Notícias
6 de maio de 2005

Problemas de execução

As lideranças madeireiras no Pará acham que o projeto de lei de gestão de Florestas Públicas vai passar sem maiores mudanças. Mas continuam preocupados com o curto prazo e a capacidade do governo de implementar o que vai constar do texto da lei, se ela for realmente aprovada. Em janeiro, quando os madeireiros do Oeste do Pará protestaram contra o cancelamento de planos de manejo, Brasília fez duas sugestões, prontamente aceitas, para minorar o problema no curto prazo. Uma, aprovar o manejo em caráter de urgência em pelo menos duas Florestas Nacionais. A outra, acelerar a regularização da situação de assentamentos do Incra para permitir o corte de árvores neles. Nada saiu do papel.

Por Redação ((o))eco
6 de maio de 2005
Notícias
6 de maio de 2005

SFB x Ibama

Os secretários de Meio Ambiente do Amazonas, Virgílio Vianna, e do Pará, Gabriel Guerreiro, defenderam a criação do Serviço Florestal Brasileiro (SFB) durante audiência na Câmara dos Deputados sobre o projeto de lei de gestão de Florestas Públicas. Argumentaram que é bom separar as atividades de licenciamento de manejo em florestas da fiscalização e do monitoramento, para não haver conflito de interesses. No Acre e no Amazonas, inclusive, as estruturas administrativas funcionam assim. Um órgão gere, o outro fica de olho. Mas a questão está longe de ser uma unânimidade. A deputada Vanessa Graziotin (PC do B-AM) apresentou substitutivo à Comissão Especial que analisa o projeto, garantindo o Ibama também como órgão licenciador e restringindo a concessão para a exploração de madeira às áreas demarcadas como Florestas Nacionais.

Por Redação ((o))eco
6 de maio de 2005
Notícias
6 de maio de 2005

Tio radical

Contra todas as expectativas do mundo do surf, o prêmio Billabong XXL de maior onda surfada no ano de 2004 foi para Dan Moore, pelo menos 20 anos...

Por Ana Redação ((o))eco
6 de maio de 2005
Análises
6 de maio de 2005

Risco país

De Dener GiovaniniCoordenador Geral - RENCTASCarolina,Como sempre O ECO dá um banho de informação!!! Estava fazendo falta um site como o de vocês.Parabéns pela belíssima matéria e obrigadíssimo pelo espaço!Estamos sempre à disposição de vocês.Abraços,

Por Redação ((o))eco
6 de maio de 2005
Notícias
4 de maio de 2005

Mapa do tesouro

O IBGE vai estar presente na Bienal do Livro do Rio com uma publicação para crianças. O “Meu 1º Atlas” foi pensado especialmente para leitores de 6 a 10 anos e tem como objetivo ensinar e incentivar os curiosos a lerem mapas. Dois personagens acompanham as crianças desde o trajeto de casa à escola até a volta ao mundo. No caminho aparecem dicas sobre escalas, pontos cardeais, legendas e até a função de um aparelho de GPS. A bienal acontecerá entre os dias 12 a 22 de maio e o livro já está à venda no site do IBGE.

Por Redação ((o))eco
4 de maio de 2005
Notícias
3 de maio de 2005

Boticário abre vagas

A Fundação O Boticário de proteção à Natureza está abrindo processo de seleção para três vagas de emprego: Analista de Captação de Recursos, Analista de Projetos de Incentivo à Conservação de Terras Privadas e Analista de Projetos para Reservas Privadas. As duas primeiras para atuação na sede da empresa, em Curitiba, e a última no interior de Goiás. Os interessados em captação de recursos devem ser formados e com pós-graduação em Administração, Comunicação ou Terceiro Setor. Aos que almejam a segunda opção, é exigido o diploma em Engenharia Florestal, Direito ou áreas afins, além de um diploma de pós-graduação. A última opção requer diploma em Engenharia Florestal ou Agronômica, Biologia ou qualquer área ligada à atuação em conservação da natureza e ciências agrárias. Todas as vagas pedem experiência de trabalho, além de requisitos específicos. A inscrição deve ser feita pelo site do Boticário. Para a vaga de Analista de Captação de Recursos o prazo vai até dia 9 de maio. As outras vagas têm inscrição aberta até o dia 15.

