Análises
15 de setembro de 2004

Lixo e estética

De: Karin PeyParabenizo Silvia Pilz por sua coluna intitulada "O que vale é a estética". Sua análise sobre o lixo e a estética é perfeita. Nos dias de hoje, o que vale é o que se aparenta, e não o que se é. Nunca diga que não gosta do novo CD da desafinada, e ultra "deci-bélica", Banda Super X. Compre, do contrário descobrirá o que é viver numa ilha deserta. Sua identidade não é composta pelo que conclui, de tudo que leu, viu ou sentiu. Sua identidade é fabricada no marketing do lucro desenfreado. Tudo é válido para que você não seja você, mas apenas a lixeira dos inúmeros produtos inúteis, ignorantes e danosos que consome. O lixão que frequentamos nas praias, bate ponto em muitos outros locais. Conheço uma geladeira, que habitou uma rua de Copacabana por meses. Na cidade de São Paulo, distraía-me, nos engarrafamentos das marginais, adivinhando qual seria o próximo utilitário doméstico que encontraria alguns metros adiante. Muitas vezes, me surpreendia com o bom estado dos objetos. Quando penso que vivemos numa sociedade onde se é um completo "babaca" por não se consumir o novo, o super novo e o extra novo, sinto saudades da infância. Sou do tempo, não tão distante assim, onde ainda não havia "know-how" suficiente para transformar o indivíduo, através da chantagem, num ser ignorante que se endivida, até a alma, de modo a sentir-se consatantemente amado e respeitado pela sociedade. O lanche, embrulhado em guardanapo de pano, viajava até à escola em duráveis merendeiras de couro. Hoje, há todo tipo de saco brilhante contendo uma pseudo nutrição colorida e com sabor próximo ao do isopor. A estética da embalagem, é um fator importante para o consumo do conteúdo. A "estética" do estômago só é percebida, quando os pais, e não os super heróis estampados nestes produtos, levam a criança aos médicos. A embalagem, poderá até ser jogada na lixeira da escola por um feliz pequeno consumidor da moda, mas terá como destino final algum lixão da prefeitura. Viverá, por mais algumas centenas de anos, infernizando o meio ambiente com uma persistente gastrite incurável. Quanto ao guardanapo de pano, que volta da escola ainda cheirando a pão com queijo... Coisa mais careta, não merece respeito.

Por Redação ((o))eco
15 de setembro de 2004
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15 de setembro de 2004

Empalhador

De Vladimir Martins Mendes      Geógrafo e Análista AmbientalPrezado Sérgio,Meu nome é Vladimir Martins, conversamos outro dia na casa do Fred (BH -Geógrafo). Entrei no site, achei muito legal e li uma entrevista sobre um empalhador húngaro que montou um museu em Goiânia. Gostaria de falar que no Vale do Jaquitinhonha, na cidade onde nasci, Itaobim, tem o Museu do Canjira, que é um taxidermista que abriga em seu museu várias espécies do Cerrado Brasileiro. O museu não é tombado, e não recebe nenhum incentivo financeiro. O Sr. Canjira ou mestre Canjira como ele gosta de ser chamado vive de serviços no campo (venda de queijo, leite, remédios naturais, etc.), e o museu vive de doações de estudantes que passam lá para conhecer. Existe uma caxinha para doações em dinheiro. Para vc ter idéia da importância parece que alunos da USP já andaram fazendo algumas pesquisas por aquelas bandas.Mais informações façam contato comigo e por favor me cadastrem para eu receber noticias do "OECO".Saudações.

Por Redação ((o))eco
15 de setembro de 2004
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14 de setembro de 2004

Sílvia Pilz

De Olivia O’NeillAo Editor,Navegando pela internet, tive a sorte de me deparar com o site de vocês, e lí, a princípio como quem não quer nada, a crônica de Sílvia Pilz que me deixou bastante entusiasmada e reparei que podia ir mais adiante com as setinhas e comecei a ler as crônicas restantes com o

Por Redação ((o))eco
14 de setembro de 2004
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13 de setembro de 2004

Fogo fúnebre

A prática de queimadas não respeita vivos nem mortos. A capital do Acre, Rio Branco, foi tomada na tarde desta segunda-feira, 13 de setembro, por densas nuvens de fumaça. As chamas tomaram conta do cemitério Jardim da Saudade. Semana passada, a prefeitura mandou roçar, pela primeira vez no ano, o mato alto que quase cobria as sepulturas. Agora, ao que parece, ateou fogo no terreno para terminar de limpá-lo. Para desespero da população, obrigada a conviver, nesta época do ano, com a sufocante fumaça vinda dos milhares de focos de incêndio do campo e trazida pelo vento das queimadas na Bolívia, Rondônia e Mato Grosso. (Foto: Altino Machado)

Por Redação ((o))eco
13 de setembro de 2004
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13 de setembro de 2004

Nosso Parque de volta!

Os ambientalistas foram pegos de surpresa pela suspensão do decreto presidencial que cria o Parque Nacional da Serra do Itajaí, decidida por um juiz substituto de Blumenau (SC) no dia 6 de setembro. Naturalmente protegida pelas dificuldades de acesso, a área não se presta à agricultura e sua preservação afeta poucas propriedades particulares. Ou seja, o Parque Nacional tinha tudo para ser criado sem maiores problemas. Não durou três meses antes que os interesses privados ganhassem tempo na Justiça para lutar contra o patrimônio coletivo. Passado o espanto inicial, as instituições de defesa ambiental do estado estão se mobilizando para pressionar como podem pela volta do Parque. Já está no ar, no site da Associação de Preservação do Meio Ambiente do Alto Vale do Itajaí (Apremavi), uma campanha para encher a caixa de mensagens do juiz Edilberto Barbosa Clementino, pedindo a revogação da liminar assinada por ele.

