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29 de janeiro de 2007

Nova fronteira

Os donos do dinheiro estão percebendo que a boa agora vai ser ditar os rumos da política energética nos Estados Unidos. É o que mostra reportagem publicada nesta segunda-feira no New York Times. Quando Bush falou em incentivar as energias alternativas, um grupo de investidores do Vale do Silício estava de ouvidos bem abertos. Gente que bancou idéias como o Google e You Tube. Pois o fato é que estes capitalistas já colocaram bastante dinheiro em projetos inovadores de energia solar, biocombustíveis e outros mais. E agora que até o presidente americano se rendeu à necessidade de reduzir o consumo de fontes fósseis, os investidores estão fazendo lobby em Washington para emplacar algumas de suas inovações.

Por Redação ((o))eco
29 de janeiro de 2007
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29 de janeiro de 2007

Temporada de combate

Ambientalistas do Greenpeace estão prontos para zarpar da Nova Zelândia para iniciar a campanha contra a caça de baleias deste ano. Segundo texto publicado no site do Planet Ark, o barco Esperanza vai deixar a Oceania e rumar em direção a navios baleeiros japoneses. O Japão não respeita a moratória internacional de caça às baleias e as mata aos milhares todos os anos. O diretor da campanha pelo Greenpeace, Karli Thomas, conta que no ano passado, a ação da ONG impediu a morte de 82 baleias.

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29 de janeiro de 2007
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29 de janeiro de 2007

Alternativa

Enquanto no Brasil o governo tenta resolver o crescimento de demanda por energia propondo a velha combinação, que era uma novidade nos anos 70, de mega projetos hidrelétricos com expansão da produção das usinas nucleares de Angra dos Reis, lá fora, governantes e cientistas correm atrás de alternativas que podem de fato ser revolucionárias. A última chama-se energia geotérmica e sua possibilidade de uso futuro em massa está esquadrinhada num estudo do MIT que foi encomendado pelas autoridades americanas. Ele tem 372 páginas, está disponível para download em pdf e diz que essa fonte energética tem condições de suprir boa parte da demanda dos Estados Unidos por eletricidade em 2050.

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29 de janeiro de 2007
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29 de janeiro de 2007

Real

A produção de energia geotérmica baseia-se na extração do calor gerado por rochas debaixo da superfície da terra. Já existe na Califórnia uma usina que captura esse calor para iluminar 1 milhão de casas no Norte do estado americano.

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29 de janeiro de 2007
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29 de janeiro de 2007

Golaço

Tudo indica que o Brasil bateu, em 2006, a meta de produção florestal que estava prevista para 2013.

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29 de janeiro de 2007
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29 de janeiro de 2007

Falou e disse

“Lamentavelmente, é forçoso concluir que os senhores deputados – 
representantes do povo, que receberam com um voto uma “procuração” para defenderem os interesses da coletividade, estejam andando na contra-mão destes interesses, pois em detrimento da sociedade, estão privilegiando uma minoria de indivíduos, sem qualquer justificativa
convincente”. Palavras do juiz José Zuquim no texto da liminar que concedeu, na última sexta-feira, suspendo os efeitos de lei recém-aprovada pela Assembléia Legislativa de Mato Grosso reduzindo a área do parque Estadual do Cristalino.

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29 de janeiro de 2007
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29 de janeiro de 2007

Um ponto

O encontro entre Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, Tasso Azevedo, diretor do Serviço Florestal Brasileiro, e Demian Fioca, presidente do BNDES, para discutir a abertura de duas linhas de crédito para fomento de atividades nos distritos florestais que o governo está criando na Amazônia foi curta e objetiva. Decidiu-se concentrar esforços para botar de pé linha de crédito específica para incentivar o reflorestamento em um milhão de hectares no distrito de Carajás, no Leste do Pará. Ela vai destinar um volume razoável de dinheiro para financiar a compra, pelas siderúrgicas da região, da produção de eucaliptos em pequenas propriedades. Falta apenas decidir a quantia. Fioca e Azevedo já chegaram a um número, que precisa do aval da área técnica do BNDES.

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29 de janeiro de 2007
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29 de janeiro de 2007

Radiografia

O distrito florestal de Carajás deve ser criado formalmente em março com 25 milhões de hectares dos quais 40% estão desmatados. Vivem lá cerca de 200 mil pessoas ocupando propriedades com tamanho médio de 40 hectares. Nos últimos anos, o principal fator de pressão para a derrubada de árvores na região tem vindo da necessidade dos produtores de ferro guza de obterem carvão vegetal para fazer seus fornos funcionarem. A média anual de desmatamento estava girando em torno dos 150 mil hectares. O governo interviu pesado na região no ano passado.

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29 de janeiro de 2007
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29 de janeiro de 2007

Destino

Brasília ainda não sabe o que fazer com os 100 mil metros cúbicos de carvão vegetal que foram apreendidos em Carajás no ano passado. O desejo do governo era vender todo esse volume. A idéia enfrenta obstáculos legais.

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29 de janeiro de 2007
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29 de janeiro de 2007

Dois pontos

Além da questão do financiamento para fomentar o replantio de floresta em Carajás, há outros dois pontos a serem resolvidos para colocar o distrito florestal da região de pé. A primeira é a adesão das siderúrgicas a um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), que prevê a redução de sua produção de ferro guza para ajustá-la a capacidade da região de produção legal de carvão vegetal. A segunda é definir mecanismos para incentivar o plantio de árvores nativas. A política de reflorestamento do governo prevê um limite de 40% dos um milhão de hectares que serão destinados ao reflorestamento para o plantio de eucaliptos.

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29 de janeiro de 2007
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29 de janeiro de 2007

Dúvidas

Não será tarefa fácil incentivar o reflorestamento com espécies nativas no distrito florestal de Carajás. Os proprietários locais, sempre que conversam com gente do governo sobre o assunto, fazem quatro perguntas. Onde conseguem sementes, onde conseguem mudas, se elas vão crescer e quem compra a madeira que for explorada? As respostas que ouvem são, pela ordem, na floresta, plantando, difícil dizer e “existem, na região, 11 pólos madeireiros”.

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29 de janeiro de 2007
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