Por Juliana Redação ((o))eco
3 de maio de 2005
Análises
3 de maio de 2005

Sufoco na Serra…

De Roney Perez dos Santos Centro Excursionista Universitário Um fenômeno curioso está ocorrendo no Brasil, toda atividade ao ar livre (ecoqualquercoisa) tem que ser acompanhada por um "guia experiente". Primeiro: guia é um termo seqüestrado pelo pessoal do turismo e só pode ser utilizado por aqueles que passaram por um curso reconhecido pela EMBRATUR e hoje pelo Ministério do Turismo, mesmo sem nenhum conhecimento do que é guiar em ambientes naturais. É uma profissão regulamentada. Segundo: expediente é uma palavra forte considerando a média. A maioria sabe muito pouco alem do caminho. A vivência em um ambiente natural exige algum conhecimento e bom senso e perder-se faz parte dos riscos assumidos nestes ambientes. Ainda mais nas trilhas brasileiras que carecem de marcações corretas, mapas e descrições detalhadas. Em parques a questão é mais séria, pois a culpa das trilhas não sinalizadas, ausência de qualquer informação e uma fiscalização frouxa é do cidadão e não da administração. Quando alguém se perde logo surge esta conversa: Eles deveriam contratar um guia! Deveriam?Nas minhas caminhadas prefiro algumas indicações, uma carta topográfica e uma bússola (uso GPS por diversão) e perder-se faz parte da da atividade. Este mito do guia é reforçado pelo discurso sociambientalista que impõe o guia (chamado de monitor ou condutor de visitantes para não afrontar os guias de profissão) como a solução mágica para o ecoturismo. As populações locais migram das culturas de subsistência para o turismo ambientalmente responsável. Na teoria é perfeito, na prática nem tanto. As associações criam lobies para obrigar a contratação de serviços, mesmo que os turistas não queiram ou para trilhas desnecessárias. As justificativas vão da pobreza a um serviço de polícia, vigiando o visitante para não cometer danos ao ambiente. Tudo facilmente questionável. Não é difícil pensar que é uma estratégia de privatização velada de áreas públicas colocando todos os visitantes como débeis e criminosos.A imprensa brasileira, famosa por repetir coisas sem questiona-las, colocou a morte do dentista brasileiro, no Aconcagua, como a falta de guias. Absoluta idiotice. É um esporte em que o risco é indissociável. Eles arriscaram e perderam. No mesmo período mais dois grupos -com guias- estavam em dificuldades, mas somente um site de notícias entrou nestes detalhes. O livro "no ar rarefeito" mostra bem a situação que pode levar a mercantilização de algumas atividades esportivas e de natureza.Na Europa, EUA e tantos outros países a contratação de serviços de guia s é totalmente opcional e não é por falta de riscos. Nos parques americanos existem ursos, sempre ávidos por comida. Não é motivo para não fazer as trilhas, mesmo só. A administração o informa dos cuidados e lhe deseja boa sorte.O caso das senhoras poderia não ter acontecido se a trilha fosse minimamente sinalizada, ou que existisse um mapinha indicando as bifurcações. Curioso também que quando alguém bate o carro, as pessoas não comentam algo como: - Deveria ter contratado um motorista...Atenciosamente;

Por Redação ((o))eco
3 de maio de 2005
Análises
3 de maio de 2005

Sem rodeios

De Sérgio Abranches Silvia, Gostei do longa. Aprecio a ironia. É que estou aproveitando o fato de não ser lido para escrever textos longos e completar um livro mais rapidamente.Falando sério, eu sabia que a sua coluna ia dar o que falar. E deu. Estive na festa dos 40 anos da Globo e fiquei basicamente com o pessoal do jornalismo, entre os quais há vários ambientalistas. A maioria concordava com a sua posição, embora também não gostem de rodeios. Eu idem. No caso do rodeio, já andei tentando tirar uma conclusão a respeito da questão da quantidade de desconforto/sofrimento a que os animais são submetidos. Fui a vários - inclusive o de Barretos, a coisa mais machista que já vi - conversei com criadores e peões e ouvi de parte que é uma coisa cruel, de outra parte que não é. Saí dessa busca sem conclusão definitiva, mas com a suspeita de que o lado que acha cruel está certo. Os outros me mostraram os animais, todos muito saudáveis, e defenderam a tese de que é apenas condicionamento e que a tira "informa" o animal quando está valendo o jogo e quando não está. Em compensação, estou 100% convencido de que o ambiente de rodeio é machista demais para ser saudável. Os garotos azaram as garotas laçando-as - literalmente - pelo pescoço. Os homens ficam em massa na porta do banheiro feminino, pensei que era um bando de ciumentos esperando as respectivas, o que já seria machismo demais. Mas não, era só para ver as moças saindo do banheiro. As trovinhas são inacreditáveis olha só:Eu fui narrar rodeio e disse na arena: Perdi a chave, minha mulher desapareceuO delegado daqui é corno, o macho daqui sou euO delegado escutou, entrou na arena, segurou a minha camisa e disse:Repete se for homemAi eu repeti:Achei a chave de casaminha mulher apareceuO delegado daqui é machoO corno daqui sou eu!ôôô morena do cabelo compridomaior que teu cabelosó o chifre do teu maridoSe beijo desse sapinhominha boca era uma lagoanão perdôo a mocinhamuito menos a coroaA semana tem sete diaseu tenho catorze garotassete são solteiras e sete são casadassete são prá de diae sete prá de madrugada.Existem três coisas no mundo que homem não come de colherrapadura, melância e perereca de mulher(essa é campeã de audiência, é falada pelos narradores em praticamente todo rodeio, no Brasil inteiro).Da galinha eu tiro a penado peixe tiro a escamada morena eu tiro a roupae levo ela prá camaSapateia mulher feiaporque as bonitas não dão descansose tu casar comigote dou uma D20 um papagaio e um gansose a D20 não andar e o papagaio não falardeixa que te afogo o ganso.Meu quarto de milha é pretomeu manga larga é baioquando entro no rodeiodificilmente eu saiodinheiro ganho bastante trago dentro do balaiotenho loira de namoradae morena de quebra gaio.Carne eu corto com facafarinha em como com colhermenina de quinzes anoseu faço virar mulherCom essa cultura, é difícil acreditar que rodeio não faça mal. mas chega a ser tão chato quanto ambientalista xiita.Bjs.

Por Redação ((o))eco
3 de maio de 2005
Análises
2 de maio de 2005

Sinal vermelho

De Germano Woehl Jr.Instituto Rã-Bugio Sobre a reportagem de 01/05/05, gostaria de informar que em Santa Catarina, o projeto de duplicação da BR-280 (trecho entre Jaraguá do Sul e porto de São Francisco do Sul) também terá medidas para evitar o atropelamento de animais silvestres. Foi uma reivindicação do Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade

Por Redação ((o))eco
2 de maio de 2005