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Noronha vale a pena II

De Aline Andrade Oi Sérgio, O que acontece é o seguinte: se entrarmos no site da Agenda JF, que cuida da Gestão Ambiental do município, veremos que a legislação sobre Unidades de Conservação municipais segue o Sistema Nacional de Unidades de Conservação conforme a lei 9985/2000. Só que isso só acontece no papel. As categorias de UC's de Juiz de Fora já existiam antes da lei federal e, diferentemente do que aconteceu em vários outros municípios, nós não tivemos que nos adequar à nova lei pois já estaríamos de acordo com ela, já contemplávamos, aproximadamente, as categorias que foram criadas em 2000. Entretanto, muitos pesquisadores questionam: 1º: quando foram categorizadas, antes da lei de 2000, não houve um estudo aprofundado a respeito, como não há até hoje. Pelo menos não temos notícia, salvo alguns estudos isolados de pesquisadores. A própria Prefeitura não tem Plano de Manejo para essas áreas, o que já dá o que pensar... 2º: há um oceano de distância entre o que está no site da Prefeitura e o que acontece na prática. A administração dessas áreas é omissa e não faz cumprir o que diz o SNUC, o que nos leva a concluir que, de fato, não estamos atualizados com relação à preservação do meio ambiente. O que me parece é que a aproximação que existiu entre a lei municipal antiga e nova lei federal trouxe certo comodismo e emperrou qualquer possibilidade de revisão e verificação da pertinência entre as mesmas. Isso gera uma grande polêmica entre os pesquisadores, que parecem ser os únicos preocupados com uma re-avaliação, sobre as categorias atribuídas a determinadas áreas, como por exemplo a Reserva Biológica Municipal do Poço D'Antas, criada por Decreto em 1982, mas que hoje está longe de representar um consenso a esse respeito. Talvez o grande exemplo de sucesso de uma unidade de conservação da cidade seja o Parque da Lajinha, que, sendo parque, está ao alcance da população para ser aproveitado, valorizado e, consequentemente, preservado. Como vc afirmou em sua coluna: quem conhece valoriza e faz por merecer. Categorizar equivocadamente as UC's significa dificultar sua gestão, afastando a população e desvalorizando o patrimônio ambiental. Pra não falar na falta de conhecimento técnico das secretarias municipais que isolam-se em seus gabinetes e fecham os olhos pras produções acadêmicas tão valiosas para a construção do conhecimento. Eu não consigo entender... É o que você fala: isso é um problema generalizado e envolve política, política, política. E irresponsabilidade social, claro. Bom, é isso. Achei que deveria ser mais clara em minhas exposições. Obrigada pela oportunidade, Abraços,

Redação ((o))eco ·
22 de fevereiro de 2006 · 20 anos atrás

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