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7 de julho de 2008

Tradição é tradição

A partir desta segunda-feira até o próximo dia 14, os hospitais da cidade espanhola Pamplona estão em estado de alerta. Nas ruas, milhares de policiais também permanecem de prontidão. Uma multidão de pessoas toma as ruas e, de repente, começa uma correria enlouquecida. O motivo: começaram as festividades de San Fermín, um evento anual que, resumidamente, solta touros enraivecidos para correr atrás das pessoas. Em nome de uma tradição que já vem de gerações, o festival é super celebrado Espanha afora, apesar de seu fechamento ser conhecido: acidentes e mortes adoidados, tanto por parte dos homens como dos animais. O diário espanhol El Mundo criou uma página especial, com vídeos e fotos, para falar sobre a estimada festa.

Por Redação ((o))eco
7 de julho de 2008
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7 de julho de 2008

Comida no lixo

Em meio ao falatório internacional sobre escassez e preços de alimentos, o governo britânico fez um levantamento para saber onde está parando a comida do país. Além de descobrir que quatro milhões de toneladas de produtos comestíveis vão para as lixeiras residenciais – aqueles “restinhos” –, a sondagem revelou que 40% da produção fica pelo meio do caminho e sequer chega aos supermercados. De acordo com o relatório, se a população deixasse de lado o desperdício ao sentar à mesa e pensasse duas vezes antes de varrer as prateleiras das lojas, a economia seria significativa no fim do mês. Segundo o jornal The Independent, o primeiro-ministro Gordon Brown promete levantar a questão na reunião do G8 no Japão, esta semana, e iniciar uma campanha nacional contra o desperdício.

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7 de julho de 2008
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7 de julho de 2008

Só propaganda?

Em apenas um dia, o México conseguiu a façanha de plantar mais de oito milhões de árvores. O evento, promovido pelo governo mexicano como forma de combater o desflorestamento, foi realizado em todo o país e contou com a participação de meio milhão de pessoas. A medida foi tomada porque o México perde, anualmente, cerca de 350 mil hectares de terras para a extração ilegal de madeira, a expansão da agricultura e os incêndios florestais. Apesar da boa vontade dos mexicanos, entidades ambientalistas denunciam a ação como sendo uma estratégia apenas para que o governo seja bem visto pela população, já que apenas 10% das árvores plantadas sobrevivem, diz notícia do site Ecotícias. Segundo dados da Comissão Nacional Florestal, quase a metade do solo do México já está deteriorado.

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7 de julho de 2008
Fotografia
4 de julho de 2008

Borboletas

Nas margens da baía da Gaíva, na fronteira do Pantanal brasileiro com a Bolívia, Manoel Francisco Brito flagrou estas borboletas com sua velha...

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4 de julho de 2008
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4 de julho de 2008

Limpeza Geral

O governo Chinês anunciou que, no primeiro semestre de 2009, vai iniciar uma faxina geral no monte Everest. A iniciativa será tomada porque os cerca de 40 mil turistas que subiram o monte pela face norte do pico, no território da China, no ano passado, deixaram para trás pelo menos 120 mil toneladas de lixo – uma média de três quilos por pessoa. Grande parte do rastro deixado pelos alpinistas porcalhões é formada por embalagens de alimentos, cilindros de oxigênio, roupas térmicas e equipamentos. Além do esforço de limpeza, o governo chinês também estuda restringir o acesso à montanha. Segundo a BBC Brasil, o Everest também enfrenta a ação do aquecimento global: a geleira de Rongbuk, que fica no pé da montanha, já retrocedeu mais de 150 metros na última década. Como medida para conter o retrocesso, desde 2003 é proibido subir de carro aos acampamentos dali.

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4 de julho de 2008
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4 de julho de 2008

Pollution Day

Quando os fogos de artifício explodirem no céu esta noite, os norte-americanos terão mais do que um show para comemorar o seu Independence Day. Eles terão também uma enorme quantidade de ingredientes tóxicos espalhados no ar. Na região de Los Angeles, por exemplo, a concentração de fuligem já chegou a ser tão grande que podia ser vista até 24 horas após a comemoração e foi comparada aos níveis provocados por incêndios florestais. Além das partículas finas, outras substâncias expelidas com a explosão preocupam os ambientalistas, como o perclorato, cuja concentração chegou a subir em mil vezes depois de uma exibição em um lago de Oklahoma e permaneceu elevada por 80 dias. Segundo o Los Angeles Times, os cientistas até têm produzido fogos de artifício que geram menos impactos ambientais. O problema é que ainda fica muito mais em conta comprar fogos vindos da China, que de baixa tecnologia, custam até 10 vezes menos.

