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23 de setembro de 2004

Garimpo em área preservada

Garimpos e áreas desmatadas foram descobertos por uma equipe de pesquisadores dentro do Parque Nacional da Amazônia e das Florestas Nacionais de Itaituba I e II, que juntas formam um corredor de biodiversidade de 1,5 milhão de hectares. O grupo fazia um sobrevôo sobre a área e conseguiu identificar várias clareiras e garimpos em funcionamento. Alguns até com pistas de pouso. As duas Florestas estão muito perto de rodovias como a BR-163, Santarém Cuiabá e a Transamazônica. Essas estradas facilitam a extração e o escoamento dos recursos retirados ilegalmente das florestas.

Por Redação ((o))eco
23 de setembro de 2004
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23 de setembro de 2004

Abelhas de risco

Da caixa-postal: A vida das abelhas silvestres no Brasil não é nada tranqüila, mesmo em áreas preservadas. Muitas espécies estão ameaçadas de extinção por conta da apicultura que, defendida como uma atividade inofensiva, está invadindo as áreas de preservação e exterminando as abelhas nativas, que sucumbem ao competirem com as abelhas africanizadas. Alguns apicultores adicionam um gesto cruel à sua prática: colocam próximo ao apiário um ovo de galinha com veneno injetado, para matar um mamífero chamado irara, que é doido por mel. Há estudos científicos comprovando que algumas espécies de abelha silvestre são agentes polinizadores específicos de árvores da Mata Atlântica. O desaparecimento delas acarretaria uma grave mudança no ecossistema. Quem deu o alerta foi Germano Woehl Jr., fundador do Instituto Rã-bugio para Conservação da Biodiversidade e que mantém reservas ambientais particulares.

Por Redação ((o))eco
23 de setembro de 2004
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22 de setembro de 2004

Parecis

De Gilmara Thomé      Fazenda Sta. IzabelAo EditorGostaria de parabenizá-los pelo site e dizer que já o indiquei para amigos. Li a matéria sobre os Índios Parecis e gostari de esclarecer o seguinte, concordo com a opinião de vocês quanto a importância de preservação ambiental na região, mas moro em Tangárá da Serra há 10 anos e conheço de perto a necessidade dos índios. Não há mais como frear o consumo desses indivíduos. Eles moram a 120 km da cidade (Tangará) e possuem pick-ups para fazer o trajeto, logo, eles consomem diesel, peças, etc. As mulheres e crianças vem constantemente ao posto de saúde (ao lado do meu escritório) para consultas com ginecologistas, pediatras, etc, e também querem poder ter acesso a medicamentos, artigos de higiene, sem contar os consumismos do "mundo dos brancos" que as fazem comprar em larga escala artigos de perfumaria, calçados, roupas, celulares, etc. Eles cultivam sim a cultura indígena, mas isto também o fazem os gaúchos, baianos e tanto outros povos do Brasil, então porque não ELES também terem acesso a alguma atividade que gere renda? Não acho que para isso tenham que devastar "FLORESTAS" (POR SINAL SAIBAM QUE NOSSA REGIÃO É CONSTITUÍDA DE CERRADO), mas eles podem criar alguma atividade que possa trazer os benefícios do mundo moderno. Atualmente os índios matam os poucos animais da reserva para a fabricação de espanadores de pó, utilizando as patas dos cervos e penas das emas, tiram filhotes de pássaros dos ninhos para comercialização aos que ainda não possuem uma consciência de preservação (e não são poucos na cidade). Portanto, os índios já devassam a natureza. O que precisamos é de idéias para viabilizar alguma atividade aos índios. Acho que seja este o papel do site, INFORMAR para tirar as pessoas do estado de inércia e pensarem sobre como solucionar este grave problema. Não pensem vocês que a cidade não se preocupa com isto, mas precisamos de idéias, se alguém as tiver, entre em contato: [email protected] Gilmara Thomé, engenheira agrônoma, produtora rural na área do Chapadão dos Parecis e consciente.

