Notícias
19 de abril de 2005

A nova lei do Pará

Quase cinco meses depois do previsto, a Assembléia Legislativa do Pará aprovou por unanimidade o plano de Macrozoneamento Ecológico-Econômico do Estado. Depois de passar por muitos acertos, o projeto foi entregue pelo governador Simão Jatene (PSDB) ao presidente da casa em fevereiro e posto em votação nesta terça-feira, dia 19 de abril. O documento, que agora é lei, define como devem ser utilizadas as terras do Pará. Mais de 60% do território estão reservados para a criação de unidades de conservação e áreas de manejo sustentável.

Por Redação ((o))eco
19 de abril de 2005
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19 de abril de 2005

A vez de Sergipe

Está prestes a sair do papel o primeiro Parque Nacional no estado de Sergipe. O decreto de criação do Parque Nacional da Serra de Itabaiana deve seguir nos próximos dias para a sanção presidencial. A região já era conhecida como Estação Ecológica, embora o processo de criação da unidade de conservação nunca tenha sido concluído. Agora, como Parque Nacional, em vez do uso restrito à pesquisa a área poderá abrigar atividades de ecoturismo. Localizada a cerca de 50 km de Aracaju, a Serra de Itabaiana é rica em nascentes e conta com belas cachoeiras, além de funcionar como área de transição entre a Mata Atlântica, a Caatinga e o Cerrado. O Ibama ainda não estipulou o número de funcionários que vão cuidar dos 7 mil hectares de área preservada. Mas sabe que um dos maiores desafios na Serra de Itabaiana é o combate ao fogo. Todos os anos são contabilizados centenas de focos na região, por isso uma brigada anti-incêndio com 30 pessoas começou a ser treinada nesta terça-feira, 19 de abril.

Por andreia Andreia Fanzeres
19 de abril de 2005
Colunas
19 de abril de 2005

Em busca de estilo próprio

Dez anos depois de se emancipar, o balneário de Armação de Búzios (RJ) quer rever o "estilo Búzios" e preservar a cidade pela valorização do urbanismo e do meio ambiente.

Por Carla Rodrigues
19 de abril de 2005
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19 de abril de 2005

Terra sem dono

Um problema inesperado está atrasando a reconstrução da cidade Aceh, Indonésia, destruída pelas tsunamis. A organização internacional responsével por ajudar os sobreviventes não está conseguindo construir novas casas nem hospitais por causa de disputas de terra. Em alguns lugares, mais de uma pessoa afirma ser a dona do terreno, conta o The Guardian.

Por Carolina Elia
19 de abril de 2005
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19 de abril de 2005

Lagoa de metais pesados

Além de receber uma alta dose de esgoto todos os dias, a Lagoa Rodrigo de Freitas tem metais pesados depositados em seu fundo. O alerta foi feito pela Comissão de Defesa do Meio Ambiente da Assembléia Legislativa e saiu nas páginas de O Globo. O material é cancerígeno e pode estar vindo de despejos ilegais realizados por postos de gasolina.

Por Carolina Elia
19 de abril de 2005
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19 de abril de 2005

Desaparecidas

Cinco mulheres entre 35 e 60 anos desapareceram domingo numa trilha em Petrópolis, região serrana do Rio. Três eram irmãs e o grupo estava acostumado a andar pela mata. Elas chegaram a fazer contato por celular no meio da caminhada, mas depois sumiram, revela o Globo. Hoje as buscas iam ser feitas de helicóptero.

Por Carolina Elia
19 de abril de 2005
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19 de abril de 2005

Onda Gigante

Uma onda de 21 metros quebrou vidraças, inundou cabines e levou a tripulação do transatlântico Norwegian Dawn ao desespero. A massa de água atingiu o navio que ia da Noruega para Nova York durante uma tempestade, no sábado. Com descreve a matéria da Folha de São Paulo (só para assinantes), foi uma mistura de lembranças do naufrágio do Titanic e das tsunamis na Ásia. Quatro pessoas ficaram levemente feridas.

Por Carolina Elia
19 de abril de 2005
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19 de abril de 2005

Salvando as araucárias

Pesquisadores da Universidade Federal do Paraná conseguiram realizar a polinização artificial da araucária. Espécie de árvore que cobria 52% do Paraná no início do século XX e hoje está presente em apenas 0,8% do estado, lembra a Folha de São Paulo. O resultado permitirá aumentar a diversidade genética das araucárias e preservá-las.

