O fôlego de Bernardes vai mais longe: esse mês, ela começa a apoiar o trabalho social que a também jornalista Thaís Corral está desenvolvendo desde o ano passado numa favela da Rua Júlio Otoni. Quando recupera os passos dessa trajetória, ela lembra do avô, um militar que a obrigou a fazer concurso para a Petrobras. Há quase 30 anos, antes de virar dublê de militante e jornalista, Bernardes jogou para o alto uma vaga – praticamente cativa, diga-se de passagem – no departamento de comunicação da estatal. “Não era o que eu queria”, conta, ainda às gargalhadas com a reação desesperada do avô diante de gesto tão insensato.
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Unidades de conservação estocam 33 anos de emissões nacionais
Levantamento mostra que áreas protegidas concentram 19,4 gigatoneladas de carbono; “Congresso pode se tornar maior fonte de emissões”, diz especialista →
Justiça determina que gestão de pesquisa em SP não cabe à Fundação Florestal
Sentença aponta que gestão de pesquisas e áreas de experimentação científica deve ser responsabilidade de uma instituição dedicada à ciência, como o Instituto de Pesquisas Ambientais →
A Amazônia não cabe na mesma linha de crédito
Na floresta, o dinheiro pode financiar mais produtividade ou mais desmatamento. Um novo estudo mostra como isso depende do território, da governança e das regras de acesso →

