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12 de outubro de 2005

Festa contida

Trinta países, segundo a Folha de S. Paulo, impuseram restrições a importação de carne brasileira na esteira da descoberta de um foco de febre aftosa no Mato Grosso do Sul . Em O Estado de S. Paulo, reportagem diz que Lula ficou bravo com o fato de o Ministério da Fazenda ter segurado verba destinada à vigilância sanitária do Ministério da Agricultura e ordenou a sua liberação imediata. A desgraça de uns é a oportunidade de outros, como conta reportagem da Zero Hora. Os pecuaristas gaúchos estão celebrando na surdina a existência do foco no Mato Grosso do Sul. Acham que ela aumenta as chances do estado de exportar mais carne.

Por Redação ((o))eco
12 de outubro de 2005
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12 de outubro de 2005

Barragens da destruição

Estudo feito pelo Departamento de Ictiologia do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, aponta que o Paraíba do Sul perdeu quase 40% de seus peixes devido às barragens construídas ao longo do curso do rio. Pode muito bem ser verdade. Afinal, é sabido que represas em rios alteram suas características ambientais e têm impactos diretos sobre a saúde de sua fauna aquática. A notícia, que está na Folha de S. Paulo, não explica no entanto como os autores do trabalho conseguiram apartar a culpa das barragens do problema do resto da degradação ambiental que o Paraíba do Sul vem sofrendo há pelo menos dois séculos.

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12 de outubro de 2005
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12 de outubro de 2005

Escravos de brinquedo II

De Luís Henrique Concordo com a indignação. Realmente, respeito aos animais é talvez a coisa mais rara em nosso mundo hoje. Porém, e infelizmente, não há como nos furtar de uma faceta de nossa natureza humana: a de analisar e catalogar tudo, ordenando arbitrariamente em escalas de valores sempre duvidosas.Fazemos isso, mesmo sem perceber, até quando escolhemos a pessoa com quem nos casaremos, que dirá com animais!Mesmo protetores e pessoas envolvidas na "causa animal" muitas vezes, com as melhores intenções, acabam por transgredir a natureza dos animais humanizando-os para tentar tornar sua convivência com humanos mais razoável em nossas grandes cidades.Talvez o mais correto seria deixá-los em paz na natureza, mas essa me parece uma utopia prá lá de Bagdá, visto que nós, humanos, não conseguimos nos misturar à Natureza sem desequilibrá-la. Somos incompetentes quanto a isso.Abraços,

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12 de outubro de 2005
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11 de outubro de 2005

Guia do aventureiro

Seja qual for seu esporte de aventura, a National Geographic criou um guia básico com dicas para se virar bem em ambientes naturais. Desde...

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11 de outubro de 2005
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11 de outubro de 2005

Alta Oceania

Os vulcões da Nova Zelândia foram o cenário escolhido pela National Geographic Adventure para uma reportagem sobre trekking. Mais especificamente o...

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11 de outubro de 2005
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11 de outubro de 2005

O loteamento das florestas públicas do Brasil II

De Maximiliano RoncolettaGerente Operacional- IFTInstituto Floresta Tropical Caro Editor,É uma pena que pela 2 vez escrevo a ti para reclamar!Ao ler os artigos de Sulema Mendes de Budin, sinto que há uma tremenda desinformação de vocês aí do SUL!!!!Acho que é preciso rever, e ver quem fala da Amazônia aí na turma do ECO, vocês precisam conhecer a Amazônia. Já falou Chico Mendes. E não é pegar avião e ir para Belém, Manaus ou Cuiabá, é ir para as cidades que mais crescem no interior, e ver que há problemas, há muitos problemas, mas há gente de fé, de boa índole, que com estes artigos como desta pobre infeliz reporte, põe todos os cidadãos no mesmo saco, todos como púlias!Chega! Basta! Ponha alguém antes para checar estas notícias. E sua equipe de colunistas às vezes é bem amadora. Jornalista e advogados falando de temas técnicos com uma soberba, que dói. Fala coisas que me fazem rir, e pensar que mundo é este que vocês cariocas vivem? Um castelo de sites, de notas, de webs stress.Se oriente meu senhor, invista em conhecimento no campo, faça estes colunistas viajarem, conhecer o Brasil vai ajudar a melhorar o conteúdo das notícias.O Eco é novo, menos de 1 ano, ou vocês melhoram ou vão virar site para estudantes e radicais. Não servirá para quem vive na Amazônia.Tenho confiança ainda, torço por melhoras, sugiro que verifique o que os seus colunistas falam sobre a Amazônia.Obrigado pelo espaço

Por Redação ((o))eco
11 de outubro de 2005
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11 de outubro de 2005

Sabiá, a ave símbolo… do quê?