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22 de setembro de 2004
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20 de setembro de 2004

Poluição? Tô fora

Não haverá parceria público-privada para quem não tiver um bom projeto ambiental. Os consultores da KPMG, Rubens Teixeira Alves, e da Odebrecht, Vinício Fonseca, contaram para os empresários na Firjan, na sexta-feira, que hoje os três maiores bancos brasileiros já aderiram ao Princípio do Equador, que proíbe financiamento para quem agride o meio ambiente. Disseram também que em outros países, as PPPs são aprovadas apenas para quem tem projeto ambientalmente correto.

Por Redação ((o))eco
20 de setembro de 2004
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18 de setembro de 2004

Vida longa

De: Maria Carolina Lyra Jorge      Doutoranda em Ecologia pela USP Gostaria de parabenizar “O Eco” pela iniciativa de colocar na rede artigos tão pertinentes na área de Meio Ambiente.Em especial, gostaria de citar os artigos da Dra. Maria Tereza Jorge Pádua que, tem tocado de forma muito firme (porém elegante) em assuntos tão polêmicos que envolvem nossa política ambiental.É ainda muito reconfortante ler as cartas enviadas pra "O Eco" e perceber tanta gente que apóia iniciativas como esta.Desejo vida longa ao Eco e a seus colunistas.

Por Redação ((o))eco
18 de setembro de 2004
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17 de setembro de 2004

Dramas da combustão

Kiko e Marcos, O Ancelmo dá uma nota hoje, falando que a Fiat vai levar ao Salão do Automóvel o projeto do carro tetra combustível: gasolina,...

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17 de setembro de 2004
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17 de setembro de 2004

A crise da onça

Sérgio, Lá vão suas fotos da onça, prontas para publicar em O Eco. Dão vontade de pôr a legenda: Lembrança do Pantanal. O que talvez queira dizer,...

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17 de setembro de 2004
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17 de setembro de 2004

Menos vazamentos…

A Petrobras está prestes a finalizar inventário das suas emissões de poluentes na atmosfera – entre elas a de dióxido de carbono, responsável pelo efeito-estufa. O objetivo é definir uma política para combatê-los. Quer repetir nessa área seu desempenho no controle de vazamentos em oleodutos. Em 2003, por exemplo, a Petrobrás vazou 300 metros cúbicos de óleo combustível. O bom seria zero, mas é muito melhor do que conseguiu no mesmo período a British Petroleum, modelo de petrolífera ambientalmente correta. A empresa inglesa, que produz o dobro de barrris de petróleo por dia que produz a Petrobras, cerca de 3 milhões, vazou 10 vezes mais óleo.

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17 de setembro de 2004
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17 de setembro de 2004

…mais vazamentos

A melhora do desempenho da Petrobras na redução de vazamentos, infelizmente, não teve nenhum impacto positivo para a Baía de Guanabara, onde um rompimento de dutos na Refinaria Duque de Caxias (Reduc) derramou, em janeiro de 2000, 1,3 milhões de litros de óleos. Desde o acidente, a empresa começou a monitorar o volume de vazamentos na Baia e constatou que a média anual é de 7, 8 milhões de litros de óleo combustível. Os maiores responsáveis são depósitos clandestinos de combustível e postos de gasolina instalados no entorno da Baía. Como todo esse óleo vaza aos poucos, ao longo do ano, as autoridades tem ótima desculpa para lavar as mãos em relaçãqo ao problema.

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17 de setembro de 2004
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17 de setembro de 2004

Anti-arrasto

O governo do Paraná tomou uma atitude radical contra a pesca de camarão de arrasto em seu litoral. A pesca de arrasto é um dos mais devastadores tipos de pesca que acontecem na costa brasileira e a plataforma rasa do Paraná – com seu fundo plano e arenoso, sem muitas lajes – é particularmente vulnerável a ela. O plano do governo, desenvolvido em conjunto com a Universidade Federal do Paraná, é estabelecer um perímetro de defesa em torno de uma área de 428 quilômetros quadrados que vai da fronteira com São Paulo até o limite com Santa Catarina e avança 6 quilômetros em direção ao mar. A “muralha” será formada por 1600 armadilhas anti-arrasto, feitas de vergalhões de ferro e concreto, afundadas a 250 metros de distância uma da outra. A operação toda vai custar 1,2 milhão de reais.

