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Intervenção tardia

A mulher que fica calada diante da expansão da soja e do gado Amazônia adentro, não reage ao desenvolvimentismo caótico do governo, assenta gente em áreas de floresta e escreve artigo de jornal defendendo a transposição do São Francisco, finalmente indignou-se em favor do meio ambiente. Já não era sem tempo. Marina Silva, segundo a Folha de S. Paulo, ficou indignada com a morte-protesto de ambientalista por conta dos planos de instalar usinas de álcool e plantações de cana nas bordas do Pantanal matogrossense. A ministra soltou uma nota dizendo que é contrária à idéia, defendida por seu colega de petismo e governador de Mato Grosso do Sul, Zeca do PT, e que se ela for levada adiante, a sobrevivência do ecossistema do Pantanal ficará sob sério risco. A indignação da ministra veio um pouco tarde. Esse assunto das usinas está rolando desde março e ela nunca quis se meter nele. Mas diante do cadáver de Francisco Anselmo, o ambientalista que se imolou no fim de semana, ela não tinha como ficar calada.

Redação ((o))eco ·
15 de novembro de 2005 · 20 anos atrás

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