Insistente, a catarinense Apremavi – Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida enviou em fevereiro um novo ofício (veja aqui) à Polícia Federal (PF) e ao Ibama denunciando desmatamentos de araucárias para plantio de eucaliptos (!!) no município de Santa Terezinha, a trezentos quilômetros de Florianópolis. Na região, foram lavrados 65 autos e foram feitos 54 procedimentos de infração criminal pela PF, só em setembro passado. Mas pelo visto, as ilegalidades se perpetuam. A série de denúncias sobre os crimes ambientais se arrasta há quase um ano.
O problema poderia ser contido com a criação do Refúgio de Vida Silvestre do Rio da Prata, apontam ambientalistas, mas a medida está empacada, bem como a efetivação de outras áreas protegidas naquele estado, como o parque nacional Campo dos Padres. Fontes do ministério do Meio Ambiente comentam que essas questões foram acertadas com a Casa Civil e outras pastas da administração federal. A pedra no caminho se chama governador Luiz Henrique da Silveira. Falta coragem e pressão política federal.
Saiba mais:
Reforço na denúncia à Lula
Santa Catarina às avessas
Leia também
Palmeira “albina” intriga pesquisadores em reserva do Acre
Exemplar da palmeira ouricuri sem clorofila está sendo monitorada por servidores do ICMBio. Objetivo é identificar desenvolvimento e tempo de sobrevivência →
MPF pressiona por ordenamento em área esquecida do Parque Nacional da Tijuca
Sem ações de fiscalização há pelo menos uma década, Morro Cardoso Fontes sofre com práticas irregulares de grupos religiosos, desmatamentos e queimadas →
Mudanças na polícia ambiental do RJ podem tirar efetivo das ruas, alertam especialistas
Fontes ouvidas por ((o))eco dizem que novos batalhões geram demandas administrativas que podem prejudicar patrulhamento; PMERJ diz que fará “remanejamento interno” para dar conta →