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17 de setembro de 2004
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17 de setembro de 2004

Não mata, mas deixa encalhar

De: Alessandra Agulham CarvalhoEssa mensagem é para o professor Marc J. Dourojeanni.Eu diria que o tema dessa mensagem seria: Para os homens pode, mas se a boa intenção for para um animal não humano, não pode! Recebi o seu texto "Não mata, mas deixa encalhar" por e-mail. A pessoa que me enviou é advogado ambientalista. Eu sou médica veterinária, especialista em biologia da conservação e manejo da vida selvagem. Quando iniciei a leitura do seu texto pensei: é bom saber que estão publicando temas sensatos, e professores de grande influência estão se manifestando contra a grande ignorância que a infeliz escritora deixou transparecer na revista Veja. Imagino que saiba da influência que a sua escrita alcança no leitor. Não é verdade? Assim como a "desafortunada" escritora Lya Luft, como vc descreveu! No parágrafo que você comenta a seguinte informação: "Outra coisa seria se ela tivesse apontado sua caneta contra o absurdo, isso sim, de gastar pequenas fortunas.... em consultórios médicos exclusivos para cachorros e gatos .....Existe, obviamente, muita distância entre salvar as baleias e gastar dinheiro e talento para embelezar ou cuidar de animais domésticos, ou efetuar complexas cirurgias que não existem para a maior parte dos humanos. Mas esse é outro tema. E se a senhora que criticamos tivesse falado disso, em vez de falar de baleias, esta nota não teria sido escrita." Acredito que você foi extremamente infeliz neste comentário. Tão preconceituoso, frio e antropocêntrico quanto a "desafortunada" escritora Luft. Creio de deveria ter repensado esse posicionamento pessoal, quando o motivo seria fazer uma crítica que hoje está retornando a você, exatamente pelo mesmo motivo: preconceito, antropocentrismo e um comentário um tanto egoísta. E por isso eu te pergunto, como médica veterinária: Por que os humanos devem ter acesso as melhor e mais modernas cirurgias e aos cuidados à saúde e bem estar, e os animais de estimação, que estão vivendo em nossas casas por opção dos humanos e não deles próprios, que foram domesticados pelos humanos a milênios (por puro interesse humano), que são usados para auxiliar alguns trabalhos destinados aos humanos (segurança, auxílio policial para encontrar criminosos e drogas, guia de cegos, entre muitos outros), não tenha direito aos cuidados médicos veterinários, em clínicas específicas para preservar e cuidar da sua integridade sanitária e, quando ou se for necessário, serem submetido às cirurgias modernas (porque a medicina veterinária está tão moderna quanto qquer outra ciência médica) para que tenham o sofrimento minimizado e possam viver de forma saudável para que nós humanos possamos desfrutar do seu convívio? Acredito que já deixei bem claro o meu ponto de vista! Assim como vc deixou o seu, a diferença é q o seu será lido por milhares de leitores e vai influenciar várias pessoas que não tem conteúdo próprio, assim como a desafortunada Luft fez.Esse pequeno comentário, que poderia não ter sido feito, detonou com todo o restante do seu texto, que é coerente e com fundamento!Que pena! Desculpe-me a sinceridade! Mas como vc defendeu o seu ponto de vista, eu estou defendendo o meu.

Por Redação ((o))eco
17 de setembro de 2004
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16 de setembro de 2004

Reserva

De: Vitor O. Becker (amigo do Bráulio e Cilúlia).      Reseva Serra Bonita - Camacan, BAPrezada Maria Tereza.Uma amiga nossa enviou teu (excelente!), artigo sobre as RPPNs.Por que não vens aqui nos visitar e escrever algo parecido sobre nosso projeto?O Complexo Reservas Serra Bonita, na Serra do mesmo nome, já conta com 4 RPPNs, num total de cerca de 1.800 ha, um Centro de Pesquisas, com 6 salas para visitantes, 2 salas de coleções (uma delas onde está a Coleção Becker de Lepidoptera), sala de preparação e auditório. Estamos construindo uma pousada, com 8 apartamentos, para alojar os pesquisadores (e, quando não ocupada por estes, estará aberta para ecoturismo). Tudo financiado por nós mesmos!Serás bem-vinda!Um abraço.

Por Redação ((o))eco
16 de setembro de 2004