Fotografia

Enchente em São Luis do Paraitinga

Na virada do ano, chuva torrencial elevou rio que cruza cidade paulista em 10 metros e varreu 80% do patrimônio histórico. Veja ensaio.

Victor Moriyama ·
8 de fevereiro de 2010 · 16 anos atrás

Banhado pelo Rio Parahytinga (do tupi-guarani “águas claras”) o município de 10.000 habitantes ficou ilhado após a chuva torrencial (31/12/09) que elevou o nível do rio em 10 metros e devastou comércios e casas. Mas de claras as águas não tinham nada, pelo contrário, se misturavam agressivamente ao barro e aos tijolos que sustentavam as casas até o momento.

Doze dias após a enxurrada que varreu do mapa a Igreja Central e 80% do patrimônio histórico deixando 600 imóveis alagados, os moradores da cidade de São Luis do Paraitinga ainda remavam contra a maré.

Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



Quer receber nossa newsletter?

Fique por dentro do que está acontecendo!



A presença do exército nas ruas indica a situação de Calamidade Pública decretada pelo governo federal, que somada as ruínas e escombros, formam um verdadeiro cenário de guerra. Mas em São Luis do Paraitinga, a guerra que se vê é na verdade uma resposta violenta da natureza frente as brutais e egoístas ações do homem contra o meio ambiente.

*Victor Moriyama é fotógrafo baseado em São Paulo

  • Victor Moriyama

    Victor Moriyama é um fotojornalista brasileiro baseado em São Paulo.

Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar

Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.

Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.

Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.

Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.

Leia também

Externo
29 de maio de 2026

Mesmo impactadas, florestas primárias ainda são principal fonte de biodiversidade na Amazônia

Queimadas e corte seletivo afetam profundamente a variedade de espécies, funções ecológicas e linhagens evolutivas; ainda assim, são mais ricas do que as regeneradas após derrubada total

Notícias
28 de maio de 2026

Lula promete “BR-319 mais moderna do mundo”, mas ambientalistas veem risco sem proteção prévia 

Governo tenta associar recuperação da rodovia a modelo de controle ambiental, enquanto especialistas alertam para riscos de grilagem e avanço do desmatamento na Amazônia

Reportagens
28 de maio de 2026

Energia, inundação e conflito no Rio Araguari revelam o custo invisível das hidrelétricas no Amapá

Barragens ao longo do rio alteraram o fluxo natural das águas e ampliaram impactos sobre comunidades, áreas rurais e reservas ambientais no estado

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.