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O registro fotográfico de oito meses de atividades em dois ninhos de harpia (Harpia harpyja) na Floresta Nacional do Carajás (PA) virou livro. As imagens são de João Marcos Rosa e os textos de Frederico Martins (Instituto Chico Mendes), Tânia Sanaiotti (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) e Roberto Azeredo (Sociedade de Pesquisa do Manejo e da Reprodução da Fauna Silvestre).
Para conseguir as cenas que ilustram as 144 páginas da obra, Rosa passou dias inteiros camuflado com seu equipamento em uma plataforma no topo de uma castanheira, a 35 metros do solo, onde chegava com a ajuda de cordas. Há cenas nunca antes registradas, como a fêmea levando a caça para o ninho e filhotes aprendendo a alçar vôo. O livro também destaca a presença do gavião-real em outras partes do Brasil e na Venezuela.
Dois ninhos descobertos naquela área protegida federal no início do ano passado, a mais de trinta metros de altura e com quase dois metros de largura, abrigam um filhote de sete e outro de nove meses. O achado deu origem a um programa de conservação da espécie, apoiado pela Vale, que fará de início uma distribuição restrita de 3 mil exemplares da obra. A harpia figura na lista da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (Cites).
Saiba mais:
Gavião-real: surpresa do Pantanal
O outro filhote de harpia
Vida nova em Foz do Iguaçu
Lista de ameaçadas: excesso ou omissão?
Harpias baianas
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