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26 de abril de 2005

Problemas na Macedônia

A população da pequena cidade de Petrovec, na Macedônia, botou a boca no mundo contra os planos do governo de construir um lixão nuclear perto do aeroporto da cidade. A obra já está quase concluída, mas foi mantida em segredo e não tem plano de impacto ambiental, diz o Environment News Service (gratuito). Suspeita-se ainda que o lixo que vai parar ali será importado de outros países

Por Redação ((o))eco
26 de abril de 2005
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26 de abril de 2005

Varinha mágica

Um biólogo americano inventou uma vara de pescar profissional que reduz os riscos de tartarugas e outras espécies marinhas em extinção de se prenderem nas longlines (linhas quilométricas usadas para pescar animais que circulam pelas profundezas. Um outro grupo também conseguiu criar uma linha de cores brilhantes que ajudam mamíferos a evitarem a armadilha. Estima-se que mais de trezentas baleias e golfinhos morram assim todos os anos, afirma o Environment News Service.

Por Redação ((o))eco
26 de abril de 2005
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25 de abril de 2005

Minoria chinesa

Entre agosto e dezembro de 2004, a ong WWF convocou 182 empresas chinesas para responderem perguntas sobre o seu comprometimento ambiental. Apenas 61 se dignaram a preencher o questionário. A pesquisa foi divulgada nesta segunda, 25 de abril, e os números, apesar de baixos, estão sendo comemorados pela instituição. Apenas 22% das empresas ouvidas dizem estar implementando regras de proteção ambiental além do pouco exigido pelo governo no que diz respeito a emissão de carbono, poluição e uso de tecnologia de eficiência energética. As empresas entrevistadas acusam as que não participaram da pesquisa de terem um comportamento “hostil às questões ambientais” além de quererem “afrouxar” ainda mais as leis ambientais da China. Empresas de grande porte como a China Telecom, a China Celular, a Companhia Nacional de Petróleo e o Banco de Xangai foram algumas das ouvidas. Elas se mostraram preocupadas com a falta de incentivo financeiro para a preservação do meio ambiente. Apesar das críticas, muitas empresas disseram acreditar que a filosofia milenar oriental de união entre a natureza e o homem pode ajudar a tornar as companhias locais ambientalmente corretas.

Por Redação ((o))eco
25 de abril de 2005
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25 de abril de 2005

Por fora bela viola…

O Globo Repórter costuma ser uma vitrine das belezas naturais do Brasil, mas no programa de 22 de abril vendeu uma imagem errada ao se equivocar na tradução e na edição da produção francesa “Brésil: un jardin pour la planete” ( Brasil: um jardim para o planeta).Cenas lindas do Pantanal, das Cataratas do Iguaçu e da Mata Atlântica ofuscaram erros detectados por alguns biólogos que integram uma lista de discussão sobre ecoturismo na internet. Segundo os especialistas, um dos equívocos mais grosseiros foi dizer que as piraputangas, peixes muito abundantes na região de Bonito (MS), costumam migrar para a Amazônia no período de reprodução. “Isso só seria possível se eles secretassem gás hélio na bexiga natatória e levitassem como o balão da equipe Ushuaya”, comentou um pesquisador de Campo Grande. O programa também exibiu dados questionáveis como a existência de crocodilos no rio Amazonas e confundiu ariranha com lontra “selvagem” e o peixe cachara com o pintado. Em Bonito, os pesquisadores ficaram conversando em pé dentro do rio Sucuri enquanto todos os visitantes são obrigados a suspender os pés para não remexer o fundo das nascentes. “Pode até ser chatice da minha parte, mas como guia de ecoturismo e bióloga sempre me deparo com erros desta natureza, que só atrapalham o aprendizado do público leigo”, desabafou outra bióloga.

Por Redação ((o))eco
25 de abril de 2005
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25 de abril de 2005

Bota água no feijão

O Banco Mundial divulgou no dia 17 de abril o relatório anual de Indicadores do Desenvolvimento Mundial. Na área ambiental, as preocupações se concentram nas conseqüências do crescimento populacional previsto para 2030: mais dois bilhões de pessoas querendo casa, comida, água e energia. Isso demandará crescimento econômico, mas se este não acontecer de forma sustentável, protegendo o meio ambiente, os efeitos sobre a pobreza e a qualidade de vida humana serão desastrosos, alerta o documento. Boa parte de suas 400 páginas é composta por tabelas sobre agricultura, emissão de carbono, crescimento urbano e por estatísticas que comparam a situação dos países mais ricos com a dos mais pobres. O Brasil é citado várias vezes.

