![]() |
O Ibama concedeu na sexta-feira (19) a licença para o início da operação da usina hidrelétrica de Jirau, localizada no rio Madeira, em Rondônia. Quando estiver pronta, em 2016, a hidrelétrica terá capacidade máxima de geração de 3.759 megawatts (MW). A garantia física, ou seja, a energia que deverá ser comercializada, é de 2.184,6 MW, suficiente para abastecer mais de 10 milhões de casas.
Segundo nota publicada no site do Ibama, o parecer técnico que avaliou o pedido de licença apontou a necessidade de manifestação da Funai e Iphan. Após o atendimento de todas as exigências, a Comissão de Avaliação e Aprovação de Licenças Ambientais composta pelos diretores do Ibama aprovou a emissão da licença, assinada na última sexta-feira.
A licença de operação estabelece 32 condicionantes específicas. Prevê a manutenção dos programas ambientais direcionados à etapa construtiva, somados aos programas relativos à fase de operação.
O cronograma de implantação da usina foi antecipado em três meses, mesmo após haver revoltas de trabalhadores nos canteiros de obras e greves.
A usina hidrelétrica de Jirau é controlada pelo consócio Energia Sustentável do Brasil, formado pelas empresas GDF Suez (50,1%), Eletrobras (40%) e Camargo Corrêa (9,9%).
Se o que você acabou de ler foi útil para você, considere apoiar
Produzir jornalismo independente exige tempo, investigação e dedicação — e queremos que esse trabalho continue aberto e acessível para todo mundo.
Por isso criamos a Campanha de Membros: uma forma de leitores que acreditam no nosso trabalho ajudarem a sustentá-lo.
Seu apoio financia novas reportagens, fortalece nossa independência e permite que continuemos publicando informação de interesse público.
Escolha abaixo o valor do seu apoio e faça parte dessa iniciativa.
Leia também
Goleiro de Cabo Verde é homenageado com nova espécie marinha
Vozinha, herói na campanha histórica do país africano na Copa do Mundo de 2026, teve seu nome dado a um recém-descoberto molusco do Caribe →
Campanha premiada em Cannes coloca conservação marinha brasileira em evidência
Reconhecimento em Festival de Criatividade de Cannes impulsiona debate sobre conservação marinha e reforça criação da maior área protegida do oceano brasileiro →
Quem destrói mais – agronegócio ou El Niño?
Enquanto as oscilações do El Niño são temporárias, a destruição contínua gerada pelo agronegócio impõe um colapso hídrico e climático de longa duração →


