Análises

Flores, ainda, pois elas merecem!

Sem dúvida o lugar mais bonito para ver as flores sul-africanas é o Parque Nacional Namaqua, um dos dois únicos 34 hotspots do mundo, cujo ambiente é completamente árido.

Pedro da Cunha e Menezes ·
15 de novembro de 2010 · 15 anos atrás

 

Com algum atraso, que peço ao leitor me perdoar, já que foi , motivado por elevada carga de trabalho, volto a atualizar o Palmilhando. Jä é tempo, pois a primavera já vai a meio e as flores sul-africanas continuam mostrando sua cara.

Sem dúvida o lugar mais bonito para vê-las é o Parque Nacional Namaqua, cujos 145 mil hectares estão junto às águas geladas do Atlântico Sul e próximos à fronteira com a Namíbia. Dentro do Parque a área mais rica em flora é a seção Skilpad.

O ecossistema do Namaqua é o Karoo suculento, um dos dois únicos já poucos 34 hotspots do mundo, que é um ambiente completamente árido. O título justifica- se, no Namaqua existem 6.500 espécies e 134 tipos de vegetação, dos quais 34 são endêmicos.

O Parque, que emprega 17 servidores permanentes e 55 temporários, foi consolidado apenas em 2008 graças a uma doação de 35 mil hectares feita pela Companhia Mineradora De Beers ao Serviço de Parques sul-africano.

Como se tratava de área bastante degradada pela mineração diamantífera, a instituição ambiental está agora restaurando a vegetação da zona e reitroduzindo espécies animais, sobretudo os antílopes Gemsbok, Springbok e Hartebeest vermelho.

O Parque é considerado fundamental para a proteção do ecossistema de que um dia fez parte. Explica-se: praticamente 90% da Namaqualândia está degradada e sem possibilidade realista de recuperação. Com efeito, o Parque Nacional faz parte de uma pequena rede de unidades de conservação que garantem a preservação de escassos 4% do que um dia foi o maior tapete de flores da África.

Quem tem a oportunidade, ou a sorte, de vê-lo florindo, agradece!

Leia também

Análises
16 de janeiro de 2026

Bom senso e planejamento não são opcionais no montanhismo

O caso recente do rapaz que se perdeu no Pico do Paraná ilustra uma era onde “chegar ao topo” atropela o respeito pelo caminho – e pela montanha

Análises
15 de janeiro de 2026

Autogestão comunitária como princípio de Justiça Ambiental

Livres consultas recíprocas estabeleceram benefícios econômicos para todos, que assumem práticas ambientalmente corretas sem sacrificar individualidade alguma

Externo
15 de janeiro de 2026

Por que forçar as pessoas a adotar práticas ecológicas pode sair pela culatra

Um novo estudo revela um dilema para a política climática: as pessoas não gostam quando dizem a elas o que fazer

Por Tik Root

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.