Banhado pelo Rio Parahytinga (do tupi-guarani “águas claras”) o município de 10.000 habitantes ficou ilhado após a chuva torrencial (31/12/09) que elevou o nível do rio em 10 metros e devastou comércios e casas. Mas de claras as águas não tinham nada, pelo contrário, se misturavam agressivamente ao barro e aos tijolos que sustentavam as casas até o momento.
Doze dias após a enxurrada que varreu do mapa a Igreja Central e 80% do patrimônio histórico deixando 600 imóveis alagados, os moradores da cidade de São Luis do Paraitinga ainda remavam contra a maré.
A presença do exército nas ruas indica a situação de Calamidade Pública decretada pelo governo federal, que somada as ruínas e escombros, formam um verdadeiro cenário de guerra. Mas em São Luis do Paraitinga, a guerra que se vê é na verdade uma resposta violenta da natureza frente as brutais e egoístas ações do homem contra o meio ambiente.
*Victor Moriyama é fotógrafo baseado em São Paulo
Leia também

O pônei da Ursula e o destino dos lobos europeus
Ou como movimentos pessoais podem ameaçar uma espécie memorável e o equilíbrio ecológico de todo um continente →

The conservation of the lesser anteater in the Pantanal depends on protecting the giant armadillo
New research reveals the hypothesis that the burrows left by giant armadillos serve not only as shelters but also as feeding sites for anteaters →

Futuro é uma palavra feminina
A luta pela paridade de gênero e maior equidade em todos os espaços é também uma questão ambiental ou mais do que isso, uma questão de sobrevivência →