Por Carolina Elia
19 de abril de 2005
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19 de abril de 2005

Começou

A seca que atingiu o sul do Brasil consumou o que já se previa: a queda da produtividade da soja. Segundo a Folha de São Paulo, a produção no Rio Grande do Sul foi a mais baixa desde 1970. A expectativa é colher cerca de 72% menos do que o previsto. Pior, é que agora, na época da colheita, começou a chover torrencialmente na região.

Por Carolina Elia
19 de abril de 2005
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19 de abril de 2005

Salmões americanos

Ser salmão nos Estados Unidos e querer chegar ao Oceano Pacífico não é fácil. Em certos casos é preciso enfrentar oito barragens em um só Rio. O problema levou o governo americano a investir em tecnologias capazes de ajudar os peixes a ultrapassarem os obstáculos, mas a escolha dessas tecnologias virou um debate, relata o The New York Times (gratuito, mas pede cadastro).

Por Carolina Elia
19 de abril de 2005
Análises
19 de abril de 2005

Rodeios

De Sílvia Luiza Lakatos34 anos, jornalista, São Paulo, SPPrezada Sílvia Pilz,A única coisa certa que você escreveu no seu texto foi acerca da brutalidade e violência infligidas aos chamados "animais de consumo". Como vegetariana convicta e ativista pela causa dos animais, sinto-me à vontade para questioná-la acerca de um outro ponto: o fato de certos animais sofrerem mais do que as vítimas dos rodeios, torna legítimo o uso de aparelhos de tortura (sedem, peiteira, esporas) contra os cavalos e touros escravizados nestes espetáculos? Aliás, é por causa da dor provocada por estes instrumentos, habilmente manejados pelos peões, que os animais saltam, e não porque achem isso "divertido". De qualquer modo, o fato de alguns animais sofrerem mais do que outros não torna qualquer forma de tortura menos cruel. Crer nisso seria como dizer que, uma vez que existem crianças abandonadas e jovens confinados na FEBEM, os pais de família ricos e que oferecem conforto material a suas crianças têm o direito de espancá-las e castigá-las.A novela AMÉRICA e o recente episódio envolvendo o publicitário Duda Mendonça são fatos emblemáticos, que dão aos poucos brasileiros engajados na luta pela defesa dos animais a chance de levantar bandeiras e conclamar a população a refletir sobre a nossa relação com seres não-humanos. Não sei se a senhora viu o que uns jovens nefastos fizeram recentemente, a uma cadelinha grávida, em Pelotas (RS)... Eles a amarraram no pára-choques do automóvel e a arrastaram, viva, pelas ruas, até esfacelarem completamente a pobrezinha, matando-a e também aos filhotes que ela trazia no ventre... Fizeram isso por "diversão". Enquanto as pessoas acharem que é divertido torturar e matar animais, nossa sociedade não se tornará menos violenta. O desrespeito começa assim -- nos rodeios, nas rinhas, nas touradas, nas vaquejadas, nos tiros de chumbinho contra o gato do vizinho... E vai culminar no aumento da criminalidade, na dessensibilização, em estupros, em assassinatos. O abuso e a crueldade contra os mais fracos são a porta de entrada para todos os males.Lamento que alguém tenha feito menções desrespeitosas à filha morta de Glória Perez. Esta atitude não foi e jamais seria típica das pessoas ligadas aos grupos ativistas que conheço. Talvez tenha sido até obra de algum provocador infiltrado, ou simplesmente de uma pessoa tola e insensível, que confundiu engajamento com discurso atabalhoado e violência gratuita. Posso lhe assegurar que não concordamos com nada disso.Enfim, espero que um dia todos sejam respeitados, independentemente da quantidade de patas que possuem, da capacidade de usar os polegares opositores ou do nível de Q.I.Grata pela atenção,Resposta da colunista:Prezada Silvia Não acredito que eu e você discordemos. Exceto num ponto. Sou contra o marketing de oportunidade para levantar bandeiras políticas. Corre-se o risco de imaginar que os problemas são pontuais e isolados.

Por Redação ((o))eco
19 de abril de 2005
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