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7 de dezembro de 2005

Ode às ruínas

A revista Slate produziu um ensaio fotográfico que homenageia as construções abandonadas. Mostra que a natureza rapidamente se apodera delas e reclama de volta seu espaço, começando pelos micro-organismos que transformam as estruturas em matéria orgânica. Diz que a Austrália inclusive tem um programa de gestão e preservação dessas estruturas, porque seu governo aderiu à tese de que no fundo elas fazem muito bem ao meio ambiente. As imagens são tocantes.

Por Redação ((o))eco
7 de dezembro de 2005
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7 de dezembro de 2005

Olhos de águia

Reportagem no site da National Geographic informa que o desenvolvimento tecnológico está permitindo a reprodução das estruturas de visão de animais e insetos em aparelhos óticos. Segundo a revista, com eles o ser humano enxergará coisas de maneiras que jamais viu.

Por Redação ((o))eco
7 de dezembro de 2005
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7 de dezembro de 2005

Nanodanos

Falando em visão, o The Washington Post tem uma reportagem sobre os problemas ambientais que podem ser provocados por coisas que ninguém vê. São os nanomateriais, partículas e fibras com diâmetro 80 mil vezes menor que o de um fio de cabelo. São utilizados há anos em cosméticos, computadores e tecidos, mas nunca foram testados para saber se causam danos à saúde humana ou à natureza. Há evidências que sim. Mas ninguém quer receber a conta do dinheiro que será necessário para conduzir estudos sobre os males que podem provocar.

Por Redação ((o))eco
7 de dezembro de 2005
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7 de dezembro de 2005

Tribos da destruição

A Mongólia, um dos países mais atrasados do mundo, está enfrentado uma crise de extinções animais e vegetais. Os culpados são o que no Brasil seriam chamados de comunidades tradicionais, tribos nativas que caçam e usam as plantas em níveis muito acima do que a natureza local consegue suportar. Os cientistas que estudam o problema, diz reportagem do The New York Times, afirmam que ele é irreversível. Mais uma prova que, ao contrário do que muita gente imagina, comunidade tradicional também devasta sem nenhum dó o meio ambiente a sua volta.

Por Redação ((o))eco
7 de dezembro de 2005
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7 de dezembro de 2005

Novidade na área

A descoberta de uma nova espécie de mamífero na Indonésia pelo time de pesquisadores da WWF virou notícia mundo afora. Mas como bem comentou o responsável pela instituição na Inglaterra, Callum Rankine, ao jornal The Guardian, o que as pessoas precisam mesmo saber é que o bichinho é uma prova da necessidade de se impedir a destruição da única floresta existente em Borneo, onde a espécie foi encontrada. O mato por lá está por um triz.

Por Redação ((o))eco
7 de dezembro de 2005
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7 de dezembro de 2005

Sem ar

Enquanto os jornais dão destaque à morte de cem pessoas provocadas pela colisão de um avião com um prédio no Irã, a BBC Brasil informa que na capital, os vivos não conseguem respirar. Por causa da poluição, o governo suspendeu, por dois dias, as aulas de dois milhões de crianças em Teerã e pediu para idosos e pessoas com problemas cardíacos evitarem sair de casa. A capital iraniana está no topo do ranking das cidades mais poluídas do mundo graças a sua frota de carros. São 3 milhões de carros sendo que 2/3 têm mais de 20 anos.

Por Redação ((o))eco
7 de dezembro de 2005
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6 de dezembro de 2005

Boa pedida

De RoneyAndreia;Sou montanhista do Centro Excursionista Universitário (São Paulo) e conheço o PARNA da Serra do Cipó desde 1985.É um dos mais belos parques brasileiros para realizar uma caminhada de longo percurso, porem estão restritas. O gado continua pastando mas fazer uma caminhada de verdade não podemos, ou somos obrigados a contratar um suposto guia.Faz alguns meses um grupo de São Paulo foi barrado por supostos defensores da Lagoa Dourada, embora contassem com uma autorização por escrito do Parque. Gente da região, que ao parece, quer arrancar algum dinheiro dos turistas sob uma justificativa ambiental...Cada dia fica mais verdadeiro a frase de um amigo: "Quer fazer uma boa caminhada? Seu passaporte está ai?

