Especialistas do Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) alertam que o monitoramento da qualidade do ar nas metrópoles brasileira é precário e insuficiente e que há necessidade urgente de revisão e atualização dos índices limites hoje vigentes. Os padrões nacionais estão bem abaixo dos recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e, em muitos casos, mesmo quando os informes oficiais apontam qualidade boa, a concentração de poluentes pode provocar graves danos à saúde. Além de chamar a atenção para as deficiências nos sistemas hoje existentes, os técnicos defendem a necessidade de se lidar com a poluição por meio de programas completos, mais amplos que o mero monitoramento pontual da qualidade do ar. Foi destacada a importância de que as fontes de poluição sejam identificadas e de que políticas específicas sejam formuladas tendo em vista os problemas apontados.
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As constatações e dados preliminares de um levantamento feito pelo IEMA foram apresentados nesta semana em um evento fechado em São Paulo. As informações reunidas foram disponibilizadas a representantes de instituições voltadas para defesa do meio ambiente, convidados a debater as constatações feitas por técnicos e pesquisadores. O estudo completo sobre a questão está prestes a ser concluído e deve ser apresentado nas próximas semanas. O portal ((o)) eco, que conta com ((o)) ecocidades, seção destinada à discussão de qualidade de vida e sustentabilidade nos meios urbanos, participou do debate.
A mobilização pretende reunir elementos para a formulação de políticas públicas e ampliar a transparência sobre os dados oficiais. Além do Ministério do Verde e Meio Ambiente, o IEMA pretende envolver integrantes de outras pastas no debate. Em função dos impactos na saúde relacionados à péssima qualidade do ar, o Ministério da Saúde recebeu ofício para participar das discussões. O Ministério dos Transportes também já foi convidado, tendo em vista que a poluição do ar muitas vezes está diretamente relacionada à mobilidade. Nas cidades, são os veículos automotores os principais responsáveis pelos níveis alarmantes de poluição. Candidatos às prefeituras de todo o Brasil também devem ser envolvidos.
O Outras Vias seguirá acompanhando a questão e divulgará as informações em detalhes assim que o estudo for concluído e informações consolidadas forem disponibilizadas para o público em geral. Até lá, quem mora em São Paulo, no Rio de Janeiro ou em qualquer metrópole brasileira marcada por congestionamentos constantes, só precisa olhar para a camada cinza e marrom visível no horizonte para se dar conta da necessidade de mudanças e medidas urgentes. Cof, cof, cof.
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