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3 de dezembro de 2004

Alternativas

A produção de madeira certificada na região norte do Brasil está ameaçada. Um dos pilares do processo de certificação, as áreas com título de propriedade regularizado estão ficando cada vez mais escassas. No Pará, maior produtor nacional de madeiras, onde existem 1,2 milhões de hectares certificados, não há mais terra legalizada para efetuar o manejo, a não ser as áreas demarcadas como Florestas Estaduais ou Nacionais ou os assentamentos do Incra. A situação é a mesma por todos os estados da região Norte. A Juruá, madeireira com selo de certificação, acaba de fechar contrato para extração e manejo de madeira em dois assentamentos no Amapá. Pretende fazer mais do mesmo no estado, onde tem a meta de certificar 600 mil hectares. A Cikel, outra madeireira certificada, tem estratégia diferente. Quer fazer o corte e manejo em Florestas Nacionais.

Por Redação ((o))eco
3 de dezembro de 2004
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3 de dezembro de 2004

Novas florestas

O presidente Luis Inácio Lula da Silva assinou na quinta-feira, 2 de dezembro, o decreto de criação de duas novas Florestas Nacionais. Uma, a de Jacundá, fica em Rondônia e tem 400 mil hectares. A outra fica ao sul de Manaus, tem 800 mil hectares de área e chama-se Balata Tufari. As duas Florestas fazem parte de uma estratégia de preservação combinada ainda em 2000, na presidência de Fernando Henrique Cardoso, entre os governos federal e dos estados da Amazônia para elevar o número de Florestas Nacionais e Estaduais na região. A meta é demarcar 10% do território amazônico, até 2010, com este tipo de unidades de conservação. Atualmente, este percentual está em 3%. No ano que vem, a previsão é que ele vai dobrar.

Por Redação ((o))eco
3 de dezembro de 2004
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3 de dezembro de 2004

Falta pouco

Marcus Barros, presidente do Ibama, chega na segunda-feira, 6 de dezembro, a Manaus para examinar os ajustes finais no mapa do mosaico de unidades de conservação que o governo do Amazonas promete criar em janeiro no sul do estado. O desenho inclui reservas extrativistas e Florestas e Parques Estaduais. O mosaico será implantado numa extensão de 3,2 milhões de hectares de mata ainda praticamente intocada, que está ameaçada pela expansão da fronteira da soja que sobe pelo Mato Grosso.

Por Redação ((o))eco
3 de dezembro de 2004
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2 de dezembro de 2004

Amazônia no Rio

Até o dia 30 de janeiro, o Jardim Botânico do Rio hospeda a cultura amazônica no Centro de Cultura e Meio Ambiente Tom Jobim. Batizada de Ecos da Amazônia , a exposição revela tecidos, cerâmicas, instrumentos musicais, fragrâncias, cestos, jóias e outros tipos de artesanato produzidos por diferentes comunidade da região norte. “Diferentes entre si, estes povos têm usos e costumes próprios, com habilidades tecnológicas, atitudes estéticas, organização social, crenças religiosas e filosóficas peculiares expressas em diferentes manifestações artísticas”, explica João Augusto Fortes, organizador da mostra. Alguns produtos estão à venda.

Por Redação ((o))eco
2 de dezembro de 2004
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26 de novembro de 2004

Batendo recordes em Iguaçu

O Parque Nacional do Iguaçu está próximo de bater um recorde. Em 2004, ultrapassará a marca de um milhão de visitantes em 2004. No verão, alta temporada, o IBAMA espera uma média de visitação de 3,5 mil turistas por dia. Tudo isso é bom para a economia local e para o financiamento da conservação do Parque que, com 185.000 hectares, vai muito além da sua atração maior, as cataratas. A administração do Parque foi terceirizada nos últimos anos. Isso resultou em investimentos substanciais em infra-estrutura. Entre eles, um elevador panorâmico para admirar as quedas. O recorde histórico foi em 1987, um ano econômico bom, quando Iguaçu recebeu 1.084.000 de turistas. Mas a performance atual é excelente. O turismo na região cresceu 25% esse ano, enquanto nos mais populares destinos do mundo, ficou somente em 10%.

Por Redação ((o))eco
26 de novembro de 2004
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26 de novembro de 2004

Cidades apóiam Kyoto

Iniciativas locais de apoio ao Protocolo de Kyoto começam a decolar. Entre os dias 6 e 17 de dezembro, em Buenos Aires, acontecerá o encontro Cidades pela Proteção do Clima, reunindo 550 municípios espalhados pelo mundo, inclusive sete do Brasil, que discutirão programas próprios de redução dos gases do efeito estufa. Somados, esses municípios contribuem com 10% do total das emissões. O evento ocorre paralelamente à X Conferência das Partes sobre Mudança Climática (COP 10), fórum da ONU reunindo 188 países. Ambos os encontros pretendem discutir ações imediatas para aliviar o aquecimento global.