Por Redação ((o))eco
6 de dezembro de 2005
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6 de dezembro de 2005

Rochas ornamentais

De RoneyCaro Paulo Bessa;Muito oportuna sua matéria sobre as minerações no Espírito Santo.Sou geógrafo, trabalhando na SMA/SP e montanhista também do Centro Excursionista Universitário de São Paulo e auxilio a FEMESP e CBME em questões ambientais, fazendo a assessoria para o Programa Adote uma Montanha.Alguns escaladores do Espírito Santo reclamam das proibições de escalar em unidades de conservação, como o Parque Estadual da Pedra Azul. A rigor o plano de manejo nada proíbe.Por um lado o órgão ambiental pouco faz para controlar a mineração por outro proíbe o uso pouco impactante.Prezado RoneyGrato pela menção à minha coluna.Os planos de manejo têm a pretensão de prever tudo e, obviamente, não conseguem fazê-lo. Só quem não conhece alpinismo e alpinista acha que o esporte prejudica o meio ambiente. Esta é uma das maiores bobagens que já ouvi na minha vida. Os clubes de montanhismo deveriam mandar uma petição ao Conselho de Meio Ambiente do Estado do Espírito Santo e solicitar a inclusão do alpinismo entre as atividades permitidas e incentivadas. Alpinismo ajuda a prevenir incêndios, corte ilegal de madeira, biopirataria, práticas religiosas inadequadas e tudo mais. Devemos desconfiar de “ecologistas” que são incapazes de andar 10 minutos no meio do mato e voltar para o ponto de partida.O Parque Nacional de Itatiaia e o Parque Nacional da Serra dos Órgãos tinham abrigos maravilhosos para montanhismo. É da essência dos Parques em áreas montanhosas a prática do alpinismo.Paulo

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6 de dezembro de 2005
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6 de dezembro de 2005

Abaixo o sofrimento

Nada de pegar pesado. O excesso de treinamento, ou overtraining, pode levar atletas a uma série de distúrbios físicos e emocionais. Um dos sintomas...

Por Redação ((o))eco
6 de dezembro de 2005
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6 de dezembro de 2005

Esculpindo em cadáveres

De Vera LeiteSilvia,A forma como o escultor decidiu expressar sua arte nos faz pensar em muitas coisas. Ele nos coloca na parede dizendo que devemos pensar na natureza e em como ela nos serve. Por que cortar arvores vivas para nos servir se podemos utilizar suas sobras de queimadas que muitas vezes nós mesmos provocamos.Esta história da natureza é muito vasta. Se realmente formos pensar nos detalhes do dia a dia somos todos assassinos. Mas o pior são aqueles assassinos que ainda levam o troféu para casa, como alces pendurados nas paredes.Pessoas como Hugo França nos fazem pensar no que podemos colaborar. Não havia pensado desta forma, que todos os dias nos sentamos em móveis de madeira e nunca paramos para pensar no número de árvores que foram cortadas para fabricar tantas mesas e cadeiras. Porem, teu texto sobre o escultor me despertou para uma realidade cotidiana nunca questionada.Não saber e não pensar em nada do que está a nossa volta deve ser mais simples que viver com um ponto de interrogação na consciência.Um abraço,

Por Redação ((o))eco
6 de dezembro de 2005
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5 de dezembro de 2005

Paisagem um pouco mais florestal

De Helton P. F. LeiteMaria Tereza Jorge Pádua,Li hoje seu texto,Paisagem um pouco mais florestal, disponível no O Eco.Também sou agrônomo, também com vários anos de prática, também concordo que o plantio de eucalipto pode ser menos desastroso que muitos querem acreditar. Mas, especificamente com relação ao uso de água parece que não concordo com sua posição.Hoje já se adota, ou planeja adotar, o corte do eucalipto em mosaicos dentro de uma mesma bacia hidrográfica como forma de diversificar a intensidade de demanda por água. Assim haveria um mosaico com várias idades na mesma região e a consequente demanda por água menos intensa.O eucalipto tem grande capacidade de crescimento no centro-sul brasileiro, por isto também tem grande capacidade de consumo de água. É normal o abaixamento do lençol freático nos primeiros anos de crescimento da planta, isto é visível nos pequenos córregos que diminuem após o plantio. Ocorre que na prática ainda se corta toda a área quando atinge a idade de 6 a 7 anos. Assim a demanda por água novamente será alta durante a rebrota ou novo plantio. Por isto a tentativa de mitigar o impacto com o mosaico de idades.A diminuição do nível dos rios não é visível nas áreas de soja, ou milho, mas sim nas áreas abaixo dos novos reflorestamentos com eucalipto.Entendo que o eucalipto terá grande impacto positivo na preservação da madeira natural, na contenção das erosões nas encostas, no sequestro do carbono e até no ciclo de chuvas/microclima. Mas tenho visto que de fato os plantios comerciais diminuem a disponibilidade hídrica da região durante sua fase de alto crescimento incial (até os 3 ou 4 anos?).AtenciosamenteCaro colega Helton,Muito obrigada por suas sugestões e por ler o artigo. Com relação ao déficit hídrico do eucalipto, baseei-me em pesquisas científicas já publicadas. Se você quiser posso lhe enviar diretamente as fontes bibliográficas.Maria Tereza

Por Redação ((o))eco
5 de dezembro de 2005