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Manifestação pressiona Paes a criar novas áreas protegidas no Rio antes de saída da prefeitura

Projeto de decreto que cria Corredor Azul, com quatro novas unidades de conservação que conectam os parques da Pedra Branca e da Tijuca aguarda assinatura do Executivo municipal

Duda Menegassi ·
18 de março de 2026

O prefeito Eduardo Paes (PSD) vive seus últimos dias de prefeito do Rio de Janeiro, marcada para sexta-feira (20), quando sai para poder dar início à disputa do governo estadual fluminense. Antes da sua despedida da cadeira mais alta do poder executivo carioca, uma manifestação liderada pela Associação de Moradores e Amigos da Freguesia de Jacarepaguá (AMAF) pressiona para que o ainda prefeito assine o decreto de criação do Corredor Azul. A proposta cria quatro unidades de conservação (UCs) para conectar os maciços da Pedra Branca e da Tijuca, onde estão os parques estadual e nacional, respectivamente, de mesmo nome.

“O processo já passou por todos os ritos necessários para criação de unidade de conservação. Agora a última etapa é a assinatura do prefeito”, defende a diretora da AMAF, Juliana Fernandes. O plano da Associação é aumentar a pressão para que Eduardo Paes assine os decretos nos próximos dois dias e conclua o processo iniciado durante sua gestão municipal.




O ato realizado nesta quarta-feira (18) de manhã, no bairro de Jacarepaguá, zona oeste do Rio, reuniu moradores da cidade e chamou atenção de quem passava nas ruas sobre a importância da criação do complexo de UCs.

Há cerca de cinco anos, a AMAF lidera os esforços pela criação de uma área protegida em Jacarepaguá, no limite oeste do maciço da Tijuca, não contemplado pelo parque nacional. O pleito foi acolhido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima (SMAC) e anexado ao projeto intitulado Corredor Azul, que visa conectar os maciços da Pedra Branca e da Tijuca, passando pelo complexo lagunar de Jacarepaguá. 

Em 2025 foi divulgado o estudo técnico e em agosto foi realizada a consulta pública que apresentou a proposta das quatro novas UCs que compõem o corredor: um Refúgio de Vida Silvestre na vertente oeste do maciço da Tijuca, área drenante para o Sistema Lagunar de Jacarepaguá; um Monumento Natural na Pedra da Panela; um Parque Natural Municipal nos brejos e mangues no entorno da Lagoa do Camorim; e uma Área de Proteção Ambiental que abrangeria diretamente as lagoas da Tijuca, Camorim e de Jacarepaguá. 

“Essas unidades de conservação têm um potencial de mitigação de inundações e desabamentos enorme porque você protege áreas de inclinação e bastante vegetação. No caso do Refúgio em Jacarepaguá você protege ainda a continuação da Floresta da Tijuca, então protege os recursos hídricos e a biodiversidade que ela guarda”, destaca a diretora da AMAF, Juliana Fernandes.

Mapa com áreas propostas para as UCs do Corredor Azul. Fonte: Estudo Técnico para Criação de Unidades de Conservação na Baixada de Jacarepaguá
  • Duda Menegassi

    Jornalista ambiental especializada em unidades de conservação, montanhismo e divulgação científica.

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