dez mil hectares na cidade de Ibicoara e outros menores. Nesta terça-feira, no entanto, extensas linhas de fogo queimam as áreas de Capão Correia, Marimbus (onde fica Lençóis, principal ponto turístico da região), Chapadinha, Cachoeira do Ramalho e zona urbana de Mucugê. Os danos para a biodiversidade ainda são incalculáveis. →
Prioridades do Fundo
Nem Minc, e tampouco Ferraz, souberam dizer qual o enfoque deste primeiro projeto – já que ainda não tinham conversado com os demais membros do Comitê. Mas são sete as áreas passíveis de investimentos pelo Fundo Amazônia: gestão de florestas públicas e áreas protegidas; controle, monitoramento e fiscalização ambiental; manejo florestal sustentável; atividades econômicas desenvolvidas a partir do uso sustentável da floresta; zoneamento ecológico e econômico; conservação e uso sustentável da biodiversidade; e recuperação de áreas desmatadas. →
Espécies endêmicas correm risco
Segundo Gonçalves, as áreas atingidas são de fundamental valor para a biodiversidade da região. “Não há como fazer ainda uma avaliação das perdas, mas as áreas em chamas são muito importantes, com espécies endêmicas e raras. Há, por exemplo, pelo menos duas espécies de orquídeas que só ocorrem em Ibicoara”, afirma. Não existem ainda registros sobre a fauna atingida, mas a presença de gaviões nos focos de calor indica que muitos animais sucumbiram aos incêndios. →
Reintrodução deveria ser centro do debate
Para Marcelo Rocha, presidente da ONG SOS Fauna, essa transferência de atribuições não é garantia de que a situação vai melhorar, mas que ela ficará “menos pior” do que é hoje. “O estado é um pouco mais competente”, diz. Segundo ele, o Ibama não tem estrutura nem capacitação para cuidar dos animais apreendidos, por exemplo. Ele também salienta que o que deveria estar mesmo em questão é a reintrodução da fauna silvestre depois de aprendida. Atualmente, a soltura na natureza não é feita ou é muito pouco praticada, por isso alguns animais passam anos engaiolados. Segundo o diretor de Biodiversidade e Florestas do Ibama, Antônio Carlos Hummel, outros estados, como Paraná e Minas Gerais, devem assinar em breve acordos dessa natureza. →
Desmatamento é pior que crash financeiro
O mercado financeiro encolheu entre 1 trilhão e 1,5 trilhão de dólares nas últimas semanas. É muito, mas bem menos do que o mundo está perdendo com o desmatamento. Quem diz isso não é nenhum ambientalista, mas um estudo de um bancão alemão, o Deutsche Bank. A Economia dos Ecossistemas e Biodiversidade (Teeb, na sigla em inglês), assinado por economista do Deutsche, foi feito a pedido da União Européia. Os desperdícios anuais com derrubada de florestas são superiores a 2 trilhões de dólares e, dependendo dos cálculos utilizados, a cifra final do desperdício pode chegar a 5 trilhões de dólares. Além do custo ser maior, ele é contínuo, diz notícia da BBC News. →
Pássaros em perigo
O Congresso Mundial de Conservação, da IUCN, que termina nesta quinta em Barcelona, apresentou mais um estudo nada animador sobre o estado da biodiversidade ao redor do mundo. Desta vez, o alerta foi sobre a situação dos pássaros. A BirdLife International divulgou seu balanço indicando que populações de diversas espécies apresentam tendência negativa desde a avaliação anterior, feita em 2004. Usando a base de dados da Lista Vermelha da IUCN - também lançada esta semana - a ONG apontou 180 espécies como criticamente ameaçadas de extinção. O estudo revela um quadro especialmente complicado para as aves migratórias, pois muitas das chamadas Áreas Importantes para Pássaros (IBA, na sigla em inglês) estão sendo substituídas por agricultura. O estudo da BirdLife pode ser lido na internet. Inclusive com buscas diretas de espécies brasileiras. Clique aqui. →
