Estudos da ong Fundação Pró Natureza (Funatura) convergiram num decreto assinado em 12 de abril de 1989 pelo então presidente José Sarney que formalizou a proteção de hoje quase 231 mil hectares no Parque Nacional do Grande Sertão Veredas (MG/BA).
Além de abrigar animais, plantas e águas do Cerrado, ele mantém cenários inspiradores da obra de Guimarães Rosa (1908-1967), diplomata e escritor brasileiro mundialmente reconhecido. Seu único romance, “Grande Sertão:Veredas”, foi traduzido para inúmeras línguas.
A obra levanta hoje a lebre da dramática situação do Cerrado, devorado diuturnamente pelo desmate criminoso ou autorizado por uma legislação florestal extremamente permissiva. Mais do que nunca, a conservação do bioma “quer da gente é coragem”, como escreveu Guimarães Rosa.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
A importância dos botecos
Numa mesa de bar nasceu, em 77, a ideia de preservar os Gerais. Hoje o Parque Grande Sertão Veredas é realidade, graças a uma longa luta que uniu ONGs e governo →
Vão-do-Buraco e a ecologia de Grande Sertão: Veredas
São sempre poucas as páginas de Grande Sertão: Veredas em que não se encontra uma descrição detalhada dos seus sertões. Foto: Sérgio Abranches →
Parque Nacional Grande Sertão Veredas diminui passivo fundiário
Para compensar desmatamento de reserva legal, proprietário comprou área privada localizada no interior do parque e doou ao ICMBio. →