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4 de julho de 2008
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4 de julho de 2008

Vulneráveis

Se os efeitos do aquecimento global começarem a apertar, a pedida é arrumar as malas e se mandar para o Canadá. Pelo menos é o que indica um estudo feito pela consultoria britânica Maplecroft, especializada em análises de risco. A empresa analisou a vulnerabilidade de 168 nações frente às alterações climáticas, e concluiu que o país norte-americano é o que tem mais condições de enfrentar tais problemas. Como nem sempre a vida é justa, o Climate Change Risk Report mostra que as regiões mais pobres – como o continente africano – vão ganhar o maior prejuízo. Enquanto as que, por décadas, deitaram e rolaram em emissões – como Estados Unidos e Austrália – têm mais chances de se adaptar. No mapeamento, a classificação do Brasil está como meio termo. A notícia é do Telegraph.

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4 de julho de 2008
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4 de julho de 2008

Vizinhança da boa

Apesar dos estresses fundiários causados pela criação de áreas protegidas, um estudo da Universidade da Califórnia diz que as unidades de conservação na África e América Latina têm atraído gente à beça para seus arredores. A população que resolve construir um casebre no entorno de parques sabe que os limites protegidos podem oferecer boas oportunidades econômicas. E é justamente nesse ponto que as UCs saem perdendo, já que atividades rentáveis como a agricultura e pecuária acabam gerando pressões maiores sobre a região. A notícia é do Mongabay.

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4 de julho de 2008
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3 de julho de 2008

Lentidão

A quatro dias da reunião do G8 no Japão, o WWF soltou o relatório Climate Scorecards 2008, em que analisa o desempenho dos países do bloco no combate às mudanças climáticas. A síntese do documento é clara: todos caminham a passos lentos. O Reino Unido é o único que deve atingir as metas de Kyoto, ainda que o uso de carvão no setor energético nacional tenha freado avanços maiores. França e Alemanha são os seguintes do ranking, mas alcançaram apenas metade do almejado. E no fim da linha estão Canadá e EUA, principalmente pela ineficiência energética.

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3 de julho de 2008
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3 de julho de 2008

Os emergentes

As cinco economias emergentes (China, Brasil, Índia, México e África do Sul) não entraram na listagem, mas foram avaliadas separadamente. Entre elas também não foi visto avanço significativo. Enquanto o gigante asiático padece com sua dependência pelo carvão, o Brasil ganha destaque pelo crescimento de emissões no setor energético e pelo desmatamento, cujos altos e baixos estão atrelado ao mercado internacional do agronegócio.

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3 de julho de 2008
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3 de julho de 2008

Ministro aloprado

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, parece não se preocupar muito em manter relações amenas no poder. Depois de fazer piada com a produção de soja do governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, ele soltou a língua contra a “turminha braba” formada pelos usineiros “fora-da-lei” de Pernambuco. Não demorou para que o senador e ex-governador do estado, Jarbas Vaconcelos, subisse na tribuna para rebater as críticas: “Tenho verdadeira ojeriza, completo nojo dos populistas, dos bobos da corte que se divertem atacando a honra alheia. Esse é o caso do senhor Minc, que tem mais vocação para animador de auditório que para ministro de Estado”, disparou, chamando-o ainda de aloprado e leviano. Com o circo armado, o substituto de Marina Silva resolveu não manter a poeira levantada, e respondeu dizendo apenas ter admiração pelo senador. A notícia é do Globo.

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3 de julho de 2008
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3 de julho de 2008

Charges politizadas

Saiu esta semana os vencedores do Earthworks 2008, um concurso internacional de charges que dessa vez teve como tema as mudanças climáticas e demais ameaças ao meio ambiente. Com talento e humor, 600 cartunistas botaram para funcionar a criatividade, e produziram desenhos que criticam sutilmente (ou não) a destruição da natureza pela ambição humana. Segundo o diário britânico The Independent, o concurso teve inscritos de países diversos, incluindo o Brasil. Os artistas daqui, cita o jornal, “demonstraram seu desapontamento com um governo que tem falhado” nas medidas contra o desmatamento. Veja a galeria com algumas charges.

Por Redação ((o))eco
3 de julho de 2008