De Prof. Dr. Luís Fábio Silveira Curador associado das Coleções OrnitológicasMuseu de Zoologia da Universidade de São PauloPrezada Dra. Maria Tereza Jorge Pádua,É um prazer poder entrar em contato com V.Sa., a quem admiro muito e cujas lutas (adorei ler Saudades do Matão) me inspiraram no início da minha carreira.Parabéns pelo belo artigo sobre o sabiá e a ararajuba. "Entronizar" o sabiá como ave símbolo é mais uma atitude insensata (entre tantas outras) que, de vez em quando, o Dalgas capitaneia na imprensa.Temos lutado para que a ararajuba seja descoberta pelos brasileiros. Um notável endemismo das matas de terra firme que vem perdendo, junto com tantos outros táxons, o seu hábitat. Tomo a liberdade de sugerir a V.Sa. a leitura de um artigo meu, recentemente publicado (onde mais?) na Ararajuba, a revista da Sociedade Brasileira de Ornitologia. Não o envio nesta mensagem, mas o mesmo está disponível para download, se houver interesse, na minha página pessoal.Parabéns pelo artigo e espero que a ararajuba conquiste o seu devido lugar.Atenciosamente

Por Redação ((o))eco
11 de outubro de 2005
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10 de outubro de 2005

Escravos de brinquedo

De Paula Dias Silvia,Concordo com você. Acho que os animais que o homem resolveu trazer para dentro de casa são vítimas sem opção de defesa. Fora isso, acho tb que a relação de afeto que se estabelece não é saudável. Não é à tôa que o número de "pets" é maior em centros urbanos como NY. As pessoas usam os animais para não se sentirem sozinhas. É isso aí!Adoro sua coluna!

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10 de outubro de 2005
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10 de outubro de 2005

Terra arrasada

O terremoto de 7,6 graus na escala richter que estremeceu Paquistão, Afeganistão e Índia pode ter matado 30 mil pessoas e ferido outras 40 mil. A ONU calcula que 2.5 milhões de pessoas estejam desabrigadas. Segundo o The New York Times, 150 tremores menores, alguns chegando a magnitude de 5 graus, foram sentidos na região depois do principal, que ocorreu no sábado. A preocupação agora, conta o Herald Tribune, é providenciar água e comida para as vítimas e evitar a propagação de doenças. Como sempre, o jornal inglês The Guardian, elaborou uma animação mostrando onde e como aconteceu.

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10 de outubro de 2005
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10 de outubro de 2005

Perdido no espaço

O Cryosat, satélite da Agência Espacial Européia lançado para monitorar os efeitos do aquecimento global sobre a capa de gelo no Ártico saiu do chão no sábado, mas não chegou ao seu destino final na atmosfera. O foguete russo que o carregava, acredite, ficou sem gasolina e não conseguiu ejetá-lo na posição desejada. Resultado, o Cryosat agora vaga sem destino e sem uso pelo espaço. A notícia está na BBC.

Por Redação ((o))eco
10 de outubro de 2005
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10 de outubro de 2005

O butim do desastre

Se chegasse lá em cima, talvez os sensores do Cryosat, conseguissem capturar a alegria humana com as consequências da lenta e gradual ida para o apocalipse proporcionada pelo efeito estufa. Uma reportagem maravilhosa no The New York Times mostra que no Canadá e Alaska, com todas as benções dos governos canadense, russo e americano, empreendedores individuais e empresas privadas estão explorando riquezas até então protegidas por grossíssima camada de gelo. Vão de campos petrolíferos, passando por pesqueiros e até novas rotas de navegação. As recompensas parecem ser tantas que há uma surda corrida entre países para demarcar suas águas territoriais no Mar do Ártico. Antes, não havia porque se preocupar com isso. Era tudo gelo e, portanto, inacessível.

Por Redação ((o))eco
10 de outubro de 2005
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10 de outubro de 2005

O Chico deles

Em tempos de transposição do São Francisco, nossos ministros Marina Silva e Ciro Gomes deveriam estudar o que aconteceu nos Everglades, um sistema de pântanos no Sul da Flórida, antes de tocar em natureza tão monumental como a do Velho Chico. Lá, a partir do século XIX, o homem começou a drenar a área e mexer com o curso d’água para ocupá-la. Não deu muito certo. Desde então, o ecossistema viveu numa espécie de pêndulo entre enchentes e períodos de seca prolongados que o condenaram a uma morte lenta e gradual. Em 2000, ao custo projetado de 7. 8 bilhões de dólares, conta a The Economist, lançou-se o plano de recuperação dos Everglades. Muito pouco, a não ser adiantamentos aos empreiteiros, se fez em todo esse período, pela simples razão de que ninguém sabe exatamente para que será feita a obra: se para recuperar os pântanos ou se para garantir suprimento de água para as cidades que existem em torno deles. Qualquer semelhança com o que querem fazer no São Francisco não é mera coincidência.

Por Redação ((o))eco
10 de outubro de 2005