Por Redação ((o))eco
13 de setembro de 2004
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13 de setembro de 2004

SOS Serra da Capivara

Atenção fundações que cuidam do meio ambiente. O dinheiro da Fundação Museu do Homem Americano, que tem suplementado os magros recursos do Ibama na manutenção do Parque Nacional da Serra da Capivara e seu importante acervo arqueológico, está acabando. Não bastasse isto, Niède Guidon não conseguiu convencer o governo a comprar 10.000 hectares vizinhos ao Parque, ameaçados pelas queimadas e pela ação de fazendeiros sem visão. Vai começar, mês que vem, uma campanha para levantar os US$ 100 mil necessários para a aquisição do terreno. Independentemente das polêmicas opiniões da arqueóloga, uma coisa não dá para discutir: o patrimônio natural e arqueológico da Serra da Capivara tem valor inestimável e deve ser preservado.

Por Redação ((o))eco
13 de setembro de 2004
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13 de setembro de 2004

Pelo cansaço

No Paraná, a indústria ilegal de madeira está vencendo a fiscalização ambiental pelo cansaço. Mesmo multadas, madeireiras continuam ignorando solenemente a legislação e colocando em risco os planos de preservação da Mata Atlântica e das últimas reservas naturais de araucária do mundo. No município de Palmas, em área de Mata Atlântica já escolhida pelo governo para a criação de um Parque Estadual, a serraria catarinense Vensão já derrubou milhares de imbuias (Ocotea porosa), espécie ameaçada de extinção. Foi autuada pelo Ibama este ano, mas não se incomodou muito com isso. Desde então só fez expandir a devastação (na foto acima, o pátio da madeireira em Palmas).Em Candói, estão em andamento estudos para a criação de uma Unidade de Conservação que proteja a floresta de araucárias. Se a medida não for tomada logo, daqui a pouco não haverá mais o que preservar. No dia 24 de agosto foram flagrados tratores de esteira botando a mata abaixo, e outros menores “limpando” e gradeando a área (na foto, araucárias arrasadas em Candói). (Fotos: João de Deus Medeiros)

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13 de setembro de 2004
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10 de setembro de 2004

Beleza interior

No dia 15 de setembro começa a Casa Cor, o mais badalado evento de decoração do Rio de Janeiro. Mas para os moradores da rua onde decidiu hospedar-se este ano, ela já começou há bastante tempo. Há dois meses, a pacata rua Mary Pessoa, na Gávea, presencia a invasão de uma espécie exógena. De repente, a casa colonial número 116 começou a ser habitada por vários operários que trabalhavam dia e noite e produziam, com freqüência, uma nuvem de poeira. Em frente à casa, instalou-se um caminhão com gerador e um enorme contêiner que serve de banheiro aos trabalhadores. Carros começaram a se proliferar nas margens da calçada. Diversos seguranças contratados espalharam cones por toda a extensão da rua, inventando vagas “reservadas” para os arquitetos e decoradores que iam e vinham. Nas vésperas da inauguração, pedestres estão sendo obrigados a atravessar a rua ou andar pelo asfalto porque as calçadas apareceram tomadas por cabos da Light, providenciados às pressas para garantir energia extra à noite de abertura. Curiosa, a equipe do O Eco entrou na Casa Cor e constatou que tanto movimento rendeu um belo resultado, mas só dentro da casa. Do lado de fora, faltou arquitetar melhor o uso do espaço público.

Por Redação ((o))eco
10 de setembro de 2004
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10 de setembro de 2004

Agradecimento

De Paulo Sergio E. de A. MoraesPrezados editores do O ECO,Venho por meio desta missiva agradecer aos Srs. pelos magníficos textos que estou tendo o privilégio de ler em vosso site, principalmente os produzidos pela Sra. Maria Tereza Jorge Pádua, que demonstra grande ciência em matéria de conhecimento de nossa terra e com a qualidade de não ser pedante. Gostaria de fazer uma sugestão: os Srs. poderiam articular com alguma emissora de rádio a realização de um programa sobre meio ambiente, que tal?

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10 de setembro de 2004
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9 de setembro de 2004

Cães…

De Fabio SantosParabéns pela matéria, gostaria muito de ver a reação das pessoas donasde cães. Numa sociedade onde se fazem festas de aniversário para cachorros, com bolo, convidados de quatro patas e tudo que tem direito (acho que vou abrir uma empresa de animação de festas caninas) e na sua porta um ser humano passa

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9 de setembro de 2004
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5 de setembro de 2004

Desperdício

O morador do Corte do Cantagalo – na Lagoa Rodrigo de Freitas, Rio de Janeiro – que acordou cedo no domingo achou que tinha caído um dilúvio sobre a cidade de madrugada. A avenida Epitácio Pessoa estava inundada em dois trechos, dando passagem a apenas um carro. Não era culpa da natureza. Apenas a consequência de mais um dos habituais estouros na tubulação da Cedae, a estatal que cuida da água e do esgoto. O desperdício continuou tarde adentro, enquanto uma equipe lutava para conter o vazamento.

Por Redação ((o))eco
5 de setembro de 2004