![]() |
O quitrídeo infecta os girinos dos anfíbios. Nesta fase eles apresentam pequenos dentes que desaparecem com o desenvolvimento do animal. O fungo tem sido apontado como causa do declínio de anfíbio em várias partes do mundo.
Os cientistas, liderados pela bióloga Tina Cheng, analisaram amostras de DNA de peles de animais conservadas e fizeram também estudos de campo e conseguiram mapear a propagação da doença. A partir do México, onde foi registrada pela primeira vez em 1972, o fungo se espalhou em direção ao sul e oeste da Guatemala nas décadas de 1980 e 1990. Chegou à Costa Rica em 1987. O estudo foi publicado no início deste mês no periódico científico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
O método pode ser usado também para analisar o declínio de anfíbios na América do Sul, na América do Norte e na Austrália. Para os autores da pesquisa, o estudo contribui também para compreender o papel das Mudanças Climáticas nesta queda no número de animais. “Agora podemos consultar os dados climáticos e procurar o que aconteceu com o clima nestes locais nos anos em que a patogenia apareceu”, afirma o professor Vance Vredenburg, um dos autores do estudo. Quarenta por cento das espécies conhecidas de anfíbios tiveram a população reduzida durante as últimas três décadas.
![]() |
Os cientistas confirmaram também que o fungo não mata indiscriminadamente. Existem espécies com maior susceptibilidade à infecção e a morte provavelmente esteja relacionada ao nível de esporos no fungo. Vredenburg destaca que os anfíbios existem há muito tempo, cerca de 360 milhões de anos, mas agora estão sofrendo uma extinção em massa. “Eles estão aqui até agora, mas alguma coisa sem precedentes e preocupante aconteceu nos últimos 40 anos”, afirma.
Link:
{iarelatednews articleid=”2101, 15223, 22338″}
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Capobianco relembra ataques ao INPE: “Teve gente que não aceitou esses dados”
Em evento de divulgação da queda nos dados do desmatamento, o ministro do Meio Ambiente celebra a independência do INPE e relembra que tentaram desacreditá-lo →
Alertas de desmatamento somam 2.874,38 km² e indicam menor acumulado do Deter da história
Dados são de agosto de 2025 até o dia 31 de julho deste ano e representam uma redução de 36% comparado ao período anterior. Números animam governo →
Cadastro Ambiental Rural precisa respeitar os direitos de povos e comunidades tradicionais
A criação do módulo para cadastros de PCTs no Sicar é um avanço, mas ainda persistem barreiras estruturais que comprometem o reconhecimento dos direitos e das realidades dos territórios →


