Salada Verde
25 de agosto de 2008

Dragões estranham humanos na Indonésia

Reportagem no The Wall Street Journal traz uma história que poderia estar acontecendo em qualquer unidade de conservação brasileira. Mas ela se passa no Parque Nacional Comodo, na Indonésia, criado para proteger um dos últimos habitats naturais do dragão-de-comodo, aquele lagartão gigante que a gente costuma ver em canais de TV à cabo como o NatGeo ou o Discovery Channel. Pois bem, os dragões estão estranhando os humanos locais, cerca de 4 mil, que vivem em vilas de pescadores dentro do próprio parque. No ano passado, um dos bichos matou, e comeu, uma criança.

Por Salada Verde
25 de agosto de 2008
Salada Verde
25 de agosto de 2008

Expansão x dragões

Os dragões de Comodo são carnívoros. Mas atacar humanos é coisa recente para eles. Segundo as autoridades indonésias, a tensão entre eles e os pescadores tem a ver com a expansão populacional de suas vilas no últimos anos. Há mais gente caçando pequenos mamíferos que servem de alimento para os animais e os bodes, frangos e peixes trazidos para as vilas viraram uma tentação para o dragão. Quando tentam mantê-los longe desse butim, os bichos ficam irritados e tendem a se tornar agressivos com humanos.

Por Salada Verde
25 de agosto de 2008
Salada Verde
25 de agosto de 2008

A culpa é das ongs e do Ibama indonésio

Os pescadores, que não matam em hipótese alguma os dragões de comodo por acredita que neles vivem os espíritos de seus ancestrais, dizem que a situaçnao foi criada pelas ongs que fizeram o plano de manejo do Parque Nacional Comodo hea três anos. O plano acabou com duas práticas dos pescadores que, segundo eles, mantinham os dragões calmos. Uma era a caça de veados cuja carcaça era deixada para os animais comerem, numa espécie de sacrifício. A outra, amarrar um bode para servir de banquete para os dragões de Comodo. Essa última atividade, muito difundida, servia aos dragões e aos pescadores, que cobravam dinheiro de turistas para deixá-los ver um bode ser estraçalhado pelos lagartões.

Por Salada Verde
25 de agosto de 2008
Fotografia
25 de agosto de 2008

Bugio

O bugio observava, com expressão de filósofo, a comitiva de primatólogos e turistas em visita às terras do fazendeiro Feliciano Miguel Abdalla, cujas matas preservaram os muriquis de Caratinga. Para isso, afastara-se de seu bando, o que talvez explique a aparência meio deprimida, e se plantara numa forquilha bem alta, na borda da floresta. Marcos Sá Corrêa fotografou-o, a mais ou menos 20 metros, com câmera digital Canon 10D em ISO 200 e lente Canon zoom de 100-400 milímetros. O bicho, mais do que acostumado à rotina da observação de macacos no centro de estudos do Matão, comportou-se durante a sessão como se pensasse: "Irracional, eu?"

Por Redação ((o))eco
25 de agosto de 2008
Análises
25 de agosto de 2008

Chocolate da Mata Atlântica

A Bahia mistura agricultura e turismo com preservação da biodiversidade a partir do chocolate. A produção do cacau ganha mais valor e, de quebra, um excelente apelo de marketing.

Por Eduardo Athayde
25 de agosto de 2008
Salada Verde
22 de agosto de 2008

Para técnicos, Madeira não teria licença

O licenciamento das usinas do rio Madeira não pará de proporcionar surpresas. A última delas pode ser lida no parecer dos técnicos do Ibama sobre o pedido de Licença de Instalação da hidrelétrica de Santo Antônio, a primeira a ser concedida no Madeira. Na conclusão pode se ler com todas as letras a recomendação contrária à Licença . Mesmo assim no último dia 11 de agosto, o presidente do órgão, Roberto Messias, assinou a autorização para o ínicio das obras. Segundo o parecer, que pode ser lido aqui, o Consórcio Madeira Energia, formado por Odebrecht e Furnas, não cumpriu diversas condicionantes impostas na Licença Prévia. Para os técnicos do Ibama as propostas do consórcio "expõem uma certa insipiência do Projeto Básico Ambiental" e recomenda-se a não concessão da Licença de Instalação ao aproveitamento hidrelétrico de Santo Antônio, pleiteada pelo Consórcio Madeira Energia S.A".

Por Salada Verde
22 de agosto de 2008
Salada Verde
22 de agosto de 2008

Comida no lixo, água desperdiçada

Aqui no Brasil, o presidente da República acha que a melhor maneira de manter os preços dos alimentos acessíveis é a expansão da fronteira agrícola. Para um relatório chancelado pelo respeitadíssimo Instituto Internacional da Água de Estocolmo, na Suécia, a solução seria reduzir o nível de desperdício de comida. O estudo diz que 50% da comida produzida no mundo, por ineficiências na cadeia de produção ou o olho grande demais de consumidores, acaba no lixo. E por que uma turma que cuida de água se ocuparia com essa questão sobre alimentos? Porque produzir comida demanda água. E cada pedaço de carne ou espiga de milho que acaba no lixo significa que, junto com a comida, estamos também jogando fora água. O relatório, em inglês, pode ser baixado aqui em arquivo pdf.

Por Salada Verde
22 de agosto de 2008
Salada Verde
22 de agosto de 2008

Collette gerou comoção popular

A saga da baleia causou comoção na Austrália, que batizou o bicho primeiro de Colin e depois, quando se descobriu que era uma fêmea, de Collete. Muita gente apareceu na área onde a baleia se encontrava com mamadeiras imensas e tubos de alimentação. Na hora em que ela foi posta para dormir , havia uma multidão no local, que vaiou a plenos pulmões quando os veterinários que carregavam a dose letal de anestesia apareceram num bote. Bunna Lowrie, um médium aborígene que se diz capaz de falar com baleias também foi ver Collete. Conversou com a bicha para incentivá-la a voltar ao alto mar e até cantou para ela. Collete não lhe deu ouvidos

Por Salada Verde
22 de agosto de 2008
Salada Verde
22 de agosto de 2008

… e muita polêmica entre os especialistas

Os entendidos em baleia também trocaram farpas por causa da filhote de jubarte. Alguns, como mostra esse vídeo da CNN postado no You Tube, diziam que era possível salvá-la dando-lhe uma gororoba feita com leite e restos de peixe, usada para alimentar cetáceos jovens em aquários americanos. As autoridades australianas rebateram dizendo que a mistura não era um problema. A questão era como fazê-la chegar até o estômago de um animal com aquele tamanhão e nenhum hábito de contato com seres humanos. Collete, ao morrer estava com entre duas e três semanas de idade e 4 metros e meio de comprimento.

Por Salada Verde
22 de agosto de 2008
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