Análises
27 de outubro de 2005

A verdade sobre as liberações de ATPF’s no Acre

De Carlos Edegard de Deus Secretário de Estado de Meio AmbientePresidente do Instituto de Meio Ambiente do AcreCarlos Ovídio Duarte RochaSecretário de Estado de FlorestaAs declarações do procurador do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recurso Naturais Renováveis (IBAMA), Elielson Ayres de Souza, de que a transferência das liberações de ATPF (Autorização para Transporte de Produtos Florestais) para o Acre poderia intensificar a corrupção no Estado, publicadas no último dia 15 de setembro, no site www.oeco.com.br, são inverídicas. A transferência para o Estado da responsabilidade de liberação das autorizações, solicitada pelo Governo do Acre ao governo federal, ao contrário do que diz o procurador, tem o objetivo de prevenir a corrupção. Acreditamos que o procurador, ao falar na entrevista que o esquema de corrupção na liberação de ATPF’s funcionava dentro do Acre, quis se referir ao passado, época em que o esquema funcionava no Matogrosso e estava sob a responsabilidade do IBAMA. Clique aqui para ler esta carta na íntegra.

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27 de outubro de 2005
Análises
27 de outubro de 2005

Açougue no mato II

De Cláudio Cisne CidSilvia:Num país onde as leis são feitas apenas para quem as teme, e onde infelizmente grande parte da imprensa se mostra parcial/desinformada sobre o assunto relativo ao referendo, é de grande importância um artigo que aborde aspectos como os levantados por sua coluna. Infelizmente o “animal político” não parece possuir a clareza necessária para enxergar o óbvio, e implantar leis e tomar medidas realmente efetivas, como os países mais desenvolvidos o fazem (exceção feita ao Sul, que muitas vezes parece não pertencer ao resto do Brasil). Felizmente, parece que o povo “acordou” pelo resultado que o referendo apresentou, só nos restando torcer para que a classe política siga o exemplo. Parabéns pela iniciativa e coragem de expor sem meias palavras sua visão sobre o tema.

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27 de outubro de 2005
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25 de outubro de 2005

Memórias pioneiras

Arlene Blum, uma das mais importantes mulheres da história da escalada, lança o livro “Breaking Trail”, com crônicas sobre suas aventuras. O Los...

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25 de outubro de 2005
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25 de outubro de 2005

Recantos sombrios

A Outside Magazine fez uma edição especial em homenagem ao Halloween. Entre as atrações assustadoras, uma seqüência de fotos apresenta sete...

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25 de outubro de 2005
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25 de outubro de 2005

Sete mares

Falta pouco mais de uma semana para o início da Volvo Race, competição de barcos a vela da qual participarão nossos medalhões Torben Grael e...

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25 de outubro de 2005
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25 de outubro de 2005

De cabeça

Pancada na cabeça tem limite. Parece óbvio, mas tem sempre uma pesquisa científica para tornar o alerta mais concreto. O jornal The New Tork Times...

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25 de outubro de 2005
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25 de outubro de 2005

Não veio

O Inpe ainda não recebeu nenhum dos dados utilizados pelo professor Greg Asner e sua equipe para preparar um mapa, com auxílio de imagens de satélite, sobre o impacto do corte seletivo de árvores na Amazônia. Há muito se sabe que esse tipo de corte, típico de madeireiros, que só derruba árvores de valor comercial e deixa o mato à volta em pé, é ruim para a floresta. Mas sua extensão e localização geográfica nunca tinham sido cientificamente detectados até a semana passada, quando Asner assinou artigo na revista Science anunciando ter descoberto a solução do problema.

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25 de outubro de 2005
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25 de outubro de 2005

Está vindo

Seu estudo foi criticado por técnicos brasileiros, que enxergaram nele inconsistências. Daí a importância de poder examinar detidamente os dados utilizados. Asner pede um pouco de paciência. As informações foram enviadas num CD para o endereço do Inpe em São José dos Campos na sexta-feira. Devem estar na bica de chegar.

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25 de outubro de 2005
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25 de outubro de 2005

Ponto pacífico

De Antonio Miguel Prezado Manoel,Parabéns pelo artigo em "O Eco" , na coluna Ponto Pacífico sobre o debate gerado a partir de artigo do Greg Asner na Science. Gostaria no entanto de corrigir uma informação importante. O artigo afirma, que segundo informações de Greg Asner, "O americano reconhece que elas deveriam ter ficado disponíveis ao exame dos colegas, principalmente do Brasil, mais cedo. Na sexta-feira corrigiu o problema enviando para o Inpe todos os seus dados digitalizados.". Isto NÃO aconteceu até agora. Greg Asner NÃO disponibilizou nenhum de seus dados para o INPE. E na verdade tem por compromisso fazê-lo, uma vez que parte deste trabalho se insere no contexto do LBA, onde um termo de compromisso é assumido pelos pesquisadores ali de DISPONIBILIZAÇÃO universal dos dados. Aliás, principio básico da pesquisa científica: hipótese e refutação só se pode fazer a partir dos dados e experimentos e possibilidade de repetição. O INPE tem adotado esta política para todos os dados que produz . (O artigo do Asner agradece ao INPE/PRODS, exatamente por isso!). Também é questionável, como um artigo com tantas inconsistências metodológicas e tantas ilações e projeções sem base nos dados de campo reais e calibração apresentada para os métodos de extração automática, pode vir a ser publicado em revista que preza tanto o método científico clássico, instalado por Popper.Atenciosamente,

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25 de outubro de 2005
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25 de outubro de 2005

Depósito americano

Inclusão digital. Sob o manto dessa expressão, que em tese significa colocar um computador ao alcance de cada pessoa pobre que existe no mundo, os Estados Unidos estão exportando um bom naco de seu lixo digital para países africanos. Quem diz é relatório de organização suíça, como mostra reportagem do The New York Times. Em Lagos, na Nigéria, chegam por mês cerca de 400 mil computadores usados doados pelo governo, indivíduos e corporações americanos. Cerca de 80% acaba no lixo, ou porque os nigerianos não sabem como consertar os que estão quebrados ou porque as máquinas são incompatíveis com o parque digital do país.

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25 de outubro de 2005
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25 de outubro de 2005

Couves de chernobyl

A Bielorrússia liberou a atividade agropecuária em terrenos próximos à Usina Nuclear de Chernobyl, famosa por ser protagonista de um dos piores desastres nucleares da história. A produção de leite está proibida. Mas o resto, liberadíssimo. A decisão, diz o The New York Times, provocou racha no governo local e críticas de ambientalistas. Três quartos do território da Bielorússia continua contaminado por rejeitos nucleares. Mas a necessidade dos políticos de arranjar votos falou mais alto. A medida vai criar empregos.

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25 de outubro de 2005