Salada Verde

Onça amputada é encontrada no MS

Polícia Militar Ambiental do estado foi chamada para socorrer onça atropelada, mas ao chegar encontrou o animal morto e sem três pernas.

Redação ((o))eco ·
9 de fevereiro de 2011 · 15 anos atrás
Salada Verde
Sua porção fresquinha de informações sobre o meio ambiente

Costume frequente de colecionadores da fauna silvestre é considerado crime ambiental (foto- PMA/MS)
Costume frequente de colecionadores da fauna silvestre é considerado crime ambiental (foto- PMA/MS)

Campo Grande (MS) – Ao ser acionada para atender uma ocorrência de atropelamento de animal silvestre em uma rodovia de acesso ao distrito de Paraíso das Águas, no nordeste de Mato Grosso do Sul, equipe da Polícia Militar Ambiental (PMA-MS) deparou-se com uma situação um tanto inusitada.

A informação era que uma onça-parda adulta fora atropelada e que estaria agonizando. Os policiais deslocaram-se imediatamente ao local e, ao chegarem, constataram que o animal já estava morto, porém três membros tinham sido arrancados.

A prática, segundo os policiais, é comum na zona rural. Pessoas guardam peles, plumas e outras partes de animais para ostentarem como “lembranças” em demonstração de bravura.

O fato remete a um costume freqüente no interior do país, principalmente na região Norte, onde é comum encontrar chaveiros feitos com insetos ou membros de animais silvestres. Vale ressaltar que possuir ou transportar qualquer produto ou subproduto da fauna brasileira sem autorização é crime.

As penas são as mesmas de se ter abatido o animal: “Tanto faz a pessoa ser flagrada com uma onça, ou com a pata ou o couro, pois responderá por crime ambiental. A pena prevista é de seis meses a um ano e meio de prisão e a multa é de R$ 5 mil por animal ou por parte dele, no caso da onça-parda, visto que a espécie está sob risco de extinção”, alerta o chefe do Núcleo de Educação Ambiental da PMA-MS, capitão Ednilson Queiroz.

Outra ocorrência de atropelamento atendida pela PMA foi o recolhimento de um cervo adulto, pesando aproximadamente 250 kg, que fora atropelado na manhã desta segunda-feira. Um policial ambiental que saía de serviço encontrou o animal, por volta das 7h30min, na rodovia MS-276, que liga Batayporã a Anaurilândia, próximo à ponte sobre o rio Samambaia. O animal ainda estava vivo no momento em que foi encontrado, porém, quando a viatura que foi acionada chegou, ele já estava morto.

Ambos os animais foram encaminhados para o Comando da PMA, onde serão taxidermizados e posteriormente utilizados nos trabalhos de Educação Ambiental da Polícia Militar Ambiental.(Fabio Pellegrini)

Leia também

Externo
15 de janeiro de 2026

Por que forçar as pessoas a adotar práticas ecológicas pode sair pela culatra

Um novo estudo revela um dilema para a política climática: as pessoas não gostam quando dizem a elas o que fazer

Por Tik Root
Notícias
15 de janeiro de 2026

Saúde na Amazônia precisa ser redesenhada diante da crise climática, defendem pesquisadores

SUS na Amazônia precisa se adaptar às mudanças climáticas, incorporando saberes tradicionais, indicadores locais e estratégias de cuidado ajustadas ao território, apoiam

Colunas
14 de janeiro de 2026

As florestas que não podem ficar de fora das metas de 2026

Para evitar o colapso de ecossistemas e a morte de milhões de pessoas devemos priorizar ações para aprimorar a governança e o florestamento de regiões marinhas-costeiras

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.