Por Redação ((o))eco
25 de abril de 2005
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24 de abril de 2005

O Bandido e o mocinho

De Harry Boos Jr.Como leitor assíduo de "O Eco" gostaria de fazer algumas considerações sobre o artigo da jornalista Silvia Pilz. Concordo que a utilização de animais em rodeios, vaquejadas e afins, não é o pior tratamento dado por nós humanos aos animais. Comparado ao que ocorre nos campos de concentração de galinhas ou vacas, o tratamento dado aos touros parece muito agradável. Também discordo dos excessos nos protestos contra a autora da novela das 8, contudo o que deve ser observado, aí discordo da jornalista Silvia Pilz, é a forma como nossa sociedade trata e respeita a vida alheia. O touro não pula de exibido, pula porque colocaram uma cinta, geralmente com algo cortante, em sua virilha, ou pior, sobre seu órgão genital.  Se admitirmos os rodeios como algo sadio para nossa sociedade, como a jornalista sugere, devemos concordar com a farra do boi, rinhas de galo, canários, cachorros etc. Afinal todos esses eventos trazem consigo uma série de tradições, além de movimentar valores surpreendentemente altos. Acho que não podemos concordar! Acho tudo isso uma grande estupidez! Esse negócio de ‘tudo bem, é só um rodeio’, equivale a ‘tudo bem, é só uma árvore, uma floresta....’ Ou levamos a coisa a sério, ou estaremos reduzidos ao velho blá-blá-blá “verde”.

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24 de abril de 2005
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20 de abril de 2005

Fãs de araucárias

As araucárias estão em alta no sul do país. Pelo menos é isso que aponta a pesquisa feita por uma empresa do grupo Ibope. Preservá-las é quase uma unanimidade. No Paraná, 97% da população considera importante a criação de reservas para a proteção desta espécie de árvore que só existe na região e está ameaçada de extinção. Em Santa Catarina o índice é ainda maior: 98% dos habitantes. A metade das pessoas (46% dos paranaenses e 51% dos catarinenses) reconhecem os benefícios ambientais trazidos pela preservação da planta, como o equilíbrio do clima e a purificação do ar. A enquête foi encomendada por sete Ongs coordenadas pela The Nature Conservancy.

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20 de abril de 2005
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20 de abril de 2005

Mal informada…

De Laercio de Melo DuarteSerá que a inteligente jornalista e redatora publicitária Silvia Pilz, que "escreve sobre beleza, moda e comportamento", não sabe que o que faz um touro já entrar na arena sacudindo o montador, são os seus testítulos presos e amassados contra as correias de couro ???Resposta da autora:"Não estou mal informada e nem tampouco defendi os rodeios. A coluna critica o oportunismo e os critérios seletivos que, na maioria das vezes, o pessoal que defende os direitos dos animais utiliza para fazer seus protestos. O rodeio não virou alvo de protestos por ser cruel com bichos, mas sim porque chegou ao horário nobre da TV Globo".

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20 de abril de 2005
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20 de abril de 2005

Duas folhas

É difícil olhar para o rio Campo Belo, no Parque Nacional do Itatiaia, sem que ele lhe ofereça pelo menos uma fotografia. Este desenho da...

20 de abril de 2005
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20 de abril de 2005

Parabéns

De Ariosto Revoredo de Carvalho SérgioTenho acompanhado ((O)) Eco e estou impressionado com os colunistas - é tudo cobra criada pois, além de escreverem bem, são ótimos fotografos. Me agrada muito também a impressão que voce me passa de ter acertado em focar sua carreira na área ambiental. Parabéns, individuais e coletivos. Um grande abraço,

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20 de abril de 2005
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20 de abril de 2005

O Bandido é o mocinho

De Adriana da Conceição Bióloga Silvia PiltzApoio o movimento que quer boicotar a novela América, assim como todos os outros protestos que visem o bem-estar animal. Não como carne, pois vi o abate de animais e não me sinto constrangida em protestar contra Rodeios e contra o consumo de qualquer animal. Um ativismo não exclui os outros, mas o que a novela quer demonstrar é que Rodeio não é crueldade e que os animais são bem tratados. Você acha que algum cavalo ou touro quer levar choque elétrico, ter sua virilha comprimida por sedém, ter esporas perfurando o seu couro, sofrer tortura antes do espetáculo e mesmo durante? Eu estive nos bastidores de um Rodeio e sei do que escrevo. Vi como são maltratados antes e olhei em seus olhos; vi o pavor e o medo que sentiam antes de entrarem na arena.Claro que animais de abate também sofrem e você sabendo disto deveria dizer que as duas partes sofrem e por consciência e ética não deveria comê-los, já que tem conhecimento. Os animais não deveriam ter de escolher entre uma tortura ou outra. Procure apoiar todas as causas, se é para o bem de um ser.Resposta da autora:"Se você não come carne, seu vizinho come, o mundo come. se você não tortura animais, muita gente o faz e não vai ser um boicote a novela das oito que vai resolver o problema".

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20 de abril de 2005
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19 de abril de 2005

A nova lei do Pará

Quase cinco meses depois do previsto, a Assembléia Legislativa do Pará aprovou por unanimidade o plano de Macrozoneamento Ecológico-Econômico do Estado. Depois de passar por muitos acertos, o projeto foi entregue pelo governador Simão Jatene (PSDB) ao presidente da casa em fevereiro e posto em votação nesta terça-feira, dia 19 de abril. O documento, que agora é lei, define como devem ser utilizadas as terras do Pará. Mais de 60% do território estão reservados para a criação de unidades de conservação e áreas de manejo sustentável.

Por Redação ((o))eco
19 de abril de 2005