Uma moradora de Manaus escreveu para O Eco relatando a situação insalubre que a população tem enfrentado por causa da seca severa e da fumaça que desde o final do mês de setembro cobrem a capital amazonense por algumas manhãs. Agravada pelo fenômeno El Niño, que aquece as águas do oceano Pacífico, a seca tem baixado drasticamente o nível do rio Negro, causando um outro efeito inconveniente. “Ele produz uma certa sensação claustrofóbica, pois a fumaça deixa o céu completamente branco e o teto de nuvens aparentemente bem baixo. O aeroporto do Manaus chega a ser fechado e as embarcações não podem fazer travessias”, relata Laura Añon.
Instituições como o INPA (Programa LBA), SIPAM e INMET relatam que toda esta fumaça é resultado da inversão térmica somada ao pouco vento, falta de chuvas e principalmente por causa das queimadas que continuam acontecendo dentro e ao redor da cidade. Os problemas respiratórios viraram rotina na cidade que é conhecida pelos elevadíssimos índices de umidade do ar e chuvas torrenciais. Em novembro, a população ouviu pela primeira vez o Instituto Nacional de Meteorologia falar em chuva ácida na cidade. “Uma tristeza ver uma cidade no meio da Floresta Amazônica passando por estes problemas ambientais”, desabafa a moradora.
Veja abaixo imagem de satélite do dia 30 de novembro com pluma branca e focos de queimada. Use os cursores + e – para dar zoom na imagem. (crédito: Sensor MODIS/arte O Eco)
Leia também
Estudo alerta para riscos sanitários da BR-319 e da mineração de potássio no Amazonas
Pesquisadores apontam que obras de infraestrutura e mineração podem mobilizar microrganismos com potencial patogênico, ampliando riscos ambientais e de saúde pública na Amazônia Central →
Fórum do Mar Patagônico cobra protagonismo regional na implementação do tratado do alto-mar
Coalizão de ONGs do Brasil, Argentina, Uruguai e Chile destaca a entrada em vigor do acordo e defende liderança regional para proteger áreas-chave do alto-mar e a biodiversidade marinha →
Bom senso e planejamento não são opcionais no montanhismo
O caso recente do rapaz que se perdeu no Pico do Paraná ilustra uma era onde “chegar ao topo” atropela o respeito pelo caminho – e pela montanha →





