A ciência fechou mais um elo na cadeia da evolução. Cientistas americanos, em artigo que sai na edição da Nature desta quinta-feira, descrevem o processo de evolução da vida da água para a terra de modo bem mais complexo do que simplesmente substituir barbatanas por membros. É o que diz a reportagem do The New York Times sobre a trabalho, resultado de pesquisa que, durante dois anos, examinou da cabeça ao rabo um fóssil de peixe de 375 milhões anos encontrado num lago do Canadá. Sua cabeça, e consequentemente seu cérebro, mostram sinais de que estavam se adaptando a passar mais tempo na terra. Um osso, arremedo de pescoço, começava a crescer e um órgão associado à respiração por guelras se atrofiava, a caminho de virar ouvidos. As revelações do estudo, segundo cientistas, preenchem lacunas importantes sobre a morfologia das espécies que fizeram a transição de habitat e o período mais exato em que isso aconteceu.
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