Fundo para biodiversidade
Nos quatro dias do congresso em Barcelona, em que 8 mil participantes circularam por diversos workshops e assembléias, o resultado mais evidente é a percepção de que as coisas vão mal na proteção da biodiversidade. "Os governos não estão cumprindo seu compromisso de diminuir a perda de biodiversidade até 2010, estamos no caminho errado", resume Sebastian Winker, da IUCN. A meta de 2010 foi assinada pelos países do G8+5 (grupo dos países ricos mais economias emergentes, entre elas o Brasil) e Winker é o responsável por avaliar os avanços. O dado mais contundente é que a Lista de Espécies ameaçadas de extinção ainda continua bem larga, como noticiou O Eco. Para ajudar a reverter o quadro, o GEF (Global Environmental Facility) anunciou em Barcelona a criação de um fundo. Por enquanto 10 milhões de dólares estão garantidos e, segundo um dos gerentes do GEF, existem empresas, como a Pegeout, interessadas em contribuir. →
US$ 1 milhão para biomas
Indígenas, extrativistas, ribeirinhos e agricultores familiares no Cerrado e em áreas de transição para Amazônia, Caatinga, Mata Atlântica e Pantanal têm até 13 de outubro para enviar pedidos de doação de dinheiro ao Programa de Pequenos Projetos Ecossociais. O PPP-Ecos é executado pelas Nações Unidas e doará este ano um milhão de dólares para projetos de uso sustentável da biodiversidade e fortalecimento de comunidades tradicionais. Os recursos serão repassados a organizações civis sem fins lucrativos, escolhidas por meio de um edital que pode ser acessado aqui. →
Por que conservar a natureza afinal?
Há várias respostas. Pode-se dizer que ela nos é útil. Ou então, que protegê-la garante nossos recursos naturais. Mas o melhor é responder que a natureza é bonita e enriquece as nossas vidas. →
100 lugares para observar aves
Os amantes de aves podem ficar com água na boca: já está à venda o livro “Top 100 Birding Sites of The World”, de Dominic Couzens. Em 320 páginas, 400 fotos coloridas e 100 mapas, a escritora mostra os melhores lugares do planeta para observar pássaros. A seleção vai desde o Pingüim-Imperador da Antártica até os flamingos do Grande Vale do Rift, na África. Para atiçar a curiosidade dos leitores, o jornal The Guardian publicou quinze belas imagens contidas na obra. Os destaques vão para o tucano de bico colorico, que caça uma fruta nas florestas panamenhas, e o abelharuco africano, uma das 2.400 espécies que vivem no segundo continente mais rico em biodiversidade de aves da Terra. →
Conservação nas telas
Duas organizações ambientalistas brasileiras estão em Barcelona, onde ocorre o Congresso Mundial de Conservação da IUCN, para mostrarem seus trabalhos. Nesta terça o IPÊ (Instituto de Pesquisas Ecológicas), e a Fundação O Boticário vão apresentar filmes nas seções do Cine da Conservação. O IPÊ vai exibir "Um estudo de caso de responsabilidade social e ambiental", onde conta sobre a parceria entre a ONG e a empresa que produz as sandálias Havaianas. Já O Boticário vai marcar presença com o filme "Mudança Climática e Conservação da Biodiversidade". Se os vídeos forem para o You Tube, a gente promete mostrar aqui em O Eco. →
Celebração adiada
Foi adiada para o dia 5 de novembro a comemoração dos dez anos do Museu do Homem Americano, entidade que faz levantamentos sobre a biodiversidade e os registros arqueológicos do Parque Nacional da Serra da Capivara (PI). A decisão atende a um pedido do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, que não poderia participar do encontro anteriormente confirmado para 10 de outubro. →
O tamanho da crise da biodiversidade
IUCN divulga sua lista de espécies ameaçadas de extinção. Ela mostra que 25% dos mamíferos podem desaparecer. No Brasil, a ameaça a primatas está cada vez menor. →