Por Redação ((o))eco
26 de novembro de 2004
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24 de novembro de 2004

O time dos mais fracos

No Brasil existe a Rede Brasileira de Justiça Ambiental, criada em 2001, por setores da sociedade que foram prejudicados pela construção de barragens, atividades industriais ou outros danos ao meio ambiente. Eles tentam impedir situações em que o ônus do desenvolvimento seja pago pelas comunidades mais pobres. Amanhã, acontecerá no Rio de Janeiro o primeiro encontro nacional desta rede. Será no SESC da Tijuca (tel: 21 2286 1441). Entre os participantes, há integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens de Barra Grande.

Por Redação ((o))eco
24 de novembro de 2004
Análises
19 de novembro de 2004

Bio-absorvente

De Fabrícia B. CunhaOlá!Sei que o jornalista, ao escrever sua coluna, sempre expõe o seu ponto de vista. Isso é óbvio. No entanto fiquei um pouco chocada ao ler: "opto pelos absorventes assassinos de animais marinhos". Esse tipo de comentário ignora qualquer capacidade de tolerância e dedicação à própria vida humana e do planeta.É por causa de pontos de vista como esses, acomodados no conforto, que a natureza morre a cada dia que passa. Toda história de luta é uma história de dedicação, de sacrifício....Aqui fica a minha crítica. Todos nós criticamos, isso é certo...Mas há críticas que permitem respeitar tudo e todos e outras não....O efeito pior que tal matéria pode apresentar é o de formar opiniões de pessoas que não possuem a menor capacidade de discenir...e acabam então por consentir....Bastava dizer que tal atitude é muito difícil....Não precisava apelar...

Por Redação ((o))eco
19 de novembro de 2004
Fotografia
19 de novembro de 2004

A mosca

Esta mosca balançava na ponta do capim, numa touceira onde Marcos Sá Corrrêa fotografava aranhas nas matas do Parque Nacional do Itatiaia....

19 de novembro de 2004
Análises
16 de novembro de 2004

Baby beija-flores

De Anna Beatriz     Jornalista - RecifeOlá, Marcos!Li um artigo seu na web, sobre uma família de beija-flores que você registrou alguns momentos antes de uma parede fatal surgir. Parabéns, muito belas as suas palavras! Recorro a você porque encontrei em meu jardim ontem, no pé de acerola, há cerca de 2m do chão, um ninho dos danadinhos dos beija-flores. Eles não têm plumagem e não pude observar se a mãe os abandonou. São dois filhotinhos e enquanto eu aguava o pé de acerola, percebi que dois biquinhos sobressaíam abertos pro céu, de dentro de uma espécie de quase casulo de musgos - o ninho, que nem estava muito escondido (tão vulnerável, tadinho!). Me apaixonei de imediato e vigiei de longe o prodígio da natureza. Em meu condomínio há muitos gatos, por isso o perigo.Você sabe de algum site onde eu possa obter algumas informações sobre bebês beijinhas, cuidados, como fotografá-los, etc.??? (creio que se eu usar câmera com flash possa cegá-los).Ah, detalhe: eu sou jornalista e teclo de Recife, moro numa pequena porção da Mata Atlântica, vizinha mesmo de uma floresta onde é comum aparecer daquelas borboletas azuis-turquesa, pássaros-pintores em grupo, camaleões, sagüis, sabiás e toda a espécie de fauna e flora deliciosamente surpreendentes. Moro num condomínio com muita área verde e distante uns 30km do litoral, acho que a espécie em questão no meu terreno é daquela que você citou no artigo da parede branca, o tipo mais "vira-lata" de beijinhas, mas nem por isso, menos fascinante.Fico por aqui e aguardo um retorno, se for possível.Grata,

Por Redação ((o))eco
16 de novembro de 2004
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12 de novembro de 2004

O pacto de Bonito

Programa bom é o que está reservado este mês aos promotores públicos que atuam na bacia do Alto Paraguai, no Pantanal de Mato Grosso. No dia 22, eles vão a Bonito, assistir a uma audiência pública sobre os resultados do programa Formoso Vivo. Depois, nos dias 25 e 26, à fazenda Rio Negro, uma RPPN da ONG Conservação Internacional, no município de Miranda. Ou seja, vão ver o que é bom, para saber como evitar o que é ruim em suas comarcas. Das reuniões sairá um plano coletivo de trabalho em 2005. O Formoso Vivo, para quem ainda não ouviu falar dele, nasceu do empenho do promotor Luciano Loubet para levar a sério a legislação ambiental em Bonito. Deu tão certo, que até o viveiro de mudas de árvores nativas da cidade, usado na restauração das matas ciliares nos rios transparentes que cortam as fazendas da região, é produto de acordos de compensação estimulados pelas multas de Loubet.

Por Redação ((o))eco
12 de novembro de 2004