Análises

Por que conscientizar as crianças sobre a preservação da Amazônia?

A educação ambiental pode começar com atitudes simples dentro de casa e na escola, como na redução do desperdício de água e alimentos

Cilene Queiroz ·
4 de setembro de 2026

A Amazônia pode parecer distante para quem vive nos grandes centros urbanos, mas ela afeta a vida de todos. Com papel fundamental na regulação do clima e na preservação da biodiversidade, a maior floresta tropical precisa ser protegida. Entretanto, essa preservação não diz respeito apenas aos biólogos e ambientalistas, mas à sociedade por completo. Por isso que o Dia da Amazônia, celebrado neste 5 de setembro, é uma ocasião para refletir sobre a relação que estabelecemos com o meio ambiente e, também, sobre a educação que estamos oferecendo às próximas gerações.

A maior parte da Amazônia está no Brasil, porém a floresta se estende por Bolívia, Colômbia, Equador, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa, Peru e Suriname. Trata-se de um território essencial para o equilíbrio ambiental do planeta e que abriga centenas de povos indígenas e comunidades tradicionais.

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Diante disso, falar sobre a preservação da Amazônia com as crianças é prepará-las para compreender o mundo em que vivem. A infância é o período em que valores, comportamentos e visões de mundo começam a ser construídos. Ensinar uma criança a respeitar a natureza, evitar desperdícios e compreender a importância dos recursos naturais contribui para a formação de cidadãos mais responsáveis e conscientes de seu papel na sociedade.

A educação ambiental pode começar com atitudes simples dentro de casa e na escola, como na redução do desperdício de água e alimentos, na utilização do papel de maneira consciente, na separação de resíduos e no entendimento sobre os impactos dos hábitos de consumo.

Mas conscientizar sobre a Amazônia não deve se limitar à discussão sobre consumo. É preciso apresentar às crianças a riqueza da biodiversidade e a diversidade cultural existente na região. A floresta abriga milhares de espécies de animais e plantas, além de povos indígenas que possuem conhecimentos ancestrais. Falar sobre a Amazônia, portanto, é ensinar respeito às diferentes culturas e às pessoas que historicamente contribuem para a preservação desses espaços.

Existe ainda outra razão para aproximar as crianças dessa discussão, porque elas serão responsáveis pelas decisões que definirão o futuro do planeta. Os adultos de amanhã ocuparão espaços de liderança na política, na ciência, nas empresas e nas comunidades. Serão eles que decidirão como os recursos naturais serão utilizados, quais políticas ambientais serão priorizadas e que tipo de relação a sociedade estabelecerá com a natureza.

Por isso, estimular desde cedo o pensamento crítico é tão importante quanto ensinar hábitos sustentáveis. Quando ensinamos uma criança a olhar para a floresta amazônica, estamos mostrando que suas escolhas, por menores que sejam, fazem parte de uma rede de relações que conecta pessoas, culturas, animais, plantas, rios e territórios.

As opiniões e informações publicadas nas seções de colunas e análises são de responsabilidade de seus autores e não necessariamente representam a opinião do site ((o))eco. Buscamos nestes espaços garantir um debate diverso e frutífero sobre conservação ambiental.

  • Cilene Queiroz

    Formada em Biologia e mestre em Agronomia, Cilene Queiroz também é autora de “A Águia Solidária e o Planeta Azul”, um livro infantil que promove a consciência ambiental e maior contato com a